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Oi Cinéfilos, Desejo-lhes um Feliz Ano Novo com muita Cinefilia na cabeça e no coração para viver a vida com mais prazer e não en...
Feliz 2013 e muita Cinefilia na cabeça e no coração!
Oi Cinéfilos,
Desejo-lhes um Feliz Ano Novo com muita Cinefilia na cabeça e no coração para viver a vida com mais prazer e não endoidecer de vez.
Se for para viver um ano bem intenso de alegrias (e é isso que sempre espero e desejo a todos), que ele seja de frente para o telão do Cinema e falando muito sobre a sétima Arte. Começar o ano sabendo que temos o Cinema ao nosso lado, com novos lançamentos e memoráveis revisitações de filmes enche o coração de felicidade.
MaDame is alive, mais 2013 do que nunca!
Hoje retornei ao Cinema com o 1º filme do Ano: Hobbit, de Peter Jackson.
Foi nostálgico ver um Hobbit diante dos meus olhos. Contemplar cada personagem do Senhor dos Anéis foi como abrir o Ano com a afirmação de que o Cinema é incrivelmente parte da memória e da vida daqui por diante, sempre mais e mais.
Pensei na paz que deve ser morar em um Bolsão, a mesma paz que desejo em 2013. Pensei na magia do Cinema e como é bom começar o ano com um grande e afetivo filme como é toda a produção de Tolkien. Pensei em mais um ano, lutando para sempre conquistar o bem na vida, assim como é a luta constante dos nossos heróis do Senhor dos Anéis. Pensei como é bom ter um lar e, principalmente, um lar chamado Cinema.
Beijos e abraços. Saudadonas!
Desejo que 2013 seja o ano de muitas jornadas cinematográficas, afinal, cada filme é uma aventura para qual até Bilbo Bolseiro partiria.
MaDame
Histórias visionárias de liberdade e justiça para uma nação e românticas de amores proibidos e impossíveis sempre conquistam quando s...
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Madame Series Opina: Seriado Damages - 1ª Temporada
O momento fora de série
sobre Seriados de TV
por MaDame Lumière
Opinião Geral: Damages é uma série muito interessante porque demonstra os bastidores de casos na justiça que envolvem guerra de poder, dinheiro, egos e falcatruas. Através da difícil e ambígua protagonista Patty Hewes, representada brilhantemente por Glenn Close, e uma excelente coadjuvante, Rose Byrne, que perde a inocência à medida que interage nesse mundo que tem leis próprias, Damages é um ótimo suspense-drama que evidencia articuladas jogadas de réu, advogados e clientes e muita sujeira envolta de forma inteligente e em sub-camadas das diversas personalidades em foco. As manobras e as atitudes são duvidosas e comprovam que ninguém é inocente e há muita falta de ética, ironicamente, por busca de uma "justiça" que adentra esferas pessoais e muito dramáticas. Como o próprio título da série antecipa, Damages danifica, de forma irreparável, as vidas ao longo desse processo jurídico.
Prós: Atuação da atriz Glenn Close é sublime. Ela transparece a força e a ambiguidade da personalidade de Patty Hewes com vigor e é capaz de despertar sentimentos igualmente ambíguos no espectador. Sem dúvidas, ela é o carro chefe da série. Além disso, o elenco é muito bom com destaque para Rose Byrne e Zejlko Ivanek e a série tem um roteiro que cria crescente suspense e curiosidade pela conclusão dos fatos.
Contras: A marcação temporal da série com idas e vindas em flashbacks nem sempre necessários e até demasiados em alguns pontos da temporada.
Cena(s) imperdível(is): Ellen Parsons correndo descalça no meio da rua, toda ensanguentada, arrasada e confusa. Ray Fiske na última visita ao escritório de Patty Hewes e a trágica resolução da cena.
Por que você deve assistí-lo? Para ver como as personalidades do ser humano são dúbias e egóicas por natureza e para conferir a ótima atuação de Glenn Close em um personagem que é de difícil interpretação.
com outras grandes séries
Ficha técnica: http://en.wikipedia.org/wiki/Damages_(season_1)
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A direção continua com a mesma espontaneidade realista de boa parte dos filmes dinamarqueses que envolvem os dramas humanos. O ganho não é tanto a direção de Vinteberg, mas como o roteiro é decupado em um drama de um homem comum que vivencia um real calvário e é crucificado injustamente por todos aos seu redor. A narrativa é dramática pois é difícil reverter uma mentira séria. Aparentemente, não há saída. A cidade é pequena, fria e com a mentalidade pequena das pessoas. À medida que o filme avança com a acusação liderada pela diretora Grethe, uma mulher tradicional que não tenta nem ouvir o próprio funcionário, é possível observar que o carater de Lucas, como uma pessoa que cresceu e vive na cidade, não tem valor nenhum para essa sociedade atrasada. Os amigos estão bebendo e rindo em um dia, no outro dia, toda a história que Lucas construiu com essa comunidade não vale nada. Ele não tem o direito à palavra para os ex-amigos, a não ser que seja testemunhar para a polícia. Ironicamente, essa comunidade ouve suas crianças e acredita nas fantasias de todas elas, como se ele fosse o reú de abusos coletivos a várias crianças. Lucas é um solitário e, considerando que está em uma cidade pequena no fim do mundo Dinamarquês, ele só pode contar com o filho e com um amigo de mente mais esclarecida, o padrinho de Marcus.
A caça é um filme de Mads Mikkelsen. Ele está naturalmente dramático na dose certa. Sua atuação é incrível. Há muita humanidade em seu personagem. Ele tem momentos depressivos e de abandono, mas também enfrenta essa sociedade com coragem; basta observar duas das melhores cenas mais dramáticas: a sua ida ao supermercado e a sua ida à igreja. Na primeira, ele está impedido de comprar sua própria comida. Na segunda, ele está indo à missa de Natal, sozinho e sob os olhos de uma sociedade que o acusa e o rejeita. Apesar da humilhação, ele enfrenta aquela gente hipócrita com dignidade. Mads está plenamente brilhante nesses dois grandes momentos do filme. Ainda que seja o réu da cidade, pejorativamente acusado de tarado, Lucas é um homem de personalidade sem se afastar da vulnerabilidade provocada pela situação delicada de sua atual condição. Outras variadas cenas interpretadas com a maturidade de Mads são uma exemplificação do talento desse ator, que representa o Cinema Dinamarquês com muita credibilidade a um nível global. Não a toa que ele ganhou o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2012 por essa atuação e está maravilhoso como um médico Iluminista em O amante da rainha, de Nikolaj Arcel, outro excelente filme Dinamarquês que está concorrendo a uma das vagas no Oscar. Thomas Bo Larsen, o ator mascote de Vinterberg, está ótimo como Theo. Ele é o destaque dos coadjuvantes. Seu papel é muito dramático porque ele fica entre a cruz e a espada, entre duvidar da filha e acreditar no amigo (ou o contrário). A separação dos amigos tem certa nobreza e respeito pois se conhecem de longa data. Theo não deixa de ser uma esperança para que Lucas possa voltar e ser aceito por essa sociedade.
No geral, A Caça é um ótimo filme. Desde o início, o público sabe que é uma mentira que destroe e mancha a vida de um homem íntegro. A força da palavra que mente é destruidora. Por outro lado, o longa proporciona analisar o comportamento das pessoas que criam uma bola de neve incontrolável, que derruba e fere. Ele leva a refletir como há pessoas que são acusadoras por natureza, sem se dar conta da seriedade de suas convicções, normalmente sem fundamentos e provas. Também leva a refletir que há crianças na contemporaneidade que pensam como adultos e que não são tão inocentes. Merece ser visto por ser um tema delicado que envolve a inocência de um homem perante uma acusação de abuso sexual e por ter a presença de Mads Mikkelsen. Merece ser visto para que seja notado que, mesmo em águas mais tranquilas, há manchas que nunca são apagadas e com as quais tem que se conviver.
Ficha técnica no ImDB
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