terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Rapidinhas no MaDame: Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras (Sherlock Holmes: A Game of Shadows) - 2011



Rapidinhas no Madame:

Porque o que importa é o prazer da Cinefilia






Sobre a história: O detetive Sherlock Holmes (Robert Downey Jr) enfrenta o seu inimigo Moriarty (Jarred Harris) que está disposto a iniciar uma guerra mundial em um maquiavélico jogo de sombras e nenhuma consciência. Nessa jornada de ação e suspense, acompanham o detetive o seu leal amigo Dr. Watson (Jude Law), a misteriosa cigana (Noomi Rapace) e o seu brilhante irmão Mycroft Holmes (Stephen Fry). Cabe a Sherlock Holmes deter o professor Moriarty e revelar a sombria mente do seu rival.

Opinião Geral sobre o filme: O duelo entre Sherlock Holmes e uma mente perversa e genial como o vilão Moriarty é o diferencial da película, exigindo que o detetive lide com sua própria paranóia e com um inimigo frio e calculista que não mede esforços para iniciar uma fatal guerra. Essa tensão entre ambos, que demonstra que Sherlock Holmes também é um heroi falho torna a vilania de Moriarty mais degustável. A direção de Guy Ritchie tem um frescor diferenciado, com uma bela direção de Arte e de atores que formam um ótimo elenco, virtudes que já haviam ficado bem evidentes no filme antecessor. O cineasta conduz a direção de forma dinâmica, refinada e abusa dos efeitos especiais em um roteiro que prima por bons e inteligentes diálogos, mas que peca por explicar demais cada detalhe do embate entre os inimigos. O senso de humor entre Sherlock e Watson e sua amizade garantem divertidos momentos e, no geral, embora não seja superior ao primeiro filme, o longa mantém a qualidade cinematográfica da franquia como um imperdível blockbuster.


O prazer: Um roteiro que inclui um vilão tão bom quanto Sherlock Holmes torna o jogo mais dinâmico, inteligente e assombroso. Além disso, para um blockbuster, o elenco é muito bom e eleva o longa a uma categoria diferenciada de filmes endinheirados nos quais cada ator dá um toque especial no peso interpretativo, e não somente o protagonista.


O desprazer: É um filme que poderia trabalhar mais com o mistério e suspense do personagem literário, sem dar muitas explicações no texto. No mais, abusa-se bastante de efeitos especiais que, em um plano ou outro, poderiam ser descartados para dar mais naturalidade orgânica e física ao filme.


Por que vale a rapidinha? É uma franquia que, nas mãos do cineasta Guy Ritchie, vira ouro. Há uma atmosfera obscura e elegante, mesmo nos buracos frequentados por Sherlock Holmes, há humor, ação, suspense, empatia, etc , o que apreende a atenção do expectador que só quer um bom entretenimento.




Rendimento:

Informações sobre o filme, acesse Imdb

Um comentário:

  1. Lembro de ter gostado do primeiro, mas nem fiquei com vontade de ver esta continuação...

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