segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Capitão América 2 : O soldado invernal ( Captain America: The Winter Soldier) - 2014






Continuações de grandes franquias, especificamente de super heróis da Marvel, exigem um alto investimento do estúdio pois são filmes com custos exorbitantes. Por outro lado, dá a certeza de que o retorno é rentável e cobre as despesas considerando que a fidelização do público para herois como Capitão América, O Homem de Ferro, os Guardiões da Galáxia é mais espontânea como produto de entretenimento blockbuster. Essas poderosas franquias de ponta produzidas pela Marvel Studios são cultuadas por vários cinéfilos e, mesmo para quem não é cinéfilo, o universo de super heróis alcança mais fortemente o público jovem que curte cultura pop ou qualquer Cinema Pipoca. Na corrida de lançamentos, a continuação de Capitão América é um claro exemplo de uma franquia que evolui no segundo filme. Com roteiro inteligente e excelentes cenas de ação, esse blockbuster é um primor cinematográfico, chegando ao nível de qualidade  de franquias fortes como a de X-MEN e seus dois últimos filmes, X-Men primeira classe e X-Men dias de um futuro esquecido.







O roteiro  combina qualidades fundamentais para o sucesso do longa levando em conta que a narrativa desafia o super herói a correr contra o tempo para salvar o mundo e o coloca como inimigo da própria organização que ele trabalha. Para um herói símbolo patriótico dos Estados Unidos, ser traído é desconcertante. A narrativa insere Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) em uma SHIELD que não é mais confiável e que arma uma emboscada contra Nick Fury (Samuel L . Jackson). Há um histórico aterrorizante relacionado ao misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan), um assassino soviético que tem uma conexão afetiva com o passado de Roger. Tal relação entre  o super herói e um dos vilões é um componente dramático e gerador de tensão bem pensado. A conspiração está por todos os lados como os interesses corruptíveis do diretor Alexander Pierce (Robert Redford) em contaminar a corporação e trair Nick Fury e o board.  Ao acordar em um presente muito distinto dos tempos de Guerra Fria, Steve Rogers tem que enfrentar uma nova conjuntura na SHIELD e é  caçado até o combate com o Soldado Invernal.



Esses elementos do plot, que é o diferencial do filme, transformam - o em um impecável híbrido de sci fi, ação, suspense e aventura, tudo junto e bem misturado em uma história que desafia o espectador a acompanhar  o histórico da ação terrorista, os desdobramentos da conspiração para a SHIELD e o drama do herói, que é ajudado pela Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Falcon (Anthony Mackie).  Esse blockbuster não subestima a inteligência do público e valoriza produtos audiovisuais dessa categoria. Se o nível dos roteiros  e direção dos blockbusters subirem na escala de filmaços, o público ganha filmes comerciais menos rasos e com ótima capacidade de entreter.








Os diretores Anthony Russo e Joe Russo atuaram de uma forma muito precisa na direção das principais cenas de ação. Extremamente bem coreografadas e planejadas com eficiência, criatividade e sofisticação. As sequências de ação são impressionantes em comparação a outros filmes do gênero e evidenciam que houve um empenho da direção em coordenar a ação a um grau bem maior de exigência no resultado. Enquadramentos e movimentação de câmera fantásticos para um blockbuster e um senso de elevação do audiovisual para esse tipo de filme, bem sofisticado na decupagem da ação e com edição articulada para equilibrar os efeitos de thriller e da ação na história. Como exemplos que devem ser observados estão as cenas com o carro de Nick Furi e a do elevador que dão uma aula de Cinema de como fazer um incrível blockbuster







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