Com melhor performance e um personagem bem interessante está Julie Depardieu. Da maneira de se portar fisicamente, toda curvada e insegura, passando pela fragilidade emocional do fim do casamento e o conflito com sua insuportável filha adolescente Hortense ( Alice Isaaz), a atriz é a grande estrela do filme, e apresenta uma maturidade excepcional para interpretar a personagem com bastante consistência em cena. Sua personagem é a que tem o arco dramático mais realista e em melhor evolução, desabrochando em meio ao drama de uma separação e a necessidade de pagar dívidas, trabalhar e sustentar a casa. No geral, o melhor aspecto desta personagem é que ela não é uma mulher fraca. Pelo contrário, existe uma força interior em JO, um talento para a escrita, uma atitude de afeto e apoio à família que a torna bastante humanizada para a história. Dificilmente uma irmã escreveria o livro para outra pessoa fazer sucesso, até mesmo para um(a) irmã(irmão), logo, estamos lidando com uma ficção que entra no terreno das injustiças e manipulações nas relações humanas, e principalmente, na difícil arte de dizer não e no desafio de se valorizar e superar os fracassos e inseguranças pessoais.
"com esse filme, filmei muitas cenas externas e em grandes espaços bem cinematográficos: uma propriedade na África do Sul, ...
Os olhos amarelos dos crocodilos (Les Yeux Jaunes Des Crocodiles - 2014), de Cécile Telerman
Com melhor performance e um personagem bem interessante está Julie Depardieu. Da maneira de se portar fisicamente, toda curvada e insegura, passando pela fragilidade emocional do fim do casamento e o conflito com sua insuportável filha adolescente Hortense ( Alice Isaaz), a atriz é a grande estrela do filme, e apresenta uma maturidade excepcional para interpretar a personagem com bastante consistência em cena. Sua personagem é a que tem o arco dramático mais realista e em melhor evolução, desabrochando em meio ao drama de uma separação e a necessidade de pagar dívidas, trabalhar e sustentar a casa. No geral, o melhor aspecto desta personagem é que ela não é uma mulher fraca. Pelo contrário, existe uma força interior em JO, um talento para a escrita, uma atitude de afeto e apoio à família que a torna bastante humanizada para a história. Dificilmente uma irmã escreveria o livro para outra pessoa fazer sucesso, até mesmo para um(a) irmã(irmão), logo, estamos lidando com uma ficção que entra no terreno das injustiças e manipulações nas relações humanas, e principalmente, na difícil arte de dizer não e no desafio de se valorizar e superar os fracassos e inseguranças pessoais.
O filme participou da competição oficial do Festival de Berlim 2014 Por Cristiane Costa Uma das formas clássicas de abordar a ...
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A Lição ( UROK / The Lesson - 2014), de Kristina Grozeva e Petar Valchanov
Por Cristiane Costa
É um filme que mistura um drama de moralidade com uma atmosfera tensa. O que acontecerá a esta professora? O que será revelado mais adiante? A historia coloca o público perante dois mistérios: o que acontecerá com sua dívida? Quem é o menor infrator, um dos seus alunos, que está roubando dos colegas. Paralelamente ao seu problema pessoal, ela tem que lidar com a questão da disciplina na escola e com a frustração profissional. Para intensificar a espiral (quase) sem saída da personagem, NADE é casada com Mladen (Ivan Barnev), um homem alcoólatra, fracassado e passivo que mais lhe traz problemas do que soluções, ambos tem uma filha pequena com saúde sensível e ela tem problemas de relacionamento com o pai. Fora do contexto familiar, ela tem que lidar com todo o "sistema" decadente e corruptível da máquina burocrática e econômica: interesses egoicos de banco, agiota inescrupuloso, chefe - sócio e polícia corruptos. Com este cenário, a narrativa é construída para fechar o cerco e deixá-la absolutamente sozinha. Ela tem que encontrar uma saída.
Em determinado ponto, a força da personagem entra em conflito com o desespero que dá vê-la em uma situação difícil de sobrevivência. Imagine um filme que não oferece muita saída para a personagem em um crescente dramático que a levará a cometer uma potencial loucura. Neste aspecto, a narrativa é conduzida com uso de câmera na mão em boa parte do longa, uma paleta fria de cores, som do ambiente (sem trilha sonora), uma atmosfera totalmente fria, cinza, consequentemente, esta arquitetura audiovisual gera uma intranquilidade natural no qual o incômodo com a câmera é o incômodo com a situação. A sinergia entre o roteiro , que propõe uma luta contra o relógio na jornada da heroina e uma direção competente para delinear na construção narrativa os efeitos de tensão do drama são os maiores acertos, além da madura interpretação de Margita Gosheva e de um final "tapa na cara" e bastante irônico.
Porém, a melhor parte é o desfecho. É ele que engrandece o poder do Cinema para a reflexão de valores na sociedade contemporânea. É ele que faz o público levar a "lição" para casa e pensar a respeito. O que vem a acontecer no desfecho é de um grande diferencial para a história ao plantar na mente do público uma ideia aberta e reflexiva: quais os limites da Ética? Há fronteiras morais bem delimitadas em momentos de desespero? Determinadas situações limite justificam atitudes consideradas antiéticas? Se a sociedade apresenta uma decadência de valores morais, econômicos, políticos e sociais, indivíduos podem ser arrastados a agir contra valores morais que antes prezavam? Com tantos pontos de interrogação, a lição não acaba com o filme.
Segunda Chance, longa dinamarquês de Susanne Bier foi um dos lançamentos que se destacaram no top 10 - Junho No MaDame Lum...
De olho no Cinema: Os 10 dez posts mais acessados em Junho de 2015
No MaDame Lumière você fica de olho no Cinema.
4. Crítica: A ilha dos milharais (Corn Island)
5. Crítica: O desejo da minha alma (Hitono Nozomino Yorokobiyo)
3. Chamas da vingança: Outro filme nostálgico se destacou neste mês com a bela relação de amizade entre um guarda costas (Denzel Washington) e uma criança (Dakota Fanning). Chamas da Vigança é ótimo drama de redenção dirigido por Tony Scott, irmão falecido de Ridley Scott. Comovente e marcante na carreira do diretor.
Destaques lançamentos:
Beijei uma garota: comédia Francesa na qual um homem tem que escolher entre ficar com seu noivo ou uma garota. Com leveza e o talento humorístico do galã Pio Marmaï, o filme trata sobre a decisão de um novo relacionamento, com descontração e sem panfletagem de sexualidade. Apenas um romance divertido.
Segunda Chance: Drama dinamarquês com a batuta da ótima cineasta Susanne Bier é imperdível; um filme envolvente e com pontos de virada marcantes que mexem com os nervos. Tenso e ótima pedida para analisar como o ser humano pode tomar atitudes baseadas em justiça própria quando colocado em dilemas e pressão.
Boa sessão!
Cristiane Costa, Editora
Por Cristiane Costa A comédia de ação Americana investiu em casais nos últimos anos , misturando romance com comédia e aç...
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Fotos e trechos entrevistas - media press Warner .
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