terça-feira, 31 de março de 2015

Cinemateca Brasileira exibirá Retrospectiva Roberto Santos



Retrospectiva Roberto Santos
de 02 a 19 de abril
Cópias restauradas pela Cinemateca Brasileira
Entrada Grátis

Roberto Santos é um dos alicerces do cinema paulista moderno. Nascido em 1928, após alguns trabalhos como assistente de direção, faz seu primeiro longa como diretor em 1957, O grande momento, uma das obras-primas do cinema brasileiro. O filme seguinte é considerado outro clássico, A hora e vez de Augusto Matraga, baseada no conto de João Guimarães Rosa, com grande interpretação de Leonardo Vilar e música original de Geraldo Vandré. O filme foi vencedor do I Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e representante do Brasil no Festival de Cannes em 1966. Dirige um dos episódios de As cariocas (1966), A desinibida do Grajaú, adaptação da crônica de Stanislaw Ponte Preta. O filme tem episódios dirigidos por Fernando de Barros e Walter Hugo Khouri e será exibido em nova cópia 35mm, confeccionada pela Cinemateca Brasileia.
Dirige Paulo José e Leila Diniz em O homem nu (1967), uma bela comédia adaptada do conto de Fernando Sabino. Diante da repressão após o golpe militar, aceita o convite para lecionar no curso de cinema da ECA/USP, então recém-criado. Como professor da Escola Superior de Cinema de São Luís e ECA/USP, ambas em São Paulo, Roberto Santos exerceu um papel fundamental na formação de algumas gerações de cineastas e técnicos. Fruto da convivência com alunos e técnicos de cinema, Vozes do medo é um projeto original de realização de um filme como se fosse uma revista, e contou com a participação de Maurice Capovilla, Roman Stulbach, Hélio Leite de Barros, Mamoru Myao, Ruy Perotti, Plácido de Campos Jr., Aloysio Raulino, Gianfrancesco Guarnieri, Cyro del Nero, Adilson Benini e Augusto Corrêa. Em 1971 dirige Adriana Prieto em Um anjo mau, fotografado pelo parceiro dos dois primeiros longas, Hélio Silva.
Ainda professor, realiza um trabalho em parceria com os alunos da USP, As três mortes de Solano (1975), longa-metragem de Roberto Santos baseado no conto A caçada, de Lygia Fagundes Telles. Em 1977 participa de outro filme de episódios, Contos eróticos, baseado em contos premiados no 1° Concurso de Contos Eróticos da revista Status, com o segmento Arroz e feijão. Realiza em 1979 outro de seus melhores filmes, Os amantes da chuva, drama romântico sobre um casal que provoca tempestades quando estão juntos. Lança Nasce uma mulher, uma comédia, em 1983. Em 1987 lança seu último filme, Quincas Borba, uma adaptação do romance de Machado de Assis. O trabalho foi mal recebido pela crítica no Festival de Gramado e, na volta à São Paulo, Roberto morreu no aeroporto, vítima de um infarto fulminante. Autor de clássicos obrigatórios, como O grande momento, A hora e vez de Augusto Matraga e O homem nu, e de filmes a serem revistos e descobertos como Um anjo mau, As três mortes de Solano e Os amantes da chuva, a

Cinemateca tem o prazer de homenagear este mestre do cinema brasileiro.

Coordenador de Difusão: Leandro Pardi
Programação: Sergio Silva
Produção de cópias: Nancy Hitomi Korim
Assessoria de imprensa: Karina Almeida
Produção: Bia Ferreira Leite e Livia Fusco
Site: Bruno Ishikawa


Para acessar a programação, clique aqui.


(Divulgação / assessoria de imprensa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prezado(a) leitor(a)

Obrigada pelo seu interesse em comentar no MaDame Lumiére. Sua participação é muito importante para trocarmos percepções e informações sobre a fascinante Sétima Arte.
Madame Lumière é um blog democrático e sério, logo você é livre para elogiar ou criticar o filme assim como qualquer comentário dentro do assunto cinema. No entanto, serão rejeitadas mensagens que insultem, difamem ou desrespeitem a autora do blog assim como qualquer ataque pessoal ofensivo a leitores do blog e suas opiniões. Também não serão aceitos comentários com propósitos propagandistas, obscenos, persecutórios, racistas, etc.
Caso não concorde com a opinião cinéfila de alguém, saiba como respondê-la educadamente. Opiniões distintas são bem vindas e enriquecem a discussão.

Saudações cinéfilas,

MaDame Lumière