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Por Cristiane Costa, Editora e blogueira crítica de Cinema, especialista em Comunicação
Recentemente, perguntaram-me como consigo manter uma voz autoral a cada crítica, preservando o vigor do blog após tantos anos de estrada. A resposta reside na intersecção entre a minha formação e a minha vivência, somado aos aprendizados e amadurecimento com o Cinema: eu protejo a minha identidade como mulher na escrita e carrego comigo um olhar atento à condição humana, lapidado por mais de duas décadas de observação e estudo das subjetividades.
O MaDame Lumière não é apenas um espaço de reflexão e celebração da Cinefilia; tornou-se um Atlas Cinematográfico da sétima arte. Com um repertório que soma, por exemplo, mais de 140 mil acessos vindos apenas da França, o blog transcendeu fronteiras físicas. Hoje, sou lida continuamente em Singapura, Hong Kong, Estados Unidos e em tantas outras geografias que o cinema me ensinou a visitar sem sair de casa.
E o mais interessante: o blog manteve a identidade da crítica como palavra escrita e sem "hard news". Assim, o que você encontra aqui é a manifestação da palavra, da emoção e da história do Cinema em sua forma mais pura.
Esta voz autoral é fruto de uma base sólida e multidisciplinar. Tenho o olhar e a alma da educadora. Sou bacharel em Letras, pós-graduada em Comunicação e pesquisadora constante da estética cinematográfica. Acredito que, quando nos dedicamos respeitando as pausas e os ciclos da vida, construímos algo que permanece.
Não assisti a 10 mil filmes ainda e não pretendo entrar nessa métrica de competição por quem consome mais. Cada obra que escolho analisar, faço com extremo respeito pela Arte do Cinema, com a profundidade de quem busca entender o que move o indivíduo e a sociedade. A minha independência vem de um princípio inegociável: nunca precisei da validação externa de quem não compartilha do meu propósito ou de quem não respeita a minha trajetória como mulher na crítica de cinema. Minha crítica existe por si mesma. Deixo que tudo aconteça no tempo certo, com o processo que a maturidade intelectual e a sabedoria espiritual permitem.
Embora eu conheça bastante do meu país e tenha visitado quase todos os Estados, ainda visitei poucos países fisicamente. O cinema sempre foi o meu passaporte; a cada filme, olho para a tela e digo: "Obrigada por me apresentar o mundo, suas culturas e realidades. Obrigada por existir e nutrir minha vida".
Agora, sabendo que tantos países visitam o MaDame Lumière além do meu Brasil, eu só posso agradecer a cada um de vocês. Não importa a quantidade de filmes, buscarei honrar o Cinema até o meu último fôlego. O cinema é o que me faz imensamente humana e cidadã do mundo, em uma permanente aprendizagem de que temos alegrias e dores universais, e também uma alta capacidade de transformar nossas realidades por meio da cultura e arte.
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Saudações cinéfilas
Cristiane Costa, MaDame Lumière