segunda-feira, 5 de julho de 2010

Madame Trilogias: Toy Story (1995)

MaDame Trilogias:
3 Filmes e 1 balde de pipoca






Toy Story está além da tradução literal de seu título, Estória de Brinquedo. Ela é uma estória de todos nós, sejam crianças, adolescentes, adultos, idosos, todos já tiveram uma relação afetiva com um brinquedo querido e eles passaram a fazer parte de nossas vidas, dando vida à vida. Quem nunca conversou com um brinquedo? Contou com ele para colocar em ação as mais criativas e lúdicas brincadeiras de criança em mundos mágicos, imaginários? Teve-o como o melhor amigo? É por causa desta afetividade entre o ser humano e o brinquedo que Toy Story é único, como revolução e inovação no cinema de animação, como argumentação para uma franquia de sucesso, como emoção pura em sintonia com as mais diversas memórias da infância e convertidas em uma formidável longa-metragem. Toy Story, um marco da animação na História do Cinema, uma inesquecível memória cinematográfica na vida de uma geração de pessoas e uma relíquia do magnífico Estúdios Pixar é como aquele brinquedo raro e precioso de colecionador que deve ser preservado ano após ano. Sua atemporalidade é tão poderosa que, mesmo após 15 anos do lançamento do primeiro título da franquia, Toy Story continua perfeito, irretocável, atual e ressalta que os brinquedos têm vida eterna, na alma e no coração da gente.


A animação foi um sucesso fenomenal em 1995 como o primeiro longa-metragem em computação gráfica da Pixar. Na ocasião, o público já estava acostumado com aquelas animações clássicas da Disney e, eis que surge um estúdio que pensa 'fora da caixa' e faz um trabalho artístico primoroso, vivaz. Era o início de uma história de amor com pessoas de várias idades que, ao frequentarem o cinema e assistirem as animações da Pixar, são levadas a um mundo fascinante que desencadeia miméticas emoções, trazendo a fantasia à realidade. Toy Story abriu com chave de ouro o que seria o reflexo da animação Pixar: perfeita e criativa. E, ainda, abriu espaço para uma parceria entre a Walt Disney e a Pixar, unindo excelente expertise em animações e uma desbravadora visão de futuro nos negócios deste segmento.





Com um roteiro dinâmico, divertido, sensível e baseado em valores base como a amizade, o amor, a lealdade, o forte de Toy Story, além de sua fantástica inovação estética, é a idéia de dar vida aos brinquedos, uma premissa que, por incrível que pareça, é tradicional e óbvia no imaginário da criança, porém inovadora, moderna neste longa-metragem. Por que? Porque quando crianças brincam com seus brinquedos, o ponto de vista da criança é que impulsiona a ação deles. Em Toy Story, é o ponto de vista dos brinquedos que é considerado. Eles agem como humanos, têm emoções e ações próprias intercalando o lúdico da aventura com o realismo dos sentimentos.Logo, a animação age no emocional da criança e do adulto, nos planos da fantasia e da realidade, criando um processo de identificação muito forte com os personagens, fazendo o que o Cinema de qualidade faz de melhor: criar e contar belas histórias e emocionar o público.


No primeiro da trilogia, somos levados à casa de Andy (voz de John Morris), um menino de 8 anos que tem como brinquedo preferido, o caubói Woody (voz de Tom Hanks). Woody é um boneco muito carismático, exerce uma habilidosa liderança sobre os outros brinquedos do quarto que, formam a trupe 'Toy Story': O tiranossauro Rex, o Sr Cabeça de Batata, o cachorro mola Slinky, o Porquinho, os soldadinhos, a boneca Betty, etc e, Woody tem uma virtude muito especial: lealdade à Andy e também aos demais brinquedos, então eles formam uma estimada família. No aniversário de Andy, o menino ganha um brinquedo novo, moderno, espacial e cheio de habilidades de última geração em brinquedos: Buzz Lightyear (voz de Tim Allen) do qual todos gostam, fato que provoca um sentimento de insegurança em Woody. Enciumado e preocupado em ser trocado em seu posto de 'brinquedo favorito, o caubói de pano arma uma cilada a Buzz. Tudo dá errado, Woody e Buzz caem na mão de uma criança maldosa, o vizinho torturador Sid (voz de Erik von Detten), os outros brinquedos não confiam mais em Woody e ele parte em uma aventura para salvar Buzz, conquistar sua amizade e ganhar a confiança da família 'Toy Story' novamente.





Além da bela amizade entre Buzz e Woody que nasce a partir deste e é essencial para energizar os outros longas-metragem da série , muita ação é o que não falta nesta animação, assim como ótimas tiradas bem humoradas; tudo é perfeitamente bem dosado e elaborado, do elenco ao texto, da criatividade e do dinamismo das ações ao aflorar de preciosos valores entre amigos, por isso há um envolvimento ativo do público que sempre confirma: " Quero que os brinquedos se divirtam (e me divirtam), superem as suas dificuldades e nunca se separem. Quero que todos estejam bem e que, no final de cada aventura, encontrem o caminho para a casa e voltem para alegrar a vida de Andy". A torcida por Woody e a toda a trupe é inevitável. Divertir-se com eles é emocionante, cativante. É como se um de nossos brinquedos estivesse na animação e, do outro lado, estamos na poltrona do Cinema, no quarto ou da sala de casa a observar o que eles aprontam quando saímos de casa.



Avaliação MaDame Lumière



Título original: Toy Story
Origem: EUA
Gênero: Família, Aventura, Animação
Duração: 81 min
Diretor(a): John Lasseter
Roteirista(s): John Lasseter, Pete Docter, Andrew Stanton, Joe Ranft, Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen, Alec Sokolow
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Don Rickles, Jim Varney, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Annie Potts, John Morris, Erik von Detten, Laurie Metcalf, R. Lee Ermey, Sarah Freeman, Penn Jillette, Jack Angel, Spencer Aste

9 comentários:

  1. É verdade madame. Toy story foi o começo com o pé direito da Pixar no cinema. Um filme, por todas as razões que vc enumerou, memorável.
    bjs

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  2. Exatamente, eles acertaram em cheio ao mexer com esse sentimento que toda criança (de agora ou do passado), nutre por seu brinquedo. Um belo filme, sem dúvidas.

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  3. É um maravilhoso filme, sem dúvida! "Toy Story" tem algo que apela em todos nós, uma vez que todos podemos nos identificar com a jornada vivida por Andy!

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  4. Madame,

    parabéns pelo post e quero ver as duas partes da trilogia aqui!

    Amiga, estou aqui..pra dizer que amei esta saga da PIXAR John Lasseter e equipe. O primeiro foi um divisor de águas não só da animação, mas do cinema.

    eu tinha um senhor cabeça de batata e uma tela mágica, rs!

    E sabe, eu brincava como o Andy. Inventava histórias com meus bonecos lego e playmobil, meus Batmans, He-mans, Thundercaths..ganhavam vida e ficava imaginando se poderiam.

    O triste foi quando tive que doá-los!
    O bom é fazer outra criança feliz.
    O Terceiro Toy Story é pura nostalgia e me remete ao primeiro.

    Bjs,
    Rodrigo 'The Boy next Door'

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  5. Thanks for sharing your perspective on Toy Story.

    http://dharbarkha.blogspot.com/

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  6. Este, sem dúvida, cicatrizou de boas energias e lembranças minha infância! Jamais esqueço...tenho ele em dvd, assim como o segundo - quando, por sinal, surge a personagem Jesse. Adoro! rs

    Beijão, Madame!

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  7. Esse filme faz parte da minha vida, tenho um imenso carinho por ele, afinal o assisti quando estava começando a despertar meu interesse pelo cinema. O segundo filme, considero até hj o mais razoável dos três. O terceiro, chegou no momento certo e desde já é um dos meus preferidos do ano.

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  8. Belo trabalho da Pixar, e também é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, marcou infância e continua conquistando muitas pessoas. Aqui, é o filme favorito da família inteira. rsrs. Belo texto, querida! ;)

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