quarta-feira, 27 de abril de 2016

MaDame Blockbuster: Capitão América: Guerra Civil (2016), de Anthony e Joe Russo

MaDame Blockbuster:
Cinema Pipoca e no stress



Você é #TimeCapitãoAmérica ou #TimeOhomemde ferro? 
Prepare-se para essa incrível guerra e [sem spoilers]! 



Por Cristiane Costa,  Editora e crítica de Cinema MaDame Lumière e Especialista em Comunicação Empresarial 




Capitão América: Guerra Civil, um dos mais aguardados filmes no ano chega nessa quinta-feira (28/04) no circuito nacional e a pergunta que não quer calar é: Você está preparado para essa guerra? O que acontece quando os Vingadores, que trabalham juntos pelo bem da humanidade, travam uma guerra entre eles e o seu coração cinefilamente MARVEL fica dividido entre os super heróis? Certamente o público fiel aos Vingadores terá emoções elevadas a cada dinâmica cena de ação dessa imperdível batalha.




As duas frentes da guerra têm opiniões próprias, o que implica que você também terá que ter a sua mesmo com um aperto no coração. Após os eventos ocorridos em Vingadores: A era de Ultron, o time continua fortalecido sob a liderança de Steve Rogers (Capitão América, Chris Evans), entretanto, enfrentar ameaças e perigos mundiais provocam danos colaterais até mesmo nas relações de parceria e amizade, imediatamente a política controladora do governo avança e a união dos Vingadores é ameaçada. 















Ser um Vingador é escolher como intervir em uma situação de perigo, como salvar vidas, como vencer unidos. Mas junto com o poder de defender a humanidade estão as grandes responsabilidades e riscos. Após uma missão com trágicas consequências,  Steve Rogers mantem-se leal aos seus princípios na proteção à humanidade e opta pela liberdade de atuar sem a intervenção do governo. Tony Stark (Homem de ferro, Robert Downey Jr), excêntrico e teimoso, cede à pressão política e é favorável a responsabilização e supervisão do governo na ação dos Vingadores.  Ser supervisionado pelo governo ou não? Essa é a principal questão de ruptura entre eles. Por excelência, a maioria dos super heróis são seres livres. Cada um vai para uma frente. A guerra está declarada!






Capitão América: Guerra Civil chegou para ser um tipo de "Mad Max: Estrada da Fúria" da Marvel. Com êxito, ele consegue merecer essa comparação!  É ação do começo ao fim, vibrante, bem coreografada e montada e entrecortada pelas recorrentes interações bem humoradas  entre os personagens. O filme é um exímio blockbuster de ação que junta todos os  heróis para uma festinha movida à exibição dos super poderes. Para deixar a batalha mais épica e cool, o roteiro escala O homem Aranha (Tom Holland) e o Pantera Negra (Chadwick Boseman) que fazem bonito. O primeiro dá o charme mais nerd, juvenil e gracioso, o outro tem uma marca exótica, misteriosa e vingativa. 








O maior mérito do roteiro, em comparação aos anteriores da franquia de Capitão América, é que existe uma guerra, mas não necessariamente ela traz efeitos pesados de espionagem, vilania e conflitos organizacionais. O resultado é um roteiro menos preciso nas reviravoltas e mais focado na tensão e ações que sustentam a  oposição entre as duas frentes. A grande diversão é ver as cenas de ação e os Vingadores lutando entre eles para valer. Não dá para levar a sério como conflito armado, mas dá para levar a sério como uma luta mais emocional e física, movida pela liberdade de escolha, excelente para um entretenimento blockbuster.  


Assim, independente da questão da responsabilização e supervisão do governo, há um elemento dinamizador na história de ordem muito mais pessoal e que relaciona os fatos : a conexão emocional de Steve Rogers com o seu amigo Soldado Invernal (Sebastian Stan), que segue sendo perseguido como uma arma humana perigosa, inclusive pelo vilão Zemo (Daniel Brühl). Dessa forma, o mais importante personagem ainda é o herói Capitão América,  o líder dessa franquia. 







Diante desse argumento, não espere que haja um grande antagonista fora dos Vingadores. Daniel Brühl atua apenas como um acessório. A ausência de um forte vilão não chega a fragilizar o filme por conta do dinamismo da ação e do significado afetivo dos Vingadores lutando entre si. Ninguém quer ver amigos que protegem a humanidade brigando entre si, entretanto, já que os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely se empenharam nessa ideia divertida, por que não torcer para que as cenas sejam boas? É o que acontece aqui!  E o mais bacana é ver que há determinados planos que foram exatamente fotografados para arrancar palmas, gritos, assobios e boas energias dos fãs Marvel. Planos que surgem como épicos retratos entre os Vingadores.







A execução das cenas de perseguição e de  conflito frente a frente é engenhosa e intensamente ativa para proporcionar ao público uma luta armada que nem mesmo a amizade entre Rogers e Stark é capaz de interromper. Por causa desse capricho da direção, a coreografia das lutas é um verdadeiro show  e chega com força, impulsionada por um bom ritmo. Entre os destaques, a Viúva negra (Scarlett Johansson) surge mais ruiva, charmosa e à vontade, derrubando homens fortes com forte impulso a cada golpe, passando rasteira sem piedade. Pantera Negra, Homem Aranha e Homem formiga ressaltam suas habilidades físicas, acrobáticas e de velocidade. Capitão América, Soldado Invernal e Pantera Negra em uma maravilhosa sequência entre carros emocionam qualquer amante do cinema de ação. Melhor do que toda essa diversão é só assistir ao filme pela segunda, terceira, quarta vez... E aí, já está pronto para a guerra do ano?




Ficha técnica do filme IMDB Capitão América : Guerra Civil

Distribuição : Disney/Marvel
Fotos: Uma cortesia Disney
Estreia nacional: 28 de Abril 2016





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