sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eu acho que amo minha esposa (I think I love my wife) - 2007


A comédia Eu acho que amo minha esposa é dirigida e protagonizada pelo comediante Chris Rock que também assina o roteiro. Provavelmente se tivesse sido estrelada pelo cantor pop hip hop Chris Brown, ele poderia "to rock" mais que o próprio Chris "Rock", porque de antemão lhes afirmo: que comédia mais sem graça , sem sal e sem açucar, meu desejo insano foi dizer pessoalmente à Chris Rock: "Enquanto você acha que não ama sua esposa, eu tenho certeza que não gostei de você neste filme e muito menos do filme".

O enredo gira em torno de um homem casado (Chris Rock como Richard Cooper) que tem uma vida estável: bom emprego, esposa bonita e filhos saudáveis e cheios de vida. Como a maioria dos homens casados, em uma fase da vida, ele fica entendiado com a vida de casado e passa a pensar em outras mulheres e a factível oportunidade de ter um caso extraconjungal. A esposa Gina (
(Brenda Cooper) já não transa e mal fala com ele e, para a alegria e reflexão de Richard, ele reencontra uma sensual e carente amiga (Kerry Washington como Nikki)e eles passam a estar mais e mais próximos a ponto dele viver o impasse de trair ou não a esposa dele.

Lembro-me que quando vi este trailer, fiquei entusiasmada para rir com a atuação de Chris Rock. No filme O céu pode esperar (Heaven can wait), recordo-me que gostei de vê-lo diante de minha tela de cinema a proporcionar-me umas gargalhadas básicas e, pensei: Hmmm, um comediante representando o papel de um homem que fica neste impasse: "Eu amo minha mulher"?, de fato, seria uma ótima diversão. Puro engano.



O que me incomoda no filme é que não há fluidez em aproveitar o próprio impasse de Richard Cooper, transformando este conflito em riso, em situações hilárias. Praticamente, ele é um tolo ( não por não trair a mulher ), mas porque o enredo faz dele um cara sem charme, sem atitude, sem carisma, com qual nem eu me casaria e de quem nem eu seria amante (ops, eu acho que odeio Richardo Cooper). Sem hesitar: Chris Rock está irreconhecível e patético. Além disso, o telespectador terá que suportar o que Nikki representa como mulher: a típica mulher sexy, cansativa, mal resolvida e pegajosa que só se envolve com caras errados e que vê em Richard um amigo e potencialmente algo a mais. Pior ainda é passar boa parte do filme a vendo visitar Richard na empresa como se ele estivesse hospitalizado ao invés de trabalhando.

O único ponto forte do filme é que leva a uma reflexão se vale a pena trair ou não. Nunca vale a pena se você não faz nada para tornar o seu casamento melhor. Esta é a moral do filme para levantar a moral do próprio filme.

Por Madame Lumière

Avaliação Madame Lumière:



Título Original:
I think I love my wilfe
Origem:
Estados Unidos
Gênero(s):
Comédia
Duração:
93 min
Diretor(a):
Chris Rock
Roteirista(s):
Chris Rock, Louis C.K., Eric Rohmer
Elenco:
Chris Rock , Kerry Washington, Steve Buscemi , Edward Herrmann e Welker White.


Créditos fotos: I think I love my life
Texto por Copyright Madame Lumière

2 comentários:

  1. Adorei o monsieur Glioche no comentário do post debaixo(rsrs). Pois é, "Acho que amo minha mulher" é de uma pobreza atroz. Um filme preguiçoso e em que seu protagonista e idealizador (Chris Rock) tem uma senhora preguiça criativa. Ele aposta no seu repertório de gags (já bastante conhecidas) e como vc disse não há fluidez no conflito aventado pelo roteiro. Rock faz um frouxo. E é dificil engolir que um frouxo desperte algum tipo de interesse...
    Bjs madame!

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  2. Que bom que você concorda comigo! Eu custei a acreditar que ele conseguiu fazer algo tão ruim e desalinhado do gênero comédia e de qualquer coisa que possa se intitular "Cinema". Exatamente você usou um ótimo adjetivo. Ele é um frouxo que nem casado deveria ser. Bjs!

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