segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Busca Implacável 2 (Taken 2) - 2012






Na sequência da franquia de Taken,  a família do aposentado agente da Cia Bryan Mills (Liam Neeson) está em perigo novamente. Desta vez, ele e a ex-esposa Lenore (Famke Janssen) são sequestrados em um plano de vingança contra Bryan, que também ameaça a segurança de sua filha Kim (Maggie Grace).  Tudo isso porque, após ter assassinado no primeiro filme um dos filhos de um perigoso criminoso, que sequestrou sua filha e a queria vender como prostituta barata, agora Bryan não ficará em paz.  Sob a batuta de Olivier Megaton e roteiro dos experientes Luc Besson e Robert Mark Kamen, todos com background em filmes de ação e trabalho em equipe em Colombiana e Carga Explosiva 3, o veterano Liam Neeson está de volta, mais nervoso e mortal do que nunca. 






O filme segue um roteiro bem didático para explicar o porquê da vingança, recorrendo a flashbacks do primeiro longa e criando uma atmosfera de proximidade entre Bryan e sua ex-mulher Lenore, tudo com a intenção de mostrar ao público que ele terá mais e mais motivos de proteger sua esposa, pela qual ainda sente uma atração e carinho. No início do filme, foi dada a importância a criar um motivo para que viajem juntos e reacendam as velhas emoções guardadas após a separação. Nada melhor do que ir a um lugar exótico como Istambul e ter a oportunidade de reviver bons momentos. O que seria uma viagem familiar, torna-se um pesadelo e esse é o entretenimento e o  sucesso da franquia de Taken: ver um pai de família bravo e letal para exterminar todos que escolhem o cara errado e incomodam sua família.  Nesse aspecto, o de preparar muito o terreno afetivo antes de iniciar os tiros e porradas de Bryan, Busca Implacável 2 é mais irregular  em seu roteiro e não tem o mesmo vigor que o excepcional antecessor, que é, sem delongas, mais objetivo, ágil e racional como filme de ação. 







No início do filme, o roteiro é didaticamente seguido para mostrar ao público a construção da conexão emocional entre Lenore e Bryan. Ele visita a filha, encontra a esposa que, por coincidência, está em crise com o atual marido. Se essa parte fosse descartada, não faria a menor diferença ao melhor do filme, que ainda é Bryan em ação. Por outro lado,  é  até aceitável o elemento efetivo mais bem construído para reforçar o quanto está família está mais ligada emocionalmente. De fato, essa preocupação dos roteiristas não deve ser rejeitada pelo público e é bem destacada no filme em comparação ao antecessor. Mesmo que pareça muito estruturado e canse no começo como uma enrolação desnecessária, a família se apresenta como mais íntima. O pai continua super protetor e se preocupando com o bem estar da filha. A ex-esposa tem problemas com o esposo e vê em Bryan um conforto e um amigo. Através da atuação, desde falas a olhares tocantes, é perceptível que o que sustenta toda a violência do longa é manter a família segura, para tal o espírito de pai, marido e protetor de Bryan é atrativo e muito eficaz.




Liam Neeson, um ator carismático e maduro com o seu Bryan Mills, se torna o herói para o qual não há limites: a família está em primeiro lugar, não mexam com ela, portanto é inevitável não simpatizar com Liam Neeson, sexagenário como outros  velhacos queridos e duros na queda como Stallone e seu Mercenários.  Chega a ser divertido vê-lo deixando os inimigos  no chão, praticamente invencível no auge dos seus 60 anos, portanto, para isso também serve o filme:  para legitimá-lo como implacável e fazer o expectador rir com tudo isso. Certamente, como nem tudo é explicável em filmes de ação, há cenas que são forçadas e não tão coerentes com o que seria mais realístico como deixar a ex-esposa desacordada e presa no cativeiro e correr para uma perseguição para salvar  a filha; provavelmente na vida real, Lenore já teria sido assassinado pelos bandidos, além de Kim, que mal tirou a carteira de motorista, dirigir um táxi convencional e conseguir escapar de uma perseguição perigosa e explosiva, adentrando a Embaixada dos USA sem ser alvejada. A filha do ex-agente da Cia também responde por boa parte do heroísmo no filme, como se a habilidade contra criminosos estivesse no DNA da garota, algo que é muito superestimado no roteiro do longa. No geral, Busca Implacável 2 é uma excelente diversão para quem aprecia a franquia, basta se render às habilidades de combate de Bryan Mills e se sensibilizar de que todo mundo gostaria de tê-lo como protetor. Afinal, o grande prazer é  Liam Neeson, sempre com sua energia e estilo de bom homem. Não há nada melhor do que ver a velha guarda nervosa e com uma arma na mão.




Rendimento: 
Ficha técnica no ImDb

2 comentários:

  1. Como citado no texto, faltou o vigor e agilidade do primeiro filme. Não que não seja divertido, existem sequências particularmente interessantes. Mas é apenas uma repetição do primeiro filme, só que um pouquinho às avessas.

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  2. Também postei o texto sobre esse filme hoje. Concordo que pode ter faltado o vigor e a agilidade do primeiro longa da série, mas acho que "Busca Implacável 2" acerta por se apoiar na figura de Liam Neeson, um ator talentoso, carismático e que traz credibilidade e autenticidade pra tudo o que faz.

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