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Por Cristiane Costa, Editora e Crítica de Cinema | Especialista em Comunicação e Projetos
O longa de Kevin Reynolds tenta uma saída interessante ao trocar o sermão pelo interrogatório, transformando o evento bíblico em um verdadeiro caso de polícia sob o olhar de um soldado romano. É uma escolha que foge da estética bíblica vaidosa para entregar uma narrativa mais seca, empoeirada e focada nos escombros do domínio de Roma, ancorada na interpretação sempre introspectiva de Joseph Fiennes. Contudo, essa pegada investigativa perde o fôlego em um roteiro que hesita em oferecer a carga emotiva necessária para sustentar o quebrantamento do protagonista. O desfecho é um entretenimento apenas funcional, prejudicado por um elenco de apoio frágil, incluindo um Jesus (Cliff Curtis) que flerta com o galã rústico, mas carece totalmente de carisma, e que só ganha algum relevo nas interações tardias com o apóstolo Pedro. No fim, a obra prova que, embora a perspectiva do invasor seja um sopro de originalidade, a falta de vigor dramático deixa a jornada de fé presa à curiosidade histórica, sem transcendência. O resultado é ⭐⭐½.
O Propósito da Crítica Curta
Um panorama direto ao ponto para filmes que merecem sua atenção imediata. A curadoria perfeita para escolher sua próxima sessão de streaming com rapidez e confiança.
Imagem. Divulgação do filme.

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