domingo, 2 de agosto de 2015

A espiã que sabia de menos ( SPY - 2015), de Paul Feig

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Por Cristiane Costa



Sobre a história: Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma analista da CIA que ajuda a corporação apenas nos bastidores, apoiando o seu charmoso parceiro Bradley Fine (Jude Law) a se dar bem em missões e sem ser reconhecida como merece. Após Fine e o agente Rick Ford (Jason Statham) estarem fora de uma arriscada operação contra traficantes de armas nucleares, Raya Boyanov (Rose Byrne) e  Sergio de Lucca (Bobby Cannavale), Susan Cooper é escalada para se infiltrar como agente e evitar um desastre de proporções globais.


Opinião Geral sobre o filme:   Com  locações em Paris, Roma e Budapeste e a presença divertida da experiente comediante Melissa McCarthy (de "Missão Madrinhas de casamento" e "As bem armadas"), o novo longa de Paul Feig é uma comédia de ação imperdível que bebe da fonte dos estereótipos de filmes de espionagem e dos próprios perfis estigmatizados dos personagens que participam do longa. Esta combinação dá muito certo, conjuntamente com a ação dinâmica, com bom ritmo, e o carisma e talento cômico de McCarthy.

Susan Cooper é uma agente extremamente inteligente e eficiente, que sabe trabalhar em equipe e comemorar as vitórias de seu parceiro Fine, no entanto ela se anulou na sua carreira em campo para apoiar as missões, isolada em um porão da Cia.  Ela não é bonita, magra, elegante e bem vestida e, embora seja engraçada, ela tem aquela aura de baixa auto estima e solidão. Sem apelar para o mau gosto, o roteiro pincela e brinca com os padrões e exigências sociais que subestimam e, também, superestimam a capacidade de um bom espião no Cinema, evidenciando que beleza e bons trajes não são "core" para a profissão. 

Além da escalação de McCarthy, exemplos claros desta escolha dos roteiristas são os personagens Jude Law e Jason Statham. Law encarna o agente  irresistível e arrumadinho e, nas primeiras cenas, é ajudado por Cooper, como se ele fosse um agente patético e não tivesse luz própria para se dar bem na missão.  Statham é o tipo de agente que tem o ego gigante e mais conta vantagens de sua capacidade e conquistas do que efetivamente faz a diferença no trabalho de campo. O mais engraçado é que, por conta do histórico de suas carreiras, tanto Law como Statham costumam fazer filmes que valorizam qualidades de atração e combate que, aqui, são usadas para criar humor. Esse tipo de estratégia cômica foi bem funcional para entregar uma ótima comédia de ação de espionagem. 

O desprazer:   Algumas reviravoltas mais forçadas que envolvem a personagem de Rose Byrne que, ainda que se esforce para ser a vilã com origem do Leste Europeu, é o personagem mais enfadonha.



Por que vale a rapidinha?  Melissa McCarthy em ação e com hilários momentos de humor nervoso. 






Ficha técnica do filme ImDB A espião que sabia de menos

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