terça-feira, 7 de abril de 2015

Não olhe para trás ( Danny Collins / Imagine ) - 2015



Previsão de estreia no Brasil: 16 de Abril



Se cabe à vida nos preparar algumas surpresas , podemos agradece-la pela oportunidade de uma segunda chance. Seja para o trabalho, a família, os amigos ou o amor,  eventos que catalisam uma mudança pessoal chegam para dar uma nova chance de ser feliz. Baseado em história real, o novo filme de Al Pacino e com roteiro e direção de  Dan Fogelman,  Não olhe para trás (Danny Collins) é uma dessas gratas surpresas nas quais é preciso olhar para frente e aproveitar a oportunidade de fazer as pazes com o passado.  A história é sobre Danny Collins (Al Pacino),  astro do rock, que após receber uma carta de John Lennon somente depois de 40 anos, decide procurar pelo filho biológico Tom Donnelly (Bobby Cannavale), que é casado com Samantha (Jennifer Garner) e tem uma filha chamada Hope (Giselle Eisenberg).
 
 
 
 
 
 
Danny Collins sofre do mal de muitos cantores, principalmente os do rock, com uma vida cheia de mulheres, drogas e rock n' roll. O roteiro menciona levemente esses clichês mundanos dos astros, porém tem como base explorar muito mais o desejo de mudança de Danny, sua humanidade, por isso essa é uma comédia dramática sobre priorizar coisas na vida que não haviam sido priorizadas antes. Ele deixa de  dar atenção ao ganho contínuo de dinheiro e de realização de turnês, ao lado do seu amigo e empresário Frank Grubman (Christopher Plummer), e  foca em se relacionar com o filho e sua família mesmo que, para isso, tenha que encontrar resistências naturais de Tom e situações inesperadas que podem colocar em risco o futuro convívio com ele.
 
 
 
 
 
Não olhe para trás tem como principal atrativo a presença de Al Pacino que tem carisma, bom humor e versatilidade para o papel, além disso, por ser um ator que já vivenciou muitos anos de carreira e os altos e baixos de um astro, ele compreende bem  a trajetória de um artista como Danny Collins e faz uma atuação leve, bem humorada, espontânea.  Collins passou a vida toda se dedicando à carreira musical e a cantar músicas que não eram sua composição, logo seu personagem também traz o elemento de frustração e de um sentimento de ter perdido a chance de compor as próprias músicas e de ter tido uma carreira diferente. Ao ler a carta de John Lennon, essa bonita demonstração de atenção e carinho do ex-Beatle faz  Collins acordar para uma nova realidade e perceber que nem tudo está perdido, basta não olhar para trás e seguir adiante com o que fará a diferença: sua família, seus amigos, sua arte. As canções de John Lennon geram um clima nostálgico e sensível. Elas combinam com a biografia de um cantor que recebeu esse presente do destino, a carta de John, que chegou atrasada mas poderosamente capaz de fazer pequenas mudanças.
 
 
 
 
 
Não espere um roteiro e uma direção  espetaculares mas espere um filme sensível e divertido com a chance de ver Al Pacino na ativa e sem perder o humor com os desafios impostos pela idade no Cinema Hollywoodiano. Sua atuação é descontraída, gentil, verdadeira.  Sua experiência vale ser prestigiada. Só isso já garante um belo trabalho e entretenimento.  O elenco também não deixa a desejar, com destaque para os atores coadjuvantes e experientes:  Annette Bening como Mary Sinclair, a gerente de um hotel, e Christopher Plummer no papel do amigo empresário. Como Al Pacino atua em um personagem às voltas com sua solidão e que tenta conquistar o amor do filho, tanto Bening como Plummer representam figuras que servem para demonstrar que Danny Collins é muito mais do que um astro de rock maduro, solitário e com recaídas regadas à álcool e drogas, eles cooperam para que o público veja que Danny Collins tem virtudes nobres como a lealdade, a generosidade e o talento.
 
 
 
 
 
Ficha técnica do ImDB Não olhe para trás

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prezado(a) leitor(a)

Obrigada pelo seu interesse em comentar no MaDame Lumiére. Sua participação é muito importante para trocarmos percepções e informações sobre a fascinante Sétima Arte.
Madame Lumière é um blog democrático e sério, logo você é livre para elogiar ou criticar o filme assim como qualquer comentário dentro do assunto cinema. No entanto, serão rejeitadas mensagens que insultem, difamem ou desrespeitem a autora do blog assim como qualquer ataque pessoal ofensivo a leitores do blog e suas opiniões. Também não serão aceitos comentários com propósitos propagandistas, obscenos, persecutórios, racistas, etc.
Caso não concorde com a opinião cinéfila de alguém, saiba como respondê-la educadamente. Opiniões distintas são bem vindas e enriquecem a discussão.

Saudações cinéfilas,

MaDame Lumière