sexta-feira, 21 de julho de 2017

Paris pode esperar (Paris can wait, 2016), de Eleanor Coppola




Por Cristiane Costa,  Editora e crítica de Cinema MaDame Lumière e Especialista em Comunicação 




Viajar é muito bom. A maioria concorda. Percorrer uma jornada, sem qualquer preocupação, seja sozinho(a) ou acompanhado(o) é um daqueles deleites que, uma vez ou outra, temos que dar a nós mesmos. É sobre liberdade, autoconhecimento e conhecer pessoas, lugares. É sobre seguir uma rota mais afetiva e menos cerebral. É sobre viver um sonho como se ele fosse projetado na tela ilusória do Cinema. Quanto menos planejada for a viagem, mais surpreendente ela pode ser. O novo filme de Eleanor Coppola, "Paris pode esperar" (Paris can wait/ Bon jour Anne), seu trabalho de estreia, segue essa deliciosa tônica de um road movie pelas estradinhas que ligam Cannes a Paris. A companhia não poderia ser melhor: Diane Lane e Arnaud Viard.



"Ellie mostrou um “excepcional senso de confiança – confiança em si mesmo antes de tudo, e então confiança nos outros para interpretar e expressar sua visão. Fiquei encantada de ser parte desse projeto cinematográfico" (Diane Lane)


Na história, escrita por Eleanor,  Anne (Diane Lane) é uma esposa dedicada, apoiadora constante de Michael (Alec Baldwin), seu marido e um ocupado produtor de cinema. Após anos de convivência, ela dá sinais de incômodo pela ausência dele, mas o casamento se preserva. À convite de Jacques (Arnaud Viard), sócio do Michael, Anne aceita viajar de carro, de Cannes a Paris. Aventura-se com esse charmoso francês, de gosto refinado e sorriso cativante.





O roteiro é baseado em um acontecimento real com a diretora. Em uma das suas viagens, ela se viu com uma gripe forte. Impossibilitada de viajar de avião, foi de carro à Paris com um amigo. Por ser uma historia de memórias, reais e inventadas,  ela é libertadora e sedutora, o que permite ao espectador relaxar e imaginar o que quiser. Como resistir ao charme de uma viagem a dois pela França? O que aconteceu entre Eleanor e seu amigo? O que é verdade ou uma mentirinha graciosa nesse roteiro de inspiração biográfica? Tudo é possível e não há maldade alguma em imaginar coisas nesse clima de amizade e hesitante sedução entre os amigos. 





É evidente que a diretora fez um filme para se divertir e não esconde seu entusiasmo. Ela passa uma  verve cômica, de curtir os prazeres da vida como a gastronomia Francesa, o pernoite em um hotel bucólico, um piquenique à beira de um lago e todos os deleites de viajar ao lado de um francês divertido, amante da boa vida.  A escolha dos atores foi bastante apropriada pois, além da química irresistível entre duas pessoas maduras, existe uma relação de respeito entre  Anne e Jacques. Ela tem um estilo simples e refinado, que não usa sua beleza como arma de sedução, então, age natural e envolvente. Ele, já mais previsível, tem todos os vícios de um bon vivant, o que o torna bem cômico e atrativo.





"Paris pode esperar" é bem solar por essas razões: a natural beleza, crível e espontânea atuação de Diane Lane, o vigor cômico e charme de Arnaud Viard e as pitorescas paisagens francesas. Essa combinação acaba superando a inexperiência de Coppola na direção, principalmente em planos e enquadramentos que ela não faz nenhuma cerimônia em deixá-los mais amadores, filmados de forma despojada. Grande parte de suas cenas encanta mais pela conexão entre os atores, um tanto tímidos, um tanto abertos à experiência e, também, pela coragem de Eleanor que não estava preocupada em seguir uma gramática fílmica  cirúrgica como a de seu marido e  filhos. Ela fez bem. Preservou sua autenticidade. O resultado é um convite à uma viagem à França sem precisar voar. 





Desde "Sob o sol de Toscana", Diane Lane é uma atriz encantadora para comédias que libertam essa radiante energia de viver. Sua maturidade a deixa cada vez mais bela e carismática. Embora sua personagem tenha demonstrado alguns desconfortos, tipicamente convencionais, quando uma mulher está viajando com o amigo do esposo e fica preocupada com a excentricidade de um sedutor francês; pouco a pouco, ela libera essa beleza que está além do aspecto físico, ela desabrocha a beleza do viver uma viagem como uma inesquecível aventura. 


Sob essa perspectiva, essa comédia torna-se um entretenimento agradabilíssimo, mas também, o melhor benefício dessa experiência cinematográfica é que, tanto ela quanto Viard desempenham os papeis de dois solitários, cada um à sua maneira, que servem de companhia um para o outro. Ao analisar o filme com essa dimensão mais afetuosa, de amizade e companheirismo, quando a viaja acaba, o maior desejo é dizer: "viajem mais um pouco, Anne e Jacques, pois Paris pode esperar".



Ficha técnica do filme Imdb Paris pode esperar

Fotos , uma cortesia California filmes


sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Garota Ocidental - Entre o Coração e a Tradição (Noces), 2016





Por Cristiane Costa,  Editora e crítica de Cinema MaDame Lumière e Especialista em Comunicação 


Um dos maiores desafios na experiência como expectador de um filme é acompanhar o sofrimento e a tragédia anunciada de um personagem que está preso à cultura e tradições, principalmente quando há dilemas e um choque dilacerante entre o desejo de liberdade e as convenções que estão relacionadas à paz e harmonia familiar. Nesse contexto,  não há meio termo e nem outra saída a não ser romper em definitivo ou aceitar o desejo da família.


Em "A garota ocidental - entre o coração e a tradição", escrito e dirigido por Stephen Streker, a jovem e bela Zahira (Lina El Arabi),de origem paquistanesa e radicada na França, se vê em conflito com seus pais (Babak Karimi, Neema Kulkami) e  irmão Amir (Sébastien Houbani), que querem que ela escolha um paquistanês para se casar, porém, Zahira tem uma personalidade libertária, quer viajar, dançar e amar como uma mulher que tem autonomia para decidir sobre seus relacionamentos e futuro. A partir desse argumento que provoca uma tensão a emoção e a razão, a história é desenvolvida com foco nas sequências familiares e determinadas cenas na qual ela vivencia o amor e a possibilidade de ser livre e feliz. 





Essa é a primeira aparição em longa metragem da atriz revelação Lina el Arabi, que atua de forma crível, inclinando fortemente para o seu lado corajoso, autêntico. Mesmo nas cenas nas quais oscila para o vínculo afetivo com a família, sua atuação não banaliza a indecisão da personagem. É um personagem difícil, ainda que o motivo seja recorrente em filmes de cultura oriental, pois o Paquistão é um dos maiores países de religião muçulmana. Ir contra o lema de "fé, unidade, disciplina" do país e suas famílias religiosas é uma afronta vista com maus olhos. 


Nesse sentido, é também interessante notar que, no desenvolvimento da história, as tomadas mais tensas são as com o pai. Segundo a tradição, o líder de uma família é o primeiro que será envergonhado pelos filhos divergentes, tanto que há uma preocupação clara do pai e do filho sobre o que a comunidade paquistanesa pensará sobre Zahira e sua rebeldia. Seu irmão Amir, ainda que muito ligado à irmã, exerce  a figura do filho homem que se responsabiliza em controlar a vida dos demais irmãos. Está li, à espreita, com o peso de não frustrar o pai, de proteger a família de qualquer vergonha.








Esse roteiro tem uma "gordura",  que envolve situações que poderiam chocar a sociedade paquistanesa se viessem à tona, assim, em termos de fluidez narrativa, o filme dá voltas que não seriam tão necessárias, coloca cenas que "incham" a história ao máximo para adiar os momentos decisivos e trágicos.  Essa escolha do roteirista é previsível porque a situação de Zahira não tem muito escape, logo, não acontecem tomadas mais externas ou que envolvem tantos outros personagens em cena.  O roteirista/diretor faz de tudo para prolongar os acontecimentos e, ironicamente, o final é abrupto, rápido. De certa forma, esse espaço claustrofóbico no seio familiar é uma prova de que Zahira está em um tipo de prisão. 





Nas cenas mais belas e sublimes está o seu romance com Pierre (o ator francês Zacharie  Chasseriaud). A amizade entre os dois tem aquele desabrochar de afeto, de um desejo às escondidas, de um "será que vai acontecer um relacionamento sério? "será que há esperança para os jovens amantes"?. Sendo ele um estrangeiro nesse cenário, as impossibilidades do amor ficam mais evidentes. O diretor dá a plateia uma mistura de amor e dor ao rodar uma sequência bem fotograda e com um clima de delicado romance quando Zahira e Pierre estão curtindo uma breve viagem. Em contraposição, esse desencadeamento de sonho x realidade fica mais visível no desfecho. Um final que machuca como navalha. Extremamente doloroso e chocante como uma tragédia grega!







Ficha técnica do filme ImdB A garota Ocidental

Fotos: uma cortesia, Cineart



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cine Família: Uma Família de Dois ( Demain Tout Commence) - 2016






Por Cristiane Costa,  Editora e crítica de Cinema MaDame Lumière e Especialista em Comunicação 




Nesses tempos modernos, o conceito de família tem sido discutido à luz da evolução do tema em relacionamentos homo afetivos, em mulheres que optam pela maternidade independente, em avós que criam seus netos como filhos, entre outras configurações de família. Afinal, o que é uma família? Ela tem um valor muito mais amplo que as diferenças e polêmicas a seu respeito. Podemos dizer algumas palavras essenciais sobre família: afeto, amor incondicional e dedicação. 




Distribuído pela Paris filmes e destaque na edição 2017 do Festival Varilux de Cinema Francês, o filme de Hugo Gélin, "Uma família de Dois" (Demain tout commence), estrelado por Omar Sy e Gloria Colston, tem de tudo para conquistar o afeto da plateia exatamente por explorar esse tema. Trata de uma família que se formou a partir do pai e da filha. Samuel (Sy)  curtia  a vida de solteiro sem qualquer responsabilidade em uma França ensolarada. Descobre-se pai de Glória (Colston) quando sua ex-namorada Kristin (Clémence Poésy) abandona a filha em seus braços. Viaja a Londres na tentativa de encontrar a mãe da criança, porém sem sucesso. Acaba morando na cidade e cuidando da filha.




Como uma comédia dramática, a projeção ganha espaço à medida que o roteiro desenvolve cenas que se dividem entre o carisma e conexão de Samuel e Gloria, mas também as perguntas sobre a  mãe que a garota realiza. De uma maneira muito simpática, Omar Sy exerce seu costumeiro bom humor e o estilo de um pai jovem e um tanto descolado, que trabalha como dublê de ator de ação (o que compõe um aspecto heroico e lúdico do pai super protetor), que vive em um mundo de fantasia e autopreservação da filha, que tenta esquivar-se ao máximo de qualquer sofrimento à Gloria. A energia entre ele e a excelente atriz mirim é encantadora. A presença do amigo homossexual Bernie (Antoine Bertrand) adiciona um significado especial de humor, amizade e lealdade, pois ele também faz parte dessa família e apoiou Samuel quando ele mais precisava. 







São essas evidências que se convertem em traços sensíveis da história. Imediatamente, o desenrolar dos fatos demonstra que existe um cuidado paterno extraordinário e uma dose de preocupação quando um pai cria o filho sozinho, o que é comum e compreensível.  Outro aspecto é a importância de haver respeito entre os pais, ainda que o relacionamento não tenha dado certo e o valor da parentalidade. Em diversas situações, mesmo que os roteiristas se percam nas cenas mais conflituosas entre Samuel e Kristin e entrelaçam escolhas mais condescendentes que realistas quando o assunto é o conflito entre eles , "Uma família de Dois" tem uma ternura especial que não cabe na tela, que explode em emoções no coração de quem vê e se sensibiliza com a historia, que perdoa e acredita em segunda chance e transformação. o desfecho é uma prova de que a família é quem guardamos no peito e nos acrescenta afeto para ser uma pessoa melhor. Comovente!





Ficha técnica do filme ImDB Uma família de dois

Fotos: uma cortesia, Paris Filmes

Lançamento no Brasil: 29 de Junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

Baywatch: S.O.S Malibu





Por Cristiane Costa,  Editora e crítica de Cinema MaDame Lumière e Especialista em Comunicação 



Se há uma estratégia comercial recorrente nas mentes dos grandes produtores executivos nos EUA, ela atende pelo nome de "vamos fazer com o limão uma deliciosa limonada e vendê-la como água". Para isso, a maioria deles recorre a um elemento de apelo essencial para a memória audiovisual e atração do público: a nostalgia por algo que marcou uma época.

A nostalgia chegou como o vento leve de uma brisa marítima:   "Baywatch: S.O.S Malibu", inspirado na icônica série de TV  dos anos 90 encabeçada por David Hassellhoff é a comédia que traz uma diversão despretensiosa. Com direção de Seth Gordon ("Quero matar meu chefe"), o blockbuster é estrelado por Rocky Johnson, que interpreta o salva vidas Mitch Buchannon, e Zac Efron como Matt Brody, um arrogante nadador que é recrutado para compor o novo time de salva vidas. Mesmo com as desavenças, eles têm o desafio de desmascarar uma organização criminosa liderada pela bela Victoria Leeds (Priyanka Chopra).





Criada como uma comédia de ação, Baywatch tem como chamariz o carisma e o vigor de "Rocky", que tem experiência em cenas que exigem maior força física e bom humor. Bronzeado, com  músculos ressaltados e um sorriso que estabelece confiança como os frequentadores da praia ( e também com o público), o ator foi uma boa escolha para o papel exatamente porque tem um jeito (e corpo) protetor. É como pensar: "A praia está bem protegida com um cara forte e legal como ele".





Por outro lado, Zac Efron é bastante descartável em cena por uma razão bem simples: não sabe atuar bem. Por incrível que pareça, é incompreensível o porquê que ele é ainda escalado para comédias, mesmo com toda a sua popularidade. Devido à exagerada malhação, sua beleza está cada dia mais artificial e isso fica evidente em cena. Para piorar a situação, seu personagem tem um ego gigante que, felizmente, tende a melhorar entre o segundo e terceiro atos.





No time de beldades,  além de Chopra, que  interpretou a vilã de uma forma caricata , a típica vilã que não se pode levar a sério, entram em cena Alexandra Daddario, que trabalhou com Rocky em "Terremoto - a falha de San Andreas", Kelly Rohrbach, insuportavelmente exuberante  e Ilfenesh Hadera, que entra muda e sai mais calada. Como um dos apelos da série, todas elas são como representações de Pamela Anderson com seu maiô vermelho e cavado. O filme explora seus belos corpos e coragem e não coloca tanto o foco na inteligência feminina, fato que deixa bastante a desejar e reforça os estereotipos machistas presentes nestes tipos de produções americanas.




Baywatch tem boa produção e fotografia; dos clássicos movimentos em câmera lenta ao uso de uma palheta das cores que tornam esta praia um lugar especial que Mitch tem como lar e que nunca a abandonaria, todo o desempenho visual está focado em mostrar essa beleza  praieira, heróis e heroínas do mar e da terra, fortes e corajosos. Como pró, a comédia se sustenta da amizade desse grupo de salva vidas e sua missão em proteger a praia. Este  é o caldo que ainda é possível tirar desse limão além de dar umas boas risadas com o humor de Jon Bass.






Ficha técnica no ImdB Baywatch: S.O.S. Malibu

Fotos: uma cortesia Paramount pictures

domingo, 30 de abril de 2017

MaDame Listas: 20 filmes favoritos de todos os tempos




À convite do blogueiro e crítico de cinema, Chico Fireman do Filmes do Chico listei meus 20 filmes favoritos de todos os tempos, como parte de uma enquete que ele está realizando com vários blogueiros, críticos, jornalistas, cinéfilos etc.

Foi uma tarefa difícil mas cheia de realização. Cinema e suas memórias preencheram a minha tarde com muita nostalgia e deja vu.

Eu amo o Cinema, não poderia viver sem tantas histórias e belos momentos.

Obrigada, Chico Fireman !

#MadameLumière


1. O poderoso chefão (The Godfather), Francis Ford Coppola, (1972)
2. Aurora (Sunrise), F.W Murnau, (1927)
3. Os incompreendidos (Les 400 Coups), François Truffaut, (1959)
4. Touro Indomável (Raging Bull), Martin Scorsese, (1980)
5. Era uma vez em Tóquio (Tôkiô Monogatori),Yasujiro Ozu, (1953)
6. Rocco e seus irmãos (Rocco i suo Fratelli, Luchino Visconti, (1960)
7. Clamor do Sexo (Splendour in the grass), Elia Kazan, (1961)
8. Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard), Billy Wilder, (1950)
9. Amor à flor da pele (Fa Yeung Nin Wa), Wong Kar-Wai,(2000)
10. Quanto mais quente melhor ( Some like it hot), Billy Wilder, (1959)
11. Morangos silvestres (Smultronstället), Ingrid Bergman, (1957)
12. Um corpo que cai (Vertigo), Alfredo Hitchcock (1958)
13. Paris, Texas (Paris, Texas), Win Wenders (1984)
14. A marca da maldade (Touch of Evil), Orson Welles (1958)
15. Era uma vez no Oeste ( C'era una Volta il West), Sergio Leone (1968)
16. Meu ódio será a tua herança (The Wild Bunch), Sam Peckinpah (1969)
17. Os Bons Companheiros (Goodfellas), Martin Scorsese (1990)
18. O pagamento final (Carlito's Way), Brian de Palma (1993)
19. Sindicato dos ladrões (on the waterfront), Elia Kazan, (1954)
20. Sangue Negro (There will be blood ), Paul Thomas Anderson (2007)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

MaDame Retrospectiva 2016: 10 melhores Blockbusters

MaDame Retrospectiva 
por Cristiane Costa






2016 foi um ano bem divertido no quesito "Blockbusters". Grandes lançamentos da Marvel como Capitão América : Guerra Civil e Doutor Estranho, filmes com uma abordagem nostálgica e totalmente reinventada como "As Caça fantasmas"  e "Creed - nascido para lutar" e animações encantadoras como "Zootopia" e Mogli  - o menino lobo.

Se por um lado, houve  frustração com blockbusters que tinham bastante potencial e deixaram a desejar como "X-men Apocalypse", "Batman vs Superman - A origem da justiça" e "Esquadrão Suicida", por outro, aqui tem 10 filmes que merecem um repeteco em 2017, com muita pipoca  e chocolate





10. Dois Caras Legais


"Uma dupla hilária, uma comédia de ação estilosa e uma trilha sonora cool, Dois caras legais é imperdível" 




9. Creed - nascido para lutar


" Stallone retorna como treinador de boxe e reafirma a paixão mundial por Rocky. Nostalgia e gratidão por sua presença."




8. Animais fantásticos e onde habitam

"Magia e aventura que relembram Harry Potter e desperta inevitáveis saudades do universo criado por J. K. Rowling"




7. Deadpool 

"O herói mais sacana com requintes de violência e humor escrachado, tudo isso garante uma diversão insana"




6. Zootopia - Essa cidade é o bicho

"Uma bela animação sobre amizade, lealdade e valorização de cada um. Ninguém melhor que os bichos na telinha."




5. As caça fantasmas


"As heroínas do ano que ganharam os corações dos cinéfilos. Um novo caça fantasmas com  o protagonismo feminino."




4. Rogue one - uma história de Star Wars

"Uma pré-sequência incrível de Nova Esperança com a capacidade de ter luz própria  e honrar o valor de Star Wars."



3 . Doutor estranho

"Um surpreendente blockbuster em ritmo e ação que traz um genial componente temporal  na história. Incrível!"




2. Capitão América : Guerra Civil

"Até o menos aficionado da Marvel, entraria nessa guerra. Apresenta memoráveis planos de ação que todo fã merece."



1 . Mogli - o menino lobo

"Imagine um filme bonito que valoriza o ideal de família, pertencimento e lar? Imaginou?  Assim é Mogli- o menino lobo, um encanto do começo ao fim que leva às lágrimas no grande clímax."

domingo, 1 de janeiro de 2017

MaDame Retrospectiva 2016 - atrizes : 10 melhores atuações

MaDame Retrospectiva 
por Cristiane Costa






O time seleto de melhores atuações femininas em 2016 traz uma diversidade de atrizes talentosas, com destaque para as britânicas e as francesas. 

Assim como a seleção de melhores atores, essa lista preserva o quanto o personagem caiu como uma luva para cada atriz e o quanto elas se apropriaram da história, perfil e emoções da protagonista. 

É uma lista de peso, que demonstra o quanto as mulheres do cinema são realmente incríveis e inesquecíveis.

Curta a lista! Também, continue na Retrospectiva MaDame, que avança até amanhã, fechando com os melhores filmes de 2016.




10. Catherine Frot em "Marguerite"


"Frot apresenta uma atuação harmônica que valoriza bem as duas principais nuances de sua personagem: dramática e cômica. Tudo com elegância e graça."



9. Lou de Laâge em "Agnus Dei"


"Em um drama solene e doloroso sobre freiras violentadas, Laâge realiza uma atuação crível na qual sua personagem transita muito bem entre a afetividade e a racionalidade."





8. Saoirse Ronan em "Brooklyn"

"Uma atuação que conquista pela sutilezas da atriz ao compor uma personagem delicada e também corajosa, disposta a não negar a si mesma e aos seus sonhos." 



7. Alicia Vikander em "A Garota Dinamarquesa"


"uma performance dramática que se entrega verdadeiramente aos rumos inesperados de uma relação e que dá força e aceitação a quem se ama."



6. Sonia Braga em "Aquarius"


"De uma maneira leve e que também valoriza a força e a coragem de seu personagem, a atriz entrega uma atuação digna de mulheres autênticas e que lutam pelo que acreditam."



5. Cate Blanchett em "Carol"

"Com uma performance deslumbrante que percorre a elegância da época ao relacionamento com outra mulher, a atriz intensifica o desejo e a coragem de seu personagem em viver um amor lésbico."




4. Brie Larson em "O quarto de Jack"


"Uma mãe que não desiste do filho e da liberdade, assim Larson domina a maioria das cenas com um magnífico controle da força e das fragilidades de seu personagem."



3. Amy Adams em "A Chegada"


"Ainda que essa combinação drama e sci fi seja uma experiência única, Adams é o principal alicerce de toda a história. É ela que sustenta a narrativa, que se comunica com o público, que traz as intensas emoções à tela."




2. Emmanuelle Bercot em "Meu Rei"


"Uma  personagem que sofre de amor com uma relação problemática poderia ser bem estereotipada, mas com a atuação de Bercot, há um magnífico realismo em cena. Ela interpreta a personagem com uma performance exata e madura que não esconde as vulnerabilidades do relacionamento."



1. Isabelle Huppert em "Elle"


"Apenas uma atriz excepcional e de primeira grandeza poderia interpretar  Michèle, uma personagem complexa, cheia de nuances profundas que envolvem o desejo, o sexo, a violência, o poder, o jogo. Apenas Huppert. Definitivamente, ela é um ser de outro mundo em cena, uma força da natureza que seduz a revelar quem ela realmente é e até onde pode chegar."



Lista considera os lançamentos nos cinemas Brasileiros em 2016.