quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nicholas Sparks: O fenômeno editorial do Amor e seu sucesso no Melodrama Cinematográfico


Há pouco tempo estreou nos Cinemas Brasileiros o filme Querido John dirigido por Lasse Hallström e baseado no livro Dear John do escritor americano Nicholas Sparks. O longa-metragem conta uma comovente história de amor entre John Tyree (Channing Tatum) e Savannah Curtis (Amanda Seyfried) que ficam separados por 7 anos. Ele se alista no exército e parte em missões e, então, o casal se encontra esporadicamente e se corresponde por cartas no intuito de manter o amor resistente à esta distância, prova de que o enredo tem bastante amor e sofrimento da forma que somente Nicholas Sparks sabe fazer. Pois é, Querido John nem foi lançado em DVD e eis que surge um outro filme baseado na obra do escritor, desta vez, A última música (The Last Song) que mistura temas como família, amizade, amor, perdão e amadurecimento e que tem a queridinha teen do momento, Miley Cyrus que contracenou com o seu também namorado, o ator australiano Liam Hemsworth. Não é novidade que vai rolar romance entre os dois na ficção, assim como não é novidade que, enquanto choramos nos filmes de amor inspirados por Nicholas Sparks, ele e seu agente devem estar rolando de rir no meio das notas de dólares tamanho o sucesso do escritor.




Para quem acompanha o Cinema ultraromântico baseado nas obras dele, sabe como
Sparks é capaz de arrancar lágrimas, fazendo com que o expectador molhe até mesmo o sofá, a cama, o travesseiro, o edredon, o saco de pipoca. Ele é uma figurinha carimbada na adaptação de seus famosos livros em filmes muito chorosos porque sua Literatura tem este estilo, e não saí deste lugar comum, mesmo que traga lições de vida. Dele são alguns conhecidos filmes como: o lindíssimo Diário de uma paixão (The Notebook, 2004) com Rachel McAdams e Ryan Gosling, o dramático Um Amor para Recordar (A Walk to Remember, 2002) com Mandy Moore e Shane West, o emocionante Uma carta de Amor (Uma Carta de Amor,1999) com Kevin Costner e Robin Wright e o triste Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe, 2008) com Richard Gere e Diane Lane. Com o lançamento consecutivo de dois longas inspirados em sua obra e a tradução destes dois livros em português pela editora Novo Conceito, definitivamente, Nicholas Sparks é hype literário do momento no Cinema e, continuará sendo porque o público ama suas românticas histórias. É um cinema bem sentimental, sem pretensões de ser uma obra prima assim como os livros do autor também não têm ; Sparks só evidencia o quão naturalmente podemos nos entregar aos amores e suas dores e ele nos conquista exatamente pelo sentimentalismo. Manipulista? Talvez sim, talvez não, dependerá como cada um reage às suas obras já que há pessoas que odeiam o círculo dramático-amoroso de seus livros e acham que Sparks só repete esta fórmula porque isso lhe rende um ganho altíssimo e a certeza de que seus filmes se convertem em imagens para o Cinema.






Eu gosto dos filmes baseados nos livros dele como uma forma de entretenimento romântico e previsivelmente dramático, ou seja, assisto aos filmes quando sinto-me romântica, apaixonada ou melodramática, quando quero chorar bastante (e sei que chorarei) e tirar mais uma lição amorosa do enredo. Eu costumo me emocionar muito porque assumo meu lado romântico e acho bom o efeito catártico do Cinema que nos ajuda a nos reconhecer como seres românticos, e ainda esperançosos de que todos viverão grandes amores e serão felizes. Na verdade, assistir este tipo de adaptação não é para qualquer pessoa e nem em qualquer momento. Há que se entregar à proposta porque estes filmes são mais adequados para pessoas sensíveis e que desejam se emocionar e acreditar no Amor, e que sabem que amar é se afundar também no drama. As histórias de amor de Sparks são sempre fundamentadas em encontros e/ou desencontros, em momentos românticos, passionais, tristes e até trágicos, e em mais uma chance para o Amor, mesmo que esta chance dure somente uma encantadora temporada. Isso é recorrente e, por isso, ele é o tipo de escritor que uma pessoa ama ou odeia porque ele é repetitivo na base de sua Literatura e há pessoas que não gostam deste tipo de escritura e não o acham um literário, assim como há pessoas que não suportam auto-ajuda e odeiam Paulo Coelho. Sparks não foge dos dramas do amor e de como amar é também sofrer com a imprevisibilidade da vida. Ele se tornou um fenômeno editorial há anos e, tende a aplicar sua fórmula de sucesso no Cinema porque o romance sempre será um ótimo bem material e emotivo para comover as platéias da Sétima Arte, e porque o Cinema é também um espelho das emoções mais íntimas. Verdadeiramente, todos desejam amar e acreditar no Amor, mesmo tendo que derramar lágrimas perante os percalços dele, na vida real ou no Cinema.



Romântico Leitor, qual é o seu filme preferido
adaptado da obra de Nicholas Sparks?

Declare o seu amor!!!

8 comentários:

  1. Madame toda trabalhada no romantismo! rs
    Bem Madame, é incrível as histórias de Sparks, ele consegue se superar a cada romance, seria bacana se um dia ele ousasse e saísse um pouco do romance, apenas para uma variada...se bem que não iria dar certo seria a mesma coisa de ver King escrevendo romance, rs
    Dos citados eu gosto muito de Diários de uma Paixão, já vi Um Amor pra Recordar, mas não é um filme que eu goste muito. Do resto não vi nenhum, quero muito ver Querido John, ele estreiou esta semana na minha cidade!
    Já A ÚLTIMA MÚSICA, não me interesso, ainda mais com a Miley Cyrus como protagonista.
    AHSUHAHUSUHAUSA
    Bjs Madame e belo post! xD

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  2. Só considero Diário de uma Paixão eficiente, os outros são intragáveis! Um amor para recordar é insuportável, bobo, chato e muito clichento...ainda mais pela péssima escolha dos atores centrais...Mandy Moore tem cara de dissimulada, não cativava e não convencia como a inocente virgem apaixonada...rs

    Gosto muito do Uma carta de amor! Este foi o primeiro dele e gosto muito da trama em si...A última música? ai ai, rs...assim não dá...depois reclamam de Pattinson e Kristen Stewart em atuações...

    Eu acho que os livros do Nicholas Sparks ainda são muito, mais muito mais românticos e interessantes que as adaptações cinematográficas.

    beijos, Madame

    Miley Cyrus como protagonista no novo

    Querido John é legal, mas Channing Tatum é melhor que a fraca Amanda Seyfried...

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  3. O que o Nicholas Sparks faz é fornecer obras ao cinema que são puro "chick flick". São filmes que nos agradam em cheio, mesmo eles não tendo finais felizes! rsrsrsrsrrsr Aliás, eu espero que "The Last Song" e "Dear John" tenham finais felizes. Cansei de chorar nos filmes baseados nos livros de Nicholas Sparks.

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  4. Gosto muito de Diário de uma paixão e Uma carta de amor. Os outros, na minha avaliação, são um tanto menores. Contudo, é inegável que ele é um dos autores contemporâneos mais aproveitados por Hollywood. E isso é muito bom, para ele. rsrs.

    Bjs madame

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  5. Haha... Alan, agora você me fez rir muito com este "toda trabalhada no romantismo"... ahh, sim, quem me dera, viu? haha. Ando é de TPM-30 days ultimamente haha.

    Eu acho que não daria certo ele sair deste foco. Ele já é consagrado neste gênero e imagine o fiasco se ele falhasse em tentar outros territórios literários. Também acho ele não tem estilo pra nada diferente do que ele já faz.

    Eu AMO diário de uma paixão. Gostei de Querido John, menos traumático haha...e bonitinho.

    Ah, nem me fale de Miley... li que ela pode representar a Carrie Bradshaw adolescente e eu quase pirei. DEUS me livre!

    obrigada e bjs,

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  6. Oi CRISSS

    Haha... Também não consigo entender porque tem gente que AMA TANTO Um amor para recordar. Deve ser porque é trágico, só pode! E a tragédia começa em idolatrá-lo desta forma haha.

    Diário de uma paixão é maravilhoso. Para mim,o melhor filme inspirado em um livro de Sparks. Eu não leio tanto Sparks, inclusive estou pensando em ler o pocket de Querido John por simples passatempo, mas não estou segura se gastarei meu dinheiro nele. Achei o filme normalzinho, sem grandes momentos românticos.

    Essa Miley apareceu em Sex and the city 2 por alguns segundos e eu simplesmente a odiei haaha...mas eu quero conferir a ùltima música porque quero ver como ela se sairá. haha

    Bjs!

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  7. Oi Kamila,
    Haha, estou achando que você vai chorar de novo... mas o maior chororó em Querido John, pelo menos na minha experiência, foi em um momento que não está enfocado no CASAL protagonista e sim em um momento com Richard Jenkins. Confira e boa sessão! bjs

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  8. Pois é Rei. Também gosto mais destes 2.. embora faz tempo que eu não assisto Uma Carta de Amor e preciso revê-lo. Eu gostei de Noites de Tormenta, um pouco mais fraco, mas sempre bom ver Diane Lane. Chorei muito com o infortúnio dela.

    Ultimamente estou gostando das adaptações dos livros de Dennis Lehane. Acho que o cara tem potencial de ser um dos mais adaptados no cinema contemporâneo. Só filmaços: Sobre meninos e lobos, medo da verdade, ilha do medo...

    Comprei o pocket book de Medo da Verdade. Em breve devo começar a lê-lo.

    Bjs!

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