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 #Terror Psicológico #Suspense #Fé #CríticaCurta #CinemaAmericano  #CinemaCanadense #Streaming #PrimeVideo


Por Cristiane Costa,  Editora e blogueira crítica de Cinema, especialista em Comunicação



O filme parte de uma premissa instigante, ideal para um embate psicológico e moral sobre a essência da fé e a maldade humana, e cumpre essa promessa ao apresentar um personagem sombrio e letal. O que se revela, contudo, é um thriller marcado por um ritmo prolongado e por uma profundidade aparente que nem sempre consegue envolver o espectador, funcionando mais como um espaço de horror do que como ação. Ainda assim, a performance intensa de Hugh Grant e a ousadia em levar o teste de fé ao limite asseguram sua relevância. O resultado é ⭐⭐⭐: um esforço consistente que, com seu desfecho aberto, avança nas ambiguidades da espiritualidade e da mortalidade, sustentando a reflexão.



O Propósito da Crítica Curta
Um panorama direto ao ponto para filmes que merecem sua atenção imediata. A curadoria perfeita para escolher sua próxima sessão de streaming com rapidez e confiança.
 



Imagem Prime Video Amazon. Divulgação.

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#Drama #ComédiaDramática #Trauma #Vulnerabilidade #CicatrizesdeGênero #CinemaAmericano #MulheresnaDireção #Lançamentos


Lançamento de 11 de Dezembro #MaresFilmes #AlphaFilmes



Por Cristiane Costa,  Editora e blogueira crítica de Cinema, especialista em Comunicação





Sorry, Baby, estreia de Eva Victor, surpreende pela delicadeza com que trata um trauma profundo, equilibrando sensibilidade e humor em meio a temas complexos que deixam marcas de deslocamento e solidão. Fenômeno de crítica com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes e eleito um dos melhores filmes do ano pelo The New York Times, o longa chega ao circuito brasileiro chancelado por prêmios de roteiro em Sundance e indicações ao Spirit Awards e Globo de Ouro. O projeto consolida Eva Victor como uma das vozes mais potentes do cinema independente contemporâneo e revela uma roteirista de habilidade excepcional.







Agnes surge como uma protagonista magnética que habita ambientes bucólicos, mas cuja vida é atravessada por uma dor silenciada. Em vez de performar o luto ou se entregar ao choro desesperado, ela reage com uma mente intelectualizada: processa o trauma através de reflexões cortantes, risadas inesperadas e uma lucidez que desconcerta. É nessa intersecção entre o ordinário e o trágico que o filme se estabelece como um drama cômico de força universal, capaz de dialogar sobre dores frequentemente invisíveis em um cotidiano marcado pela indiferença.




Na arquitetura desse descompasso, Agnes habita um tempo próprio, um relógio interno que não sincroniza com a insensibilidade coletiva da vida moderna. O roteiro é estruturado em capítulos como um livro, ecoando sua profissão de professora de literatura, e cria uma conexão imediata com o espectador. O humor funciona como ferramenta de humanização: permite que sua fragilidade transpareça sem que ela perca dignidade ou inteligência. Eva Victor, que traz experiências em séries como Billions e Eva vs. Anxiety, revela-se em seu primeiro longa um talento visceral. Sua atuação é simultaneamente dolorosa e divertida, solitária e universal. É nesse equilíbrio que reside o frescor de sua autenticidade: uma mulher brilhante, deslocada e machucada. Por essa entrega, ela desponta como forte candidata ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama.







O ambiente acadêmico, que teoricamente deveria abrigar o ápice do conhecimento e da compreensão humana, revela-se em Sorry, Baby como um espaço de violência velada e de profunda falta de empatia. Através de figuras alienadas que recorrem a desculpas burocráticas para evitar qualquer envolvimento emocional, o filme expõe a crueldade inerente às instituições, onde a competição frequentemente camufla abusos e omissões sistêmicas. Fora das salas de aula, o cenário bucólico não oferece refúgio, mas intensifica uma solidão austera. A escolha de roteiro e direção por uma arquitetura de casas regionais, marcada por uma estética fria e seca, acentua o isolamento de Agnes. É nesses espaços cotidianos, na imobilidade da banheira, no enquadramento da janela e na clausura do carro, que sua solidão ganha contornos físicos. O design de som completa essa imersão, alternando silêncios pesados, gritos contidos e a fragmentação sonora de um ataque de ansiedade para traduzir, com precisão, as oscilações de humor e a dor da protagonista.



Além da entrega visceral de Eva Victor, o filme ganha ainda mais densidade com a excelente atuação coadjuvante de Naomi Ackie. Ela surge como o elo de amizade e empatia, a única voz que se manifesta em genuíno amor pela amiga Agnes. Suas cenas tornam o acolhimento uma atitude palpável de quem realmente se importa, reforçando que a escuta e a presença são gestos transformadores diante da dor silenciada.



O roteiro diferencia-se ao abordar um tema extremamente doloroso sob uma perspectiva feminina que jamais esquecerá o trauma, mas aprenderá a lidar com a dor sendo fiel a si mesma. No mundo contemporâneo, que clama incessantemente por performance e sucesso, Agnes caminha na contramão. Sua trajetória revela uma mulher humilde, cujo “empoderamento vulnerável” traduz uma personalidade autêntica e forte, mas que não esconde suas fragilidades. Esse conceito ganha força ao mostrar que sua coragem está em expor vulnerabilidades sem perder autenticidade. Agnes é tão genuína que nem mesmo sua mente brilhante escapa ao silêncio e à incompreensão. O desfecho, embora claro em sua intenção, deixa marcas realistas para as próximas gerações que, idealmente, aprenderão a escutar mais o outro em vez de ostentar uma força invulnerável que não existe.



Em última análise, Sorry, Baby é um convite ao despertar. Ao expor que todos estamos sujeitos ao silenciamento coletivo, o filme sugere que um mundo mais sensível só é possível através da relação genuína com a dor alheia. Eva Victor não entrega apenas um filme premiado, mas um espelho incômodo e necessário sobre a nossa capacidade de acolhimento. A jornada de Agnes nos ensina que ser fiel à própria vulnerabilidade é, talvez, o ato mais corajoso de resistência diante da indiferença do mundo.








Imagens. Divulgação. Mares e Alpha Filmes.

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#Drama #Amizade #Traição #Juventudes #Amadurecimento #CinemaBrasileiro#FicçãonoCinema #AdaptaçãoLiterária  #BrunoBarreto #LarissaManoel #GiovannRispoli #Lançamentos


Lançamento de 11 de Dezembro #ImagemFilmes 



Por Cristiane Costa,  Editora e blogueira crítica de Cinema, especialista em Comunicação




O lançamento de Traição Entre Amigas (2025) traz uma estratégia que vai além do apelo comercial imediato. Ao reunir Larissa Manoela e Giovanna Rispoli, o longa capitaliza a lealdade de uma base fiel de fãs que cresceu junto com as atrizes, ao mesmo tempo em que lhes propõe um necessário desafio de maturidade. Para o diretor Bruno Barreto, o cinema é, essencialmente, uma investigação sobre o comportamento humano, o que justifica sua conexão com a obra de Thalita Rebouças. Celebrando 25 anos de carreira, a autora enfatiza que sua parceria com Barreto floresceu pela recusa a visões simplistas; em suas histórias, as pessoas acertam e erram na mesma medida, refletindo a fragilidade da condição humana.  








Para Larissa Manoela, que celebra duas décadas de trajetória, o projeto surge como um marco de validação em territórios decisivos de sua atuação, explorando a humanidade, a feminilidade e uma sensualidade madura. Já para Giovanna Rispoli, encontrar sua personagem foi fundamental para lidar com a complexidade da figura feminina, permitindo-lhe investigar nuances intensas e perturbadoras. Ambas as protagonistas são apresentadas de forma humanizada, onde o erro é compreendido como parte intrínseca da travessia. Essa honestidade narrativa retira o filme do campo das lições de moral e o coloca no território da vivência real e da autodescoberta.  





Foto Acervo MaDame: Coletiva de imprensa  do filme




A dinâmica de amadurecimento ganha uma camada extra de tensão com a presença de Gabriel, interpretado por André Luiz Frambach. Vivendo um personagem mentiroso e machista, o ator constrói um tipo que desperta confiança e repulsa simultaneamente, evidenciando o papel pedagógico do cinema ao expor as engrenagens de amores tóxicos para o público jovem adulto. Ao moldar o papel com valores opostos à sua postura real, Frambach expõe o perigo dos sedutores manipuladores. O elenco é ainda fortalecido por nomes de diferentes gerações, como Guenia Lemos, Otávio Linhares, Dan Ferreira, Gabrielle Joie e Pedro Colombelli, que conferem sensibilidade e solidez ao tom contemporâneo da obra.  





 Escritora Thalita Rebouças completa 25 anos de carreira. Foto divulgação.




Embora o filme mantenha uma doçura pop, as performances assumem uma crueza necessária ao lidar com a dor da separação e os limites das escolhas. A obra equilibra o entretenimento com a realidade ao abordar a sexualidade e os novos vínculos que surgem, como o envolvimento da personagem de Larissa Manoela com a figura vivida por Nathalia Garcia. Além disso, a presença de Emanuelle Araújo, no papel de mãe, consolida um ambiente familiar que precisa processar as transformações dessas novas fases. O roteiro evita o moralismo, focando na quebra abrupta gerada por mágoas que resultam em um afastamento essencial para o crescimento individual.  






Foto pré-estreia. Divulgação.




A geografia do filme atua como elemento narrativo estratégico através da escolha de Curitiba e Nova York como eixos centrais. Bruno Barreto subverte a expectativa visual convencional ao retratar Curitiba em um inverno frio e monocromático, aproveitando o rigor estético de locais como o Teatro Guaíra, a Ópera do Arame e o tradicional trajeto de trem para Morretes. Essa inversão climática, onde o cenário brasileiro assume o frio enquanto o verão floresce no exterior, foge dos clichês geográficos habituais. Esse frescor confere ao longa uma identidade estética mais autoral e sofisticada, próxima de obras que buscam romper com o senso comum e elevar a produção para além do nicho comercial.  





Elenco de muito talento e conexão. Foto Acervo MaDame: Coletiva de imprensa  do filme




Em última análise, a direção de Bruno Barreto conecta de forma harmoniosa o amadurecimento do elenco às complexidades das relações femininas, historicamente marcadas por tensões e competições. No filme, a traição deixa de ser um fatalismo para se tornar um episódio de evolução, sugerindo que a lealdade mais profunda deve começar em nós mesmos. Ao focar nos processos individuais de amores e dores, a narrativa aproxima o espectador de uma experiência empática e autêntica, oferecendo uma mensagem positiva sobre a necessidade de seguir em frente para alcançar uma versão melhor de si.




(3,5)





Imagens. Divulgação Imagem Filmes e Acervo pessoal Coletiva de imprensa.

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