segunda-feira, 26 de abril de 2010

Armadilhas do Amor (Serious Moonlight) - 2009


Armadilhas de amor, com roteiro de Adrienne Shelly (de Garçonete) é a primeira direção em longa-metragem da atriz Cheryl Hines e passaria desapercebido se não tivesse Meg Ryan segurando as pontas no papel de uma mulher traída e em vias de ser abandonada pelo marido nesse típico filme o qual intitulo como "DCES" - Discussão de casal em separação. O roteiro, que envolve a infidelidade de um confuso homem casado e a negação de sua emocional mulher diante de tal triste situação, se torna um regular laboratório para observar alguns padrões que se repetem quando uma mulher vê o seu casamento começando a desabar, e também quando um homem está totalmente incerto com relação a tal prematura iniciativa. Nesse contexto, ainda que o filme não seja excelente, ele entretém a partir de uma hilária loucura de Meg Ryan (em uma eficaz interpretação) que antecipa propositalmente o que uma esposa apaixonada pode ser capaz de fazer para manter seu marido a seu lado.





Meg Ryan
é Louise, uma mulher bonita e bem sucedida, casada há 13 anos com Ian (Timothy Hutton) o qual ela sempre ajudou a ser "um homem melhor". Durante uma viagem à casa interiorana do casal, Louise descobre que Ian a trocou por uma mulher de 24 anos, Sara (Kristen Bell). Ian deseja a separação imediata pois deseja viajar à Paris com Sara e casar-se com a jovem amante. Louise não aceita tal decisão do marido e, tomada por uma atitude de raiva e inconformismo, ela resolve mantê-lo prisioneiro em sua própria casa. A partir daí, uma série de diálogos ocorrem, de momentos nostálgicos passando por confissões de mágoas e frustrações até declarações de perdão e amor. Até um caso policial entra na dinâmica do filme para dar um pouco mais de drama ao casal, com a presença de Justin Long, interpretando o papel do ladrão Todd.






Armadilhas do Amor vale a sessão da tarde muito em função do retorno de Meg Ryan a uma comédia. Ela tem carisma e é divertida, com ou sem botox em exagero. Timothy Hutton, que é obrigado a ficar um bom tempo preso a um vaso sanitário, não compromete o papel e o faz bem; quando melhor avaliado o drama de seu personagem, sua caracterização como um homem de baixa auto estima e cara de maluco confuso reforça que ele não parece tão seguro da decisão de separação. Em termos de direção, considerando que o ambiente das atuações se reserva à casa de campo do casal e, um marido em cativeiro, não há uma complexidade nos enfoques de cena e na orquestração geral do filme, o foco é a famosa discussão de relacionamento entre agressões físicas e orais, então o trabalho de Cheryl Hines foi positivo para uma estréia; por isso o que deve ser observado são muito mais os conteúdos que são discutidos por um casal que está em processo de crise matrimonial. Percebe-se que há temas que vão além da traição em si, não são excludentes e que acabam vindo à tona com o calor da discussão, como por exemplo: a não maternidade de Louise (após várias tentativas) e a personalidade forte e independente dela que, normalmente, são problemas que podem afetar ou não um marido, a depender de como ele lida com sua esposa, suas virtudes, defeitos, dramas e dilemas; além disso o maior aprendizado é que esse casal precisa de diálogo, um diálogo que foi sendo postergado inconscientemente e que acabou acontecendo na pior das situações. Mais ao final do filme, o expectador se surpreende com duas questões: "Será que os homens casados que decidem deixar suas esposas para ficarem com as amantes estão seguros do que estão fazendo?" e "O que uma mulher casada é capaz de fazer para manter o seu casamento ?" Pense nisso, e não caía em qualquer amorosa armadilha.



Avaliação MaDame Lumière


Título Original: Serious Moonlight
Origem: Estados Unidos
Gênero(s):
Romance, Comédia Romântica

Duração: 84 min
Diretor(a): Cheryl Hines

Roteirista(s): Adrienne Shelly

Elenco: Derek Carter, Andy Ostroy, Nathan Dean,Kimberlee Peterson, Meg Ryan, Timothy Hutton,Justin Long Kristen Bell,Bill Parks,Kylan James

10 comentários:

  1. Muito bom ver a Meg de volta à ativa, deliciosamente linda sim!

    Ainda que este filme seja bobinho...mas, eu me diverti vendo, Madame!

    ah, mas sinto saudades do Timothy Hutton no tempo que atuava melhor...lembra do oscar que ele levou, com apenas 19 anos, no Gente como a gente, de Robert Redford.

    Beijos

    Madame, poste sobre Diário de uma paixão, rs ²

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  2. Guardadas as devidas proporções o mote desse filme me lembra a brilhante comédia de 1994, O árbitro. Estrelada por Kevin Spacey e Dennis Leary. De qualquer maneira, esse filme deve ser um bom passatempo. Um legítimo duas estrelas. Com Justin Long, duas estrelas, é para inicio de conversa.
    Bjs

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  3. Vizinha linda!

    vc sabe me dizer o que aconteceu com aquela moça de Sintonia de Amor e Mensagem para VC? rs!

    O seu vizinho aqui até tem um lado gay para comédias românticas e histórias de amor, mas confesso que sou "machinho" no cinema e gosto de enredos fortes sabe... como por ex.: MÁ EDUCAÇÃO rs!

    Mas obrigado pela dica. Vou recomendar para a minha tia que adora a Meg Ryan. Ela nao está nem aí com o que houve com ela..só quer saber de assistir um filme do gênero "DCES". Ha - ha- ha

    Adoro-te!
    Suas resenhas são sempre inteligentes. Até quando fala de filmes que nao aprecio nem com moderação, rs!

    Bjokas Dietrich!

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  4. Nem sabia que a Cheryl Hines tinha estreado como diretora. E o elenco que ela reuniu não é de todo ruim. Confesso, no entanto, que só veria na TV por assinatura.

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  5. Oi Cris,
    A Meg está enxutérrima. Achei até que o botox ficou mais disfarçado com o makeup do filme,rs!

    É um filme bem sessão da tarde. Foi bom ver Meg, mesmo que o roteiro é fraco e poderia ter até aprofundado a discussão guerra dos sexos.

    Eu também me diverti! Deu até vontade de prender meu ex na privada,rs!

    Também foi ver a cara de louco do Timmothy Hutton, não nego. Teve um ar saudosista!

    Sim, prometo que revisarei esse e o Crepúsculo, tá!?Mas qdo eu tiver bem romântica. Estou mais felina por agora, haha!

    Bjs

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  6. Oi Reinaldo,
    Eu não assisti o árbitro. Conte-me mais, please.

    Então, Rei, o Justin está irreconhecível por alguns instantes. Só depois dá pra ver melhor que é ele. Prefiro ele mais "limpinho", rs, tipo mauricinho.

    bjs

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  7. Meu vizino TUDO de bom!

    Pois é, tenho saudades da MEG... lembra de Cidade dos Anjos? Nossa, um dos meus DVDS mais assistidos. Tenho mais saudades do velho Nicolas Cage que embarcou agora em filmes místicos. Em breve ele vai caçar as bruxas,rs!

    Eu sei que você é very macho com os filminhos, em especial, os polêmicos, né? haha... peraí que te trarei em breve uns filmes bem FORTINHOS, só pra combinar com o tamanho do seu futuro bíceps haha...

    Ajuda a tia! Eu sei como as tias se sentem pois tenho um lado aunt BE.

    Obrigada pelo comentário fofo. Vc me emociona, viu!? Adoro quando vc diz "vizinha" e "adoro-te". LoveU2! Me faz ter vontade de ser um MAN,rs!

    bjs

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  8. Oi Kamila,
    Pois é, nem eu acreditei que ela teve coragem de partir para os longas, mas até que ela não fez um mal trabalho. Acostumada a TV como ela, acho bacana quando as mulheres se arriscam como diretoras. A Bigelow agora será uma inspiração.
    O filme é muito comedinha mesmo.
    bjs

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  9. O árbitro é um filme de 1994, não me lembro o nome original agora,dirigido pelo Ted Demme (que tb dirigiu filmes como profissão de risco). Kevin Spacey e Judy Davis fazem um casal em crise conjugal que na noite de natal são feitos reféns por um assaltante impaciente e com hipertensão, vivido pelo Dennis Leary. O filme é um achado cômico. Nem Spacey, nem Leary eram famosos a época, esse foi o filme que Spacey rodou antes de explodir com Os suspeitos. A trama tem seus pontos positivos. A dinâmica entre os atores, no entanto, é a maior das virtudes do filme. Vale a pena assistir sim.
    Bjs

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  10. Olá Reinaldo,
    OBrigada. Vou ver se encontro esse achado raro. bjs

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