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Por Cristiane Costa, Editora e blogueira crítica de Cinema, especialista em Comunicação
Honesto, leve e profundamente realista, o clássico dirigido, escrito e estrelado por Billy Crystal se afirma pela maturidade com que aborda o casamento para além da ficção. O longa utiliza um perspicaz recurso de storytelling fragmentado, no qual a jornada de Mickey (Crystal) e Ellen (Debra Winger) é reconstruída por um grupo de amigos em um restaurante, misturando o tom de fofoca com o benefício da dúvida de maneira espirituosa. Ao enfocar o cotidiano pós-paixão inicial, marcado pelo choque de carreiras e pela caótica convivência com o sogro, a obra evidencia que um indivíduo não é uma ilha prévia, mas traz consigo todo o seu arquipélago familiar. Amparada pela química magnética de Winger e pelo humor singular de Crystal, a dinâmica desse casal possível transita entre a franqueza dos diálogos e o silêncio das hesitações diante de decisões difíceis. Sem abrir mão da tradição romântica do gênero, o roteiro amarra perfeitamente o coro de narradores à realidade dos fatos, entregando uma resolução reconfortante que equivale a brindar o cinema ou saborear uma deliciosa sobremesa ao final, com um inevitável sorriso nos lábios.
Resultado: ⭐⭐⭐½
O Propósito da Crítica Curta
Um panorama direto ao ponto para filmes que merecem sua atenção imediata. A curadoria perfeita para escolher sua próxima sessão de streaming com rapidez e confiança.

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