domingo, 16 de outubro de 2011

Amizade Colorida (Friends with Benefits) - 2011




Justin Timberlake está de volta aos Cinemas, com seu corpo sarado, charme e carisma sedutores. Para acompanhá-lo em Amizade Colorida, nova comédia romântica dirigida por Will Gluck, colocaram Mila Kunis, a beldade que teve um momento gaylicious com Natalie Portman em Cisne Negro e, agora, adentra os romances com sua sexy docilidade. Ambos são bonitos, simpáticos e têm uma química sexual envolvente, a qual coopera para que o público torça pela sua felicidade, na cama ou fora dela, e exercita a sua verve voyeurista com risos e suspiros.

O viés do filme é explicado pelo próprio título: Amigos com benefícios, em inglês, ou com o brasileiro termo "amizade colorida". Dylan (Justin) e Jamie (Mila) se conhecem em um aeroporto quando ele sai de Los Angeles, sua cidade natal, e é contratado para trabalhar como editor em uma revista em Nova York. Ela está desapontada com os relacionamentos e acabara de levar um fôra do ex, que colocou nela vários defeitos. Ele também levou um 'chega pra lá' da namorada Kayla (Emma Stone, em rápida aparição), que comenta que ele tem traumas para se envolver com uma mulher. Após alguns encontros, Dylan e Jamie cedem à mais simplista das idéias do sexo contemporâneo: "Vamos transar sem compromisso"? A partir daí, começam cenas quentes e divertidas que só são válidas porque os protagonistas agradam e são bonitos de ver.





O roteiro trabalha com a linearidade esperada para este tipo de filme, a de que antes vem o sexo e depois nasce a chance para um promissor amor . Justin e Mila são, no mínimo, "fofos em cena" e o desejo é dizer-lhes: "Transem muito e se envolvam afetivamente pra valer!" Além do mais, o roteiro e direção não pecam e cansam em demasiado como em outros longas do gênero, e entregam uma comédia que cria uma empatia com o público jovem, que acredita em sexo e romance bons. Para completar o recheio do filme, há uma trilha sonora bacana com regravações de Boys don't cry, do The Cure, com voz de Grant Lee Philipps, New York, New York com interpretação de Ray Quinn, e as agrabilíssimas Take a Bow do Greg Laswell e Closing Time do Semisonic. Participações bem especiais e competentes acontecem para dar um toque mais degustativo ao longa e criam momentos legais: Woody Harrelson é Tommy, Editor de esportes da Revista e gay, e Richard Jenkins é Mr. Harper, pai de Dylan, que em poucos minutos de cena, já demonstra porque é um maravilhoso ator.





Para quem assistiu Sexo sem compromisso com Ashton Kutcher e Natalie Portman, verá semelhanças no enredo, a fórmula não é novidade. A idéia é: o sexo casual, um disk sex entre amigos, transa boa, divertida e satisfatória, pessoas que fogem de relacionamentos estáveis e a negação de que há um sentimento mais amoroso no ar. Justin Timberlake não é um super ator, mas é mais verossímil e menos forçado que Ashton Kutcher, além de estar em ótima forma física, que poderá ser conferida com os closes em seu lindo bumbum. Ao vê-lo transando com Mila Kunis, é possível que alguém diga: "Até eu poderia querê-lo como um amigo com benefícios". Por outro lado, a experiência de encenar uma comédia é bem vinda para Mila, pois é uma forma dela se envolver em outros nichos e potencializar sua disponbilidade para outros trabalhos já que a vida lhe deu de presente a beleza e a sensualidade. Certamente, há uma distância exorbitante entre um filme como Cisne Negro, um filmaço de Darren Aronovsky, e uma palatável comedia romântica como Amizade Colorida, porém para Mila, que caiu nas graças de Hollywood, ela tem que aproveitar as oportunidades e encher o seu cofrinho.


No geral, o filme é divertido e não é tão vazio. Há cenas bem sentimentais com Dylan e Jamie em Hollywoody e Mr Harper e Dylan em uma conversa franca de pai para filho, nestes momentos vemos a emoção do longa. Dylan é um cara legal que está se adaptando à loucura de Nova York, encontrar Jamie, uma garota carente e mente aberta não é nada mal. Ambos tem a ausência de um dos pais e tem pouco diálogo com os que permaneceram. Dylan foi abandonado pela mãe. Jamie não conheceu o pai. Dylan tem um pai com Mal de Alzheimer e Jamie tem um mãe com síndrome de sumiço temporário. Este é um ponto interessante na comédia porque, o fato do relacionamento de seus pais não terem dado certo, pode refletir na forma como eles encaram suas relações e é um contraponto bem mais reflexivo para que cada um identifique até que ponto segue os mesmos padrões dos pais ou de outros relacionamentos passados, além disso o filme faz a gente pensar nas fronteiras entre amor e amizade e vale como benefício.




Avaliação MaDame Lumière

4 comentários:

  1. quero ver. vem recebendo críticas positivas e, claro, quero ver este casal em cena, pelo visto tiveram uma boa química!

    só falta ele estreiar em minha cidade.

    bjs.

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  2. Madame, delícia, eu acho que esse filme consegue dialogar bem com a juventude e às pessoas que precisam de um sentimento, mas que apegam-se a relações sexuais, talvez com medo de se frustrar.

    O casal é bem próximo do público, Kunis e Timberlake estão em bela sintonia. Ainda assim, é um filme regular, sem maiores surpresas, mesmo sendo mais interessante e até reflexivo que aquele fraco "Sexo sem compromisso" com a Portman.

    Ótimo texto o teu, concordei com todos os pontos analisados e estava com saudade de seus textos assim saborosos e objetivos.

    Em breve publico o meu também no Apimentário, aguarde! Beijo meu!

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  3. O que eu mais gostei nesse filme, além da química excelente entre Mila Kunis e Justin Timberlake, foi da forma como os relacionamentos (sejam os familiares, os amorosos ou os de amizade) foram retratados. Apesar do filme ser clichê, tudo foi retratado de uma forma um tanto verdadeira.

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  4. Pensava que era realmente apenas risos e mais risos numa comédia clichê, mas pelo visto a fita discute outras coisas, além de ser sexy e fofinho ao que parece. Justin arrasa em "A Rede" e Mila em "Cisne" já é alguma coisa, porém, mesmo assim, eu estava encucado justamente pelo gênero de filme na qual não tenho tanta predileção.

    Quem sabe eu assista. Na verdade estou querendo ver "Meu País", dentre os últimos lançamentos na tela que ando devendo.

    Bjs. minha querida Dietrich, saudades de Vc!

    Texto delicioso! ;)

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