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O Real em Perspectiva: O Legado do É Tudo Verdade

 




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Por Cristiane Costa,  Editora e Crítica de Cinema | Especialista em Comunicação e Projetos




O cinema documental atravessa um tempo de desafios profundos. Em uma era de imagens instantâneas e descartáveis, o gênero de não-ficção precisa, mais do que nunca, reafirmar seu compromisso com a duração, com a escuta e com o olhar que não se contenta com a superfície. Chegar à 31ª edição do É Tudo Verdade é celebrar uma tradição que educa o olhar brasileiro há décadas, consolidando-se como um espaço onde a realidade não é apenas registrada, mas minuciosamente decantada.


Fazer cinema documental hoje é um ato de bravura técnica e sensibilidade ética. O festival propõe um diálogo entre 25 países para investigar o que ainda nos resta de autêntico sob o ruído do mundo contemporâneo. Abaixo, destaco cinco caminhos que atravessam as mostras competitivas e as homenagens desta edição:





Sagrado (Alice Riff, 2026) – Competição Brasileira 

Neste novo trabalho, a diretora Alice Riff volta seu olhar para o cotidiano de uma escola pública no ABC Paulista. O documentário descreve os processos de aprendizado, os desafios pedagógicos e a vivência de alunos e professores, registrando a escola como um microcosmo das tensões e das potências sociais do Brasil atual. É uma obra que propõe uma escuta atenta ao universo da educação básica.





O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Rosemberg Cariry, 1986) – Clássicos É Tudo Verdade 

Um dos pilares do documentário brasileiro, o filme de Cariry resgata a memória da comunidade messiânica do Beato José Lourenço, no Ceará. Através de depoimentos de antigos moradores, a obra descreve a organização social daquela experiência coletiva e a subsequente repressão militar e política sofrida pelo movimento, sendo um registro histórico fundamental sobre a fé e a resistência camponesa.





Carcereiras (Julia Hannud, 2026) – O Estado das Coisas 

O longa-metragem de Julia Hannud descreve a rotina e os dilemas das mulheres que trabalham na vigilância do sistema prisional. O filme foca na complexidade dessa ocupação, registrando como as agentes lidam com o confinamento e com as dinâmicas de poder e humanidade que se estabelecem no dia a dia dos presídios femininos.





Os Anos JK – Uma Trajetória Política (Silvio Tendler, 1980) – Homenagem

Marco do cinema de arquivo, a obra de Silvio Tendler narra a vida e o governo de Juscelino Kubitschek. O documentário utiliza registros históricos para descrever a construção de Brasília e o projeto de modernização do país na década de 1950, oferecendo um painel detalhado sobre um dos períodos mais emblemáticos da política brasileira antes do golpe de 1964.





VIVO 76 (Lírio Ferreira, 2026) – Destaque Nacional 

Dirigido por Lírio Ferreira, este documentário registra a montagem e a execução do show "Vivo", que celebrou a carreira de Alceu Valença em Pernambuco. O filme descreve os bastidores, a performance do artista e a relação de Alceu com a cultura popular e o público, registrando o palco como um espaço de preservação da memória musical e da identidade nordestina.




Imagens. Divulgação Festival É tudo verdade.

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