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Crítica | O Advogado de Deus: Entre a Justiça Divina e o Acerto de Contas Terreno

 



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Por Cristiane Costa,  Editora e Crítica de Cinema | Especialista em Comunicação e Projetos





A trajetória de Wagner de Assis no cinema nacional é marcada por um olhar atento às temáticas da espiritualidade, traduzindo os preceitos da doutrina espírita para o alcance do grande público. Em O Advogado de Deus, adaptação da obra de Zibia Gasparetto e Lucius, o diretor explora o encontro entre o mundo do Direito e as conexões invisíveis que moldam o destino. A narrativa se estabelece nesse espaço de transição, onde a busca por justiça na Terra é movida por fios que vêm de outros tempos, transformando um litígio em jornada de autoconhecimento.




Diretor Wagner de Assis, de Nosso Lar, retorna com seu Cinema de base Espírita. Divulgação.



A trama se inicia quando o jovem Daniel (Nicolas Prattes), apoiado por seu colega Rubinho (Lucas Leto), aceita defender Alberto (Danilo Mesquita), um rapaz recém-chegado de Londres que busca reaver uma herança usurpada. O caso envolve diretamente a família de Lídia (Lorena Comparato) e sua mãe, Maria Julia (Beth Goulart), que vive sob a influência austera do marido, o médico Jose Luiz (Eucir de Souza). O que se inicia como um litígio de bens revela um acerto de contas espiritual, onde cada personagem cumpre uma missão desenhada antes mesmo do presente.



Nesta jornada, Daniel pertence a uma família privilegiada, com os pais interpretados por Augusto Madeira e Gisele Fróes e a irmã por Letícia Braga. Mesmo nesse contexto, ele carrega o idealismo de quem normalmente acaba de se formar. Nicolas Prattes interpreta o protagonista com uma jovialidade que se harmoniza com o tom da obra, entregando um personagem sensível e próximo ao público. Embora o roteiro não apresente arcos mais elaborados, o ator transmite a vulnerabilidade de quem se vê diante de um chamado inesperado, agindo com uma empatia que guia o espectador pelos mistérios que cercam o caso.




Beth Goulart e Nicolas Prattes. Divulgação.




Se Prattes conduz o espectador pela sensibilidade juvenil, é Beth Goulart quem sustenta a maturidade da obra. Com uma linhagem artística que transparece em cada silêncio, a atriz confere à sua personagem uma dignidade que ancora as passagens mais sensíveis do filme. Sua atuação traz uma camada de verdade que oferece um contraponto de serenidade à trajetória de Daniel, criando uma conexão genuína com quem assiste. Através dela, o dilema familiar ganha contornos mais profundos, elevando o tom da história por meio de uma interpretação que preenche a tela.




Henri Pagnoncelli (à esquerda) retorna às telas como um espírito de luz pela Justiça. Divulgação.




Visualmente, o filme opta por uma estética clássica, que utiliza recursos tradicionais para representar o plano espiritual. O uso de vultos e o jogo entre luz e sombra mantêm uma atmosfera de mistério que prende a atenção, ainda que a cinematografia siga um caminho conservador. Essa escolha estética aproxima a obra de uma linguagem televisiva, priorizando uma comunicação direta com o seu público e mantendo a sobriedade que alterna entre os escritórios e os dramas íntimos da elite.



O roteiro organiza-se de maneira episódica, focando nos conflitos do presente e nos laços domésticos em vez do aprofundamento técnico do tribunal, que surge apenas como um desfecho para a trama. Ao tratar as vidas passadas como breves janelas de compreensão, o filme se firma como um entretenimento fluido e eficaz. O resultado é uma entrega segura e fiel ao gênero do suspense espírita, que emociona pela simplicidade de sua mensagem sobre reparação e propósito, mantendo-se fiel à essência de sua fonte original.








Imagens para divulgação por imprensa. Créditos IqueEsteves. Distr. Cinética filmes e Sony Pictures.

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