sábado, 31 de dezembro de 2016

MaDame Retrospectiva 2016: Top 10 melhores diretores


MaDame Retrospectiva 
por Cristiane Costa



Todo ano, uma das listas mais difíceis de compor é a de melhores diretores. Por inúmeras razões que vão desde o estilo, a decupagem, a composição da narrativa x o argumento, entre outros, elencar os 10 melhores diretores é uma tarefa árdua mas incrivelmente gratificante. 

Relembrar cada plano, o quanto o(a) diretor(a) ousou na estética, buscou referências e um contexto significativo, deu voz ao filme e converteu seu talento em uma orquestração de todos os elementos da narrativa, elenco e contação de histórias é ter o privilégio de agradecê-los por experiências cinematográficas fascinantes.


Deixo aqui a lista do top 10 do MaDame, bastante eclética, por sinal, desde documentaristas a diretores que estão em evidência e outros que voltaram à cena cinéfila com filmaços. 

Não há como negar: amo os diretores e suas equipes por fazer o cinema acontecer.




10. Ava DuVernay, A 13ª emenda (13 th), Netflix


"Ava tem iniciativa, coragem, talento e militância. Em a 13ª emenda, ela mostra uma excelente articulação entre história do sistema judicial criminal dos USA e a criminalização dos negros, tudo isso como uma diretora de primeira grandeza e que tem o que relevar à sociedade."



9. Jose Luis Guerín, A Academia das Musas 


"Guerín apresenta ao público uma belíssima jornada à beleza, às Artes e à natureza humana ao explorar as fronteiras entre a ficção e a realidade. A tela irradia com novos caminhos para o desejo, o sonho e a reflexão sobre a existência e o fazer artístico."



8. Todd Haynes, Carol (Carol)


" Haynes apresenta uma direção refinada  com um belo retrato do amor entre duas mulheres em uma sociedade conservadora. Seu mérito está em compor uma narrativa de penetrável sensibilidade e um valoroso trabalho de direção de atores e composição da época."






"O ingresso de Vigas na direção que encantou o Festival de Veneza está em sua segura habilidade ao dirigir uma história compacta que permanece na mente por dias. As atuações expressivas e a intensa atmosfera de tensão sexual e desconfiança entre os protagonistas convergem para um drama contundente."






"McCarthy realiza um drama redondo, da concepção à entrega final. Um elenco grande, com personagens com voz própria e sinergia entre eles, um tema polêmico e moderno, um roteiro que se desdobra em uma investigação jornalística, todos esses elementos cooperam e atuam juntos com a excelente orquestração do diretor."



5. Alejandro Gonzalez Iñarritu, O Regresso (The Revenant)


"Iñarritu tem um grande parceiro: seu diretor de fotografia Emmanuel Lubezki que responde por parte considerável do seu êxito como diretor. A junção entre a natureza crua e distante, a visceral e violenta natureza humana e o trabalho dos dois elevou consideravelmente a grandeza do filme."



4. Paul Verhoeven, Elle (Elle)

"Verhoeven não perdeu a mão e nem a identidade em suas ousadias cinematográficas. Desejo, violência e sexo estão na superfície de Elle, mas o diretor faz a diferença na direção ao entrar na mente do público, aprofundar o impacto do filme em cena e despertar as mais obscuras sensações."



3. Denis Villeneuve, A Chegada  (The Arrival)

"Villeneuve arrisca uma combinação de drama e ficção científica e acerta em cheio com a criação de uma ambientação sci fi enigmática. Como um dos grandes diretores modernos, demonstra sua versatilidade em trabalhar o estranhamento, o suspense e as emoções escolhendo falar sobre a comunicação e sua relação com a evolução, a humanidade e o tempo. " 




2. Hirokazu Kore-eda, Depois da tempestade 
(Umi yori mo mada fukaku)

"Kore-eda não se esquece dos dramas familiares. Nisso está a sua força e notória habilidade como diretor. Aberto à sensibilidade e a como os seus personagens se deslocam no tempo e nas mudanças das relações, o cineasta entrega uma excepcional direção que passa pela transformação das famílias modernas e a necessária condição de seguir em frente."



1. Park Chan-Wook, A Criada  (The Handmaiden)

"Park Chan-Wook não economizou talento em "A criada". Sua direção é tão cheia de brilhantismo e perfeição em toda a condução do processo narrativo. É evidente seu equilibrado cuidado na concepção de uma verdadeira obra de arte cinematográfica, plano a plano e com atuações críveis e instigantes. Combinando drama sedutor e misterioso mas, ao mesmo tempo, libertário e provocativo, sua direção é um magnífico objeto de desejo."






Lista elaborada baseada em lançamentos nos cinemas Brasileiros em 2016, filmes da programação da Mostra internacional de Cinema de São Paulo 2016 e lançamentos Netflix.

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