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Crítica | O Despertar de Tess McGill: Força e Verdade em Uma Secretária de Futuro

 




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Nota: Como esta análise mergulha em desdobramentos cruciais do roteiro, 
recomenda-se que a experiência cinematográfica preceda a leitura deste texto.




Por Cristiane Costa,  Editora e Crítica de Cinema | Especialista em Comunicação e Projetos



Uma Secretária de Futuro (Working Girl, 1988), dirigido com maestria por Mike Nichols, vai além da comédia romântica e se consolida como um clássico sobre autenticidade e dinâmicas profissionais. O filme permanece relevante por ilustrar a jornada de Tess McGill (Melanie Griffith), uma mulher que decide lutar pelo direito de ser ouvida e de protagonizar sua própria narrativa.



A obra quebra estereótipos ao demonstrar que os níveis hierárquicos não definem a capacidade intelectual. O roteiro reforça que todos, independentemente do cargo, possuem potências que merecem ser valorizadas por meio de uma escuta estratégica e humanizada, desafiando a visão limitada da época.





Divulgação: 20thCenturyStudios. Direção: Mike Nichols.





A virada de chave de Tess ocorre no instante em que a ética é corrompida. Ao descobrir que suas ideias foram apropriadas por Katherine Parker (Sigourney Weaver), a personagem abandona a submissão e reivindica seu direito de ser autora de suas próprias conquistas.



Nesta trajetória, a figura de Jack Trainer (Harrison Ford) surge como elemento vital. Em um mercado de trabalho ainda hostil e machista, Jack aparece não apenas como interesse romântico, mas como parceiro que a reconhece de igual para igual, validando sua inteligência e oferecendo suporte em um ambiente adverso.









Essa transição é conduzida por Melanie Griffith com uma delicadeza ímpar, equilibrando vulnerabilidade com uma vivacidade estratégica que torna Tess fascinante. Seu repertório não vem de diplomas de elite, mas de uma curiosidade genuína. Ela lê o mundo e utiliza o conhecimento do dia a dia para inovar, provando que a orientação para o aprendizado é o motor real da resolução de problemas.



Embora o sistema incentive perfis tóxicos como o de Katherine, Nichols sublinha que existe um caminho pavimentado pela integridade. Para ter suas ideias reconhecidas, Tess precisou adaptar sua aparência e contar com aliados como Jack para subverter o sistema por dentro.



Além dos protagonistas, os coadjuvantes também fortalecem a narrativa. Joan Cusack, como Cynthia, amiga de Tess, traz humor e humanidade ao filme, equilibrando o peso dramático da trama. Sua atuação foi tão marcante que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. E Melanie Griffith, pelo papel de Tess, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Atriz, consolidando o impacto de sua performance.









A emblemática cena final sintetiza essa vitória ao som de Let the River Run, composta e interpretada por Carly Simon. A canção, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original, tornou-se um hino atemporal sobre não desistir dos próprios projetos e acreditar na força da persistência. Aquela pequena janela na imensidão de Manhattan não representa apenas a conquista de uma sala, mas o reconhecimento de um talento legítimo em meio a um oceano de profissionais.



Simboliza que, mesmo diante de um sistema que tenta apagar identidades, a persistência ética abre caminho para ocupar um espaço legítimo. É o fechamento poético de uma obra leve, mas profundamente séria: o talento pessoal, quando reconhecido e defendido, é uma conquista inalienável.








Nota: Para ler a postagem emblemática da música Let the River Run da Carly Simon no MaDame Lumière, clique aqui.



Fotos créditos: 20thCentury Studios (Disney Group)

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