terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are) - 2009


Nunca pensei que choraria ao ver um monstro feio e peludo, porém gracioso chorando em Onde Vivem os Monstros, mais um bom filme esquisito do excêntrico diretor Spike Jonze (de Quem quer ser John Malkovich e Adaptação) e baseado no clássico livro infantil norte-americano Where the Wild Things Are (1963) de Maurice Sendak, no entanto entendo perfeitamente o porquê de minhas lágrimas catárticas que escorreram pela minha face por outros motivos que não foram somente uma emocionante despedida. Além de ser um filme melancolicamente existencial como um rito de passagem entre fases da idade, neste caso, a maturidade da infância do garoto Max (Max Records, excelente), Onde Vivem os Monstros é um reflexo de que adultos já foram crianças com pelo menos um problema existencial que normalmente é recorrente na vida de qualquer criança, e demonstra que nós, adultos, ainda permanecemos crianças na necessária iminência por um mundo paralelo surreal para o qual podemos escapar e sentir-se abraçados e amados intensamente pela vida, pelo amor. Confesso que, durante toda a exibição do filme, envolvida pelo tom melancólico, estava eu também melancólica, acompanhando a loucura lúcida de Spike Jonze em abordar este tema de uma forma tão lúdica, verdadeira e sensível, fazendo jus ao seu "weird style" como diretor, mas a grande experiência está em reconhecer-me no filme, de alguma forma. Concluí que eu não deixei de ser criança, de pensar, rebelar-me, enfurecer-me e sonhar como uma, eu somente aprendi a ser uma adulta criança e, Onde Vivem os Monstros é uma ode a este lado híbrido maduro-infantil de cada um de nós.



Para aqueles que entendem como crianças funcionam em seus dramas reais e brincadeiras de ser criança, o enredo em si não é uma novidade. Um jovem menino (Max), bastante criativo, solitário e pertubado não tem a atenção devida nem da irmã e nem da mãe. A irmã dele se encontra naquela fase adolescente saíndo com os amigos legais e nada interessada em cuidar do irmão menor e bagunceiro. A mãe Connie (Catherine Keener) está desenvolvendo um novo relacionamento com o namorado (Mark Buffalo, em participação flash), e (pre)ocupada o suficiente com a responsabilidade por criar os filhos sozinha. O inovativo Max tem a criatividade fértil com amigos, lugares e estórias imaginárias e, por ser um garoto sem amigos e incompreendido, ele catalisa sua energia com acessos de raiva posteriormente se arrependendo por tais excessos. Um dia, ele tem uma briga com a mãe, chegando a agredí-la e foge de casa. Este escapismo para uma ilha distante habitada por monstros, embora filmado como uma aventura realista (até uma viagem de barco e tempestade são enfrentadas por Max e os monstros reagem e sentem como adultos), pode ser encarado como um escapismo psíquico. Imagine aqueles momentos de fuga que toda criança tem (e até adultos também). Ir para o quarto chorar após ficar chateado com algo, ficar de castigo e/ou simplesmente desejar isolar-se, de tal forma que consiga um espaço íntimo para fugir da dor, criando amigos imaginários, lugares fantasiosos, situações loucas tão necessárias como analgésico. Max vai para um lugar deste no qual ele se torna rei dos monstros e se descreve poderoso e invencível com a audácia de ter a resposta na ponta da língua, definitivamente, com a soberania de um rei. Um contraponto interessante considerando que, na vida real, ele é um garoto ignorado como se não tivesse qualquer relevância para qualquer humano, ele não é reconhecido em sua intimidade.





Ao chegar à ilha, Max encontra vários monstros esquisitos e horrorosos porém fofos e cativantes. Eles o são porque expressam exatamente atitudes humanas,logo há um processo de identificação de que os monstros não são somente o resultado de um processo de fantasia, eles são como alter egos cinematográficos. Neste lugar, Max tem liberdade de contar mentiras "verdadeiras" que são parte de sua infância e de seus desejos íntimos, como por exemplo influenciar os monstros de que ele é rei, que pode liderar a construção de um grande forte, que pode fazer com que os monstros sejam amigos e unidos. Max encontra uma nova família na qual ele é importante e pode fazer o que quiser, como liderar uma guerra de bolas de cocô e quebrar as coisas à frente sem receber qualquer verbalização punitiva. Nesta nova família, Max desenvolve uma amizade mais íntima com o monstro Carol que acaba se tornando o alter ego de Max, evidenciado em um paralelismo de emoções e atitudes entre eles. Diria que este é um dos traços mais importantes do filme, como eles são parecidos, raivosos, emotivos e sonhadores, definitivamente dois autênticos incompreendidos. Em uma das cenas iniciais na ilha, há uma cena marcante na qual Max se vê refletido em Carol. O monstro, durante excessos destrutivos quebrando o que estava em sua frente, pergunta aos amigos monstros quem estará com ele nesta "atividade". Ninguém concorda com ele, então ele diz "Ninguém mais vai ficar ao meu lado? Tudo bem. Ficarei do meu próprio lado. Eu mesmo. Ninguém se importa mesmo. Sou o único que se importa aqui." Imediatamente Max se reconhece em Carol, não é a toa que desenvolvem uma bela amizade.



Além da maravilhosa trilha sonora composta pela cantora Karen O (do Yeah Yeah Yeahs, com a tocante cool music Igloo), neste roteiro
Spike Jonze usa e abusa destes bonecos com animatronics, em focos e reenquadramentos de suas ações interlaçadas em momentos de euforia com melancolia e, em momentos mais solitários (entre Max e um outro monstro) ou mais coletivos (com as brincadeiras insanas e bagunceiras entre eles) os quais resumem, na minha opinião, os instáveis desdobramentos psíquicos do imaginário de Max e são relevantes porque se expressam através de palavras de impacto que expõem problemáticas do psicológico do garoto. É como se Max falasse surrealisticamente porém intimamente através deles; Carol tem problemas de relacionamento com a monstra KW (como se esta representasse as figuras femininas, mãe e irmã de Max), os outros monstros são amigos de Max, simbolizando os amigos fictícios que o garoto não têm. Estes monstros atendem suas ordens de selvageria, questionam sua liderança, colocam esperanças no garoto e o amam, ou seja, Max está em um mundo perfeito com direito a relacionamentos interpressoais, totalmente contrário à sua vida real que, aparentemente, ele deseja destruir, o que fica evidente na seguinte frase de Carol "Eu tenho um destino para a solidão e é destruí-la". Esta frase é incrível, pois qualquer escapismo pode ser encarado como uma tentativa de destruir alguma faceta de um mundo e/ou condição intolerante.




Onde Vivem os Monstros
é um filme estranho, que causa um natural estranhamento na platéia por isso ele divide opiniões, de fato ele exige uma entrega para ser apreciado em sua nuance melancólica, em sua esquisitice tipicamente bem alinhada a de
Spike Jonze. Inicialmente uma parte deste peculiar longa metragem me atraiu de imediato porque me vi em Max, incompreendida mente criativa, por outro lado, houveram momentos que era deprimente olhar para a cara daqueles monstros feiosos. Há que ligar estes dois extremos para usufruir da mensagem da película. A sensibilidade do filme e a predisposição dele em enfocar a infância de uma forma dolorosa porém genuinamente verdadeira é um presente cinematográfico porque me faz lembrar não somente das brincadeiras imaginárias da minha infância, mas de que é doloroso amadurecer e ver valor em lugares e pessoas que, inicialmente, parecem não me compreender e, normalmente família é uma delas, as pessoas que mais amamos e que mais nos repreendem exatamente por nos amar. Por isso, a mensagem do fime é bela porque, em uma jornada profundamente lúdica, Max aprende a aceitar a sua vida real, aprende a aceitar sua família como ela o é, para isso ele precisou ir à terra dos monstros e também decepcioná-los para, então, retornar à sua casa. Qual a criança e o adulto que nunca se sentiram assim? Sozinho e raivoso em não ser compreendido, porém dotado de uma grande alma, como a de Max, que é um garoto genial e sensível. Qual a criança e o adulto que nunca quiseram viver a música "All is love"? Ir para um lugar onde tudo é amor, onde se é importante para o(s) outro(s). A gente cresce e a gente continua incompreendido, mas este filme nos compreende; nossos monstros nos compreendem, eles vivem dentro de nós.


Avaliação Madame Lumière




All is Love. Música de Karen O & The Kids.
Para ouvir a trilha sonora clique aqui


Título original: Where the Wild Things Are
Origem: EUA
Gênero: Drama, Infantil, Aventura
Duração: 101 min
Diretor(a): Spike Jonze
Roteirista(s): Spike Jonze e Dave Eqqers. Adaptado da obra homônima de Maurice Sendak
Elenco: Max Records, Pepita Emmerichs, Max Pfeifer, Madeleine Greaves, Joshua Jay, Ryan Corr, Catherine Keener, Steve Mouzakis, Mark Ruffalo, James Gandolfini, Paul Dano, Catherine O'Hara, Forest Whitaker, Michael Berry Jr., Chris Cooper

18 comentários:

  1. Madame, quase chorei com o seu texto!!! Quero muito ir assistir este filme, pois eu me imagino e sempre me imaginarei uma criança!!!

    A trilha é divina!!! Não me canso de escutar All Is Love!!!

    Beijos

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  2. Oi Eri, também chorei e sigo emocionada com a idéia do filme. Você está certo! Penso que o dia que a gente desistir de ser criança, mesmo sendo adultos, estamos fadados à auto-destruição. Como diz a grande frase, não se pode perder a ternura jamais.

    A trilha é divina! Estou viciada em All is Love... hoje foi tão engraçado porque minha mãe chegou a mim e perguntou-me: Que música é esta do ohh ohh ohh que você não para de ouvir? Que vozes são estas? Eu respondi: "Mãe, são crianças!!!!" rsrsrs... All is Love Love is all.

    bjs!

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  3. Yeah Yeah Yeahs? Eu gosto de Yeah Yeah Yeahs!!!

    Não sabia que eles fizeram parte da trilha sonora do filme. Muito bom saber!

    Sua crítica foi ótima. Ainda não vi o filme, mas pretendo o mais rápido possível, pois o trailer é bem intrigante, mas no bom sentido.

    E preciso dizer que você me lembra muito Bette Davis, Madame! Acho essa mulher divina!

    Bjos!

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  4. Oi Raphael,
    Gosto do estilo do Yeah Yeah Yeahs e, olha que nem o conhecia.
    Este filme vale a pena ser visto porque, psicologicamente falando, é bem atual e independe de idade, tanto que o filme é considerado mais funcional para adultos que para crianças.

    Ai, que glam você falar que eu lembro a diva Bette Davis, ela é uma das minhas musas preferidas, mulher talentosa e de personalidade que não faz "média". Também a acho divina e, certamente, ela é um bom alter ego cinematográfico para mim. Adoro estas damas vintage com personalidade como a dela e a de Marlene Dietrich.

    bjs!

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  5. Só tenho lido coisas positivas sobre esse filme. Espero poder conferí-lo.

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  6. Esse parece ser um dos filmes mas subestimado do ano passado, só escuto elogios e isso me faz não baixá-lo da internet e esperar estrear aqui no cinema rsrs.

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  7. Madame Crawford,

    Poxa vou te falar que 'Onde Vivem Os Monstros' foi muito original. Não consegui chorar no dia, não sei porque. Tinha tudo para chorar!
    Adoro cada vez mais os filmes do Jonze e ele tem uma narrativa e escolhas artísticas parecidos com a Sofia Coppola. Ambos usam o mesmo cinegrafista francês - Lance Acord. E o trabalho deste diretor de fotografia neste filme é ótimo, em que fotografa um belo pôr-do-sol.

    Sobre:
    " Cidade baixa" : um filme punk demais e posso te dizer qua não gostei da sobrinha sa Sônia Braga Loira..prefiro as morenas..rs! Ela estaria sexy, morena no filme né não?
    Mas este filme tem roteiro irregular e não me agradou.

    "Ligações Perigosas" : sabe, estou querendo assistir CHERI. Este é um clássico monárquico do Stephen Frears, sempre gostei do trabalho deste diretor - O Segredo de Mary Reilly, Alta Fidelidade, Herói Por Acidente e A Rainha e agora ele esta pós-produzindo "Tamara Drewe" .

    Neste filme conheci o trabalho de Uma Thurman e o talento notável de Glenn Close.
    Performances no ponto. O erotismo, a moralidade tudo posto à prova. E graças a deus ninguém faz sexo no banheiro, rs!

    Confesso minha adoração e preferência sobre Ligações Perigosas.

    Muito Bom!!
    Bjokas!

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  8. Nossa,

    tão sensível sua abordagem neste post.

    Li duas vezes, achei intenso a maneira como você se apropriou das mensagens sutis e sensíveis deste filme - nem vi, por sinal.

    Mas, eu vi o trailer, li algumas resenhas - a sua foi a mais eficiente, mais emotiva, eu diria.

    Acho que esse filme valoriza a criança dentro de nós mesmos...

    Pura preciosidade, pura fantasia!

    beijos

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  9. Ainda não vi esse filme. Quero assisti-lo o mais breve possível. Devo dizer que seu texto só aumentou minhas expectativas em relação a esse novo trabalho de Jonze. Até mesmo por, em certo nível, redimensionar as minhas próprias. Acho que a idéia desse filmes é essa mesma, noc olocar em contato com nossos monstros. Nossa incompreensão. Algo que eu pude depreender ainda mais do seu texto.

    Espaço fofoca: Vc viu o filme no Bourbon Pompéia?
    Just curious! rsrs
    Bjs

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  10. Estou muito curioso! Farei o possível para conferi-lo ainda neste mês.

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  11. Oi Rodrigo,
    Me diverti com este "Madame Crawford". Esta semana ouvi de um leitor sobre Bette Davis. Daqui a pouco não serei mais Lumière rsrs... e nem mesmo eu rsrs...mas uma coisa é certa: Serei sempre DIVA! rsrs.

    Gostei muito de você lembrar de Sophia Coppola e comentar da proximidade destas escolhas artísticas mais diferenciadas. De imediato lembrei do estilo de filme que é Encontros e Desencontros o qual aprecio bastante, embora me identifique mais com as virgens suicidas.

    Cidade Baixa é bem punk, infelizmente penso que o visceral é sempre punk no cinema brasileiro, não há como fugir deste estigma (pelo menos eu ainda não encontrei algo menos punk com um enredo desta espécie). Gosto do filme realmente por conta de Lázaro Ramos e Wagner Moura, mas também acho apelativo o triângulo amoroso (sempre bom de se ver no cinema!). Ela fica bem melhor morena (como sempre digo: os homens preferem as morenas, mesmo que não assumam rsrs).

    Também estou enlouquecida para ter tempo de assistir CHERI, dizem que o livro tem uma leitura tão sensual e espero que o filme também o seja (sempre é sexy uma mulher mais velha educando um rapaz mais jovem, contato que não seja pedofilia , é claro rsrs). A propósito,tenho estado tão monárquica só me falta um espartilho. Stephen Frears de novo, ai que delícia. A propósito, ando viciado no moço, em breve entrará uma resenha de A Rainha.

    Rsrs, esta do banheiro foi ótima. Morri de rir, glamourosamente, é claro!

    Bjokas!

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  12. Oi Kamila e Oi Luis: Vale a pena conferir este filme e, em especial, doar-se a ele ainda que ele seja esquisito, afinal é na esquisitice que descobrimos várias coisas sobre nós mesmos. abs!

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  13. Oi Cris,
    Que bom que você gostou da minha sensível opinião sobre o filme. Onde Vivem os Monstros é bem cool, até na forma que ele se diverte com os monstros através daquelas bagunças que destróem o que está à frente, ele consegue ser verdadeiro pois até quando crianças gostamos de sair estragando as coisas dentro de casa, recebendo bronca dos pais, estas coisitas.
    Adoro a parte que ele sai rolando por uma descida com uma monstra. Tão engraçadinho e maluquinho!
    Concordo que existe uma criança dentro de nós e que ela nunca deve ser perdida. bjs!

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  14. Oi Reinaldo,
    Sim, assista-o e compartilhe sua opinião comigo. Adoraria ler suas palavras sobre esta experiência cinéfila. Exatamente, o filme nos leva à esta reflexão sobre nossos monstros e eu captei isso ao emitir minha opinião mais final. Max tem que lidar com ele mesmo, esta é a verdade e ele descobre que, não importa onde ele esteja, ele terá que lidar com os seus monstros. É um filme belamente atual e maduro, por isso não deve ser subestimado.

    Espaço fofoca: Não o vi lá, foi no Cinemark SP Market ou Market Place ou (sempre me confundo rsrs), aquele do lado do Shop. Morumbi.

    Bjs!

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  15. Wally, não o perca e será um prazer ler sua sensível opinião sobre este filme. abs!

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  16. Perto do Shop Morumbi é o Market Place. O último que vi lá foi O fim da escuridão

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  17. Obrigada, Reinaldo. É este mesmo! Espaço fofoca again: Estava rindo aqui com um fato sobre esta troca de nomes que eu faço entre estes dois Shoppings. Uma vez estava eu lá próxima ao Hotel Transamérica(Sto Amaro) e uma moça me pára no trânsito e diz: Vc pode me falar com faço para ir ao SP Market? Eu, muito segura e benevolente, lhe expliquei que ela tinha que pegar retorno e ir para o Shopping Morumbi. rsrs! Depois me dei conta que enviei a mulher pro lugar errado. A funny shame! bjs!

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  18. Mas quem nunca deu informação errada não é mesmo? Eu mesmo já pisei na bola (e já pisaram comigo váaaarias vezes tb).A vida é isso aí...
    bjs

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