sábado, 15 de junho de 2013

Especial Namorados no MaDame Romance: O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor ) - 2008

Especial Namorados

por

MaDame Romance

O Cinema e o Amor, juntos para sempre







O melhor amigo da noiva é uma comédia muito cativante e uma das mais adoráveis do gênero. Muito de sua irresistibilidade é dada pelo casal de amigos, Tom e Hannah, interpretados respectivamente por Patrick Dempsey e Michelle Monaghan em perfeita química. A história é bem verossímil com o que acontece em algumas histórias de amor, pois evoca o afeto desses dois amigos que nunca namoraram mas já se amavam.


Tom conheceu Hannah na universidade e se tornaram muito ligados no transcorrer dos anos. Ambos fazem confidencias um ao outro, conhecem os gostos e comportamentos. Tudo gira em torno de uma bonita amizade e nada mais. Ele continua colecionando várias mulheres e é o tipo de homem que não se envolve emocionalmente com nenhuma delas.   Após um período separados, devido a uma viagem de Hannah, Tom se dá conta de que sente a falta dela, porém quando ela retorna, é tarde demais para qualquer declaração amorosa. Surpresas à vista que tiram a paz de Tom.





O roteiro é praticamente o próprio título do longa, logo cabe a cada expectador descobri-lo e se divertir com  as peripécias de Tom, o melhor amigo da noiva. Vê-lo como a "madrinha" da noiva é hilário pois não é comum um homem ser selecionado para apoiar  a noiva nos preparativos de um casamento. Momentos românticos  não faltam. Revelações sentimentais arrancam os suspiros da mulherada que ainda acredita que o Amor pode transformar um homem mulherengo. Patrick está charmoso e muito  bem nesse personagem, retomando seu lado cômico na comédia, um gênero que lhe foi muito comum nos anos 80 com filmes como Namorada de aluguel, Garoto de programa e Namorados por acaso. Michelle é muito meiga e dá um peso carismático, o que facilita a empatia do público com sua personagem. Sua atuação é  compatível a amigas que permanecem amigas de um homem sem exigir nada em troca. O longa também traz belas imagens da Escócia    que dão um toque mais cultural, além de ter um dos melhores beijos das comédias modernas.





O mais imperdível do longa é a oportunidade de perceber que um verdadeiro amor  começa com uma grande amizade. Muitas vezes o amor pode estar na frente do nariz e ninguém se dá conta, afinal, a vida é assim, cheia de mistérios  e incertezas. Nem sempre amigos se apaixonam porém, quando isso ocorre, nem sempre ambos declaram o amor que sentem um pelo outro, seja por insegurança, seja por medo de estragar a amizade, entre outros. Não há pecado em se arriscar a transformar um amigo em amado(a), contato que ambos apostem na relação e estejam mutuamente apaixonados. 


Ficha técnica no Imdb

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Especial Namorados no MaDame Romance: Minhas adoráveis ex-namoradas (2009)

Especial Namorados

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MaDame Romance

O Cinema e o Amor, juntos para sempre





Aquela história que conta que o homem galinha é capaz de se apaixonar (e talvez até já tenha amado verdadeiramente uma mulher) é o bem da verdade em Minhas adoráveis ex-namoradas, comédia romântica dirigida por  Mark Waters,  com  os bonitões Matthew McConaughey e Jennifer Garner como Connor Mead e Jenny Perotti, dois amigos de infância que namoraram na fase adulta e romperam o relacionamento. Ao se encontrarem nos preparativos de casamento do irmão de Connor, Paul (Breckin Meyer), as velhas lembranças do passado despertam. Connor se envolve em uma situação inusitada na qual vê fantasmas e inicia uma jornada de revisitação ao seu passado amoroso no qual ele percebe como se transformou em um mulherengo insensível.

O argumento do filme é divertido. É uma boa lição para um homem que, por machismo, impediu a propria felicidade de viver intensamente um verdadeiro amor.  Connor é um fotógrafo famoso e sedutor, daqueles que fotograva lindas mulheres e mistura trabalho com sexo. Ele tem uma extensa lista de mulheres com os quais mantém relacionamento fugazes e sexualmente casuais. Ao encontrar  o fantasma da sua primeira transa, Alisson (Emma Stone), ela o guiará ao passado e mostrará a influência que o tio dele, Wayne (Michael Douglas) teve em seu perfil Don Juan, as decepções amorosas, as fugas afetivas de não encarar o amor como um caminho e uma realidade. Nesse contexto, Connor revisita seu namoro com Jenny e muitas revelações acontecem. 





O roteiro poderia ter colocado fantasmas de outras namoradas que efetivamente fizeram parte do currículo amoroso dele, ressaltando mais o perfil de mulherengo de Connor e os desastres sentimentais que ele causou. As  namoradas aparecem mais com uma função figurante do que propriamente coadjuvante.   Ele se detém a incluir  a fantasminha Emma Stone, que está irreconhecível pois conseguiram  transformá-la em uma adolescente feia e engraçada, além de Michael Douglas, voltando do além com a missão de consertar o sobrinho e remir suas péssimas influências machistas. Uma outra fantasma é a secretária de Connor, interpretada por Noureen DeWulf que, por sinal, está viva mas vira fantasma, fato que evidencia um furo e/ ou esquisitice do roteiro.





No geral, o filme é um ligeiro entretenimento e atende no quesito romantismo.   Matthew e Jennifer estão plasticamente tão bonitos que, ainda que vaidosos, ou foram muito maquiados ou fizeram aplicação de botox, além de terem juntos uma química agradável, o que faz com que o público torça para que eles se acertem. Também é interessante, para uma comédia romântica, colocar o foco no homem de forma a levá-lo a uma transformação mais emotiva. Definitivamente, a ficha de Connor caí assim como deveria cair para vários homens. Após o desfecho do longa, fica a reflexão tanto para mulheres quanto para homens de que quantas vezes perdemos a chance de desfrutar o amor por simplesmente pegar uma rota de fuga.


Ficha técnica no Imdb



domingo, 9 de junho de 2013

Especial Namorados no MaDame Romance: Do que as mulheres Gostam (2000)


Especial Namorados
por

MaDame Romance
O Cinema e o Amor, juntos para sempre





Nancy Meyers deixou saudades e ótimas comédias românticas que expressam seu entendimento sobre a alma feminina e o complexo relaciona mento afetivo com os homens. Seus filmes tem frescor e muito humor, o que os caracteriza como bem otimistas como deve ser a espera do amor, além de abordar também protagonistas mais maduras e às voltas com relações amorosas. Seus últimos filmes como Simplesmente Complicado, o amor não tira férias e Alguém tem que ceder são inesquecíveis dentro do gênero, com destaque para Do que as mulheres gostam (What women Want), que traz Mel Gibson em atuação hilária, ótimas atrizes como Helen Hunt e Marisa Tomei e um roteiro peculiar e engraçado no qual  um homem é capaz de ouvir os pensamentos das mulheres.

Nick Marshall (Mel Gibson) é um executivo bem sucedido da publicidade, mulherengo e chauvinista. Ele não leva as mulheres à sério e faz o tipo de que nunca se apaixonou de verdade e nem exerceu seu papel de pai. O destino lhe prega uma peça: ele não é promovido à um cargo de diretoria e entra em seu lugar, exatamente uma mulher, Darcy Maguire (Helen Hunt). Com o desafio de criar uma proposta publicitária que entenda e conquiste o sexo feminino, certo dia, ele sofre um acidente e passa a ouvir os pensamentos de todas as mulheres, fato que cria divertidas e românticas situações e uma oportunidade dele desenvolver sua sensibilidade e mudar seu comportamento machista.







Nancy Meyers nos brinda com uma ótima comédia romântica, que fala sobre a transformação de um homem em compreender o que as mulheres pensam e assumir as fragilidades dele. Ainda que a mulher é muito mais sedutora ao ser misteriosa, a ideia inusitada do roteiro é excelente pela empatia desenvolvida no sexo masculino. A mulher não é tão óbvia como muitos homens pensam e, ainda que o filme seja cômico, o bem da verdade é que Nancy aborda questões relevantes de forma sutil como: a ausência do pai, a competição profissional entre homens e mulheres, a educação machista etc. Por outro lado, com senso de humor, o filme ressalta que as mulheres precisam de amor, mas também acham os homens babacas e frágeis em muitos momentos, como quando eles não transam de forma a dar prazer para a mulher, não sabem ouvi-las e dar conselhos, as desprezam ou se acham superiores e não jogam limpo.





Muito do exito da comédia é Mel Gibson e seu talento cômico. No início, Nick é um homem que está acostumado a fazer publicidade com apelo mais masculino como cigarros e bebidas, depois ele tem o desafio de vender publicidade para mulheres. Esse traço do roteiro dá mais valor ao filme e gera uma demanda desafiadora para o personagem.  Não há como perder a oportunidade de vê-lo se arrumando como uma mulher e sofrendo a dor da depilação. É uma das melhores atuações do ator, que deixa as armas e explosões de lado e assume outro caráter, o mais sensível e sob uma perspectiva mais feminina e de harmonia nos relacionamentos. Para um personagem que ouve as mulheres e passa de chauvinista a um homem mais compreensivo com o sexo oposto, ele está fantástico em variadas situações, misturando bem as facetas sedutor maduro, apaixonado, pai e executivo. A presença de Helen Hunt e Marisa Tomei dá um toque especial e de qualidade à película e mantém a química entre elas e Mel. O filme é imperdível e ainda garante  trilha de Frank Sinatra!






Ficha técnica no IMDB

sábado, 8 de junho de 2013

Rapidinhas no MaDame: Se beber não case III (The Hangover III) - 2013

Rapidinhas no MaDame:
Porque o que importa é o prazer da Cinefilia





Sobre a história: Os amigos Alan (Zach Galifianakis), Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Doug (Justin Bartha), conhecido como o bando de lobos, entram em uma hilária confusão, sob a mira do criminoso Marshall (John Goodman) que deseja seu ouro de volta, roubado pelo Mr Chow (Ken Jeong). Tudo começa quando a família de Alan decide interná-lo em uma clínica psiquiátrica para ajudar Alan em uma mudança comportamental. Os amigos apoiam a decisão e se comprometem a acompanhar e permanecer com ele, porém no meio do caminho, Marshall sequestra Doug e chantageia o grupo a encontrar Mr. Chow, que ainda mantém contato com Alan.

Opinião Geral sobre o filme:  Esse é o último filme da franquia . Fecha com dignidade a divertida e louca jornada desses quatro amigos. Diferente do filme 2, que foi muito ruim, cheio de piadas forçadas e grosseiras e com um ritmo abaixo da média, a parte 3 tem o frescor e o estado de espírito do filme 1. Ele se supera ao honrar sua relação  de respeito pelo espectador. O grupo de amigos estão juntos para o que der e vier e ressaltam que, muito do sucesso de Se beber não case, é exatamente a amizade masculina que os une, cheia de diretas e excentricidades. Sua amizade é espontânea no trato diário, sem melindres e essa praticidade interpessoal na narrativa faz toda a diferença.  O roteiro  tem um ótimo equilíbrio com marcas muito autobiográficas da franquia na narrativa: inclui traços da confusão que eles entram e recupera um tom nostálgico dos filmes anteriores. O expectador vê a volta da criança do primeiro filme, agora mais crescidinha, o sequestro de Doug, o reencontro com Jade (Heather Graham), a relação de Mr. Chow com o grupo, o retorno à Las Vegas.  Também, conta com boas cenas de ação, o que acaba por agregar valor ao roteiro. Com destaque para a atuação de Zach Galifianakis, cujo comportamento maluco cria situações ou expressões que dão mais dinamismo cômico à narrativa, o filme ainda conta com a participação de uma humorista à altura: Melissa McCarthy, no papel de  Cassie, uma vendedora de loja. O filme é excelente diversão para o adeus a esses caras muito legais. Recomendado!


O desprazer: Poderia contar com situações mais insanas e engraçadas como a do primeiro filme. Para não avacalhar de vez como foi o filme 2, o diretor manteve certo controle narrativo sobre a produção, o que não chega a prejudicá-lo. 


Por que vale a rapidinha? O filme não faz feio e dá dignidade ao encerramento da franquia. Como comédia, Se beber não case tem personalidade e partiu de uma ideia que mistura a leal amizade masculina com os efeitos  colaterais  narrativos de hilárias bebedeiras e ressaca. Sem dúvidas, o bando de lobos deixará saudades de tomar mais uma!



Ficha técnica no ImdB

domingo, 2 de junho de 2013

Rapidinhas no MaDame: Velozes e Furiosos 6 (Fast and Furious 6) - 2012

Rapidinhas no MaDame:
Porque o que importa é o prazer da Cinefilia




Sobre a história: Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker) e seus amigos estão de volta às perseguições e explosões com seus carros super máquinas para manter a família unida. Para ajudar Hobbs (Dwayne Johnson) na captura de Shaw (Luke Evans), o líder de uma perigosa quadrilha internacional,  eles terão o perdão em troca e a chance de trazer de volta Letty (Michelle Rodriguez), que está viva e em campo inimigo. 

Opinião Geral sobre o filme:  Velozes e Furiosos é uma franquia que deu certo, sobrevive com seu charme de filme de ação e aderente ao entretenimento de um bom blockbuster: mulheres e homens bonitos, carros turbinados e velozes, trilha sonora bombástica, enriquecimento fácil, ligeiro humor, romance, a ideia de amizade, amor e família e muitos fãs.  Todas essas virtudes estão no filme número 6, o que garante uma ótima sessão pipoca. O roteiro é bem estruturado de forma a criar um dinamismo na busca da integridade da família com a ação da narrativa e a possibilidade de curtir a vida plenamente após roubarem 100 milhões de dólares. Letty é a peça que faltava. O bando de Dom vai atrás dela, que é a queridinha de Shawn, fato que se torna um incentivo e um desafio. Despertam-se lembranças de Dom sobre o romance com Letty e os sentimentos de culpa e perdão  de Brian. Mesmo diante de ótimas e inverossímeis cenas de ação, o público se diverte e quer mais fúria  e velocidade nas manobras  e essa família de volta.

O desprazer: Provavelmente devido à classificação do filme para atingir   o público adolescente, faltaram cenas de sexo para subir o termômetro entre Dom e Letty.  Além disso, o  humor  foi um pouco mais forçado para dar a ideia de piadas mais 'non sense', portanto,  concentre-se na ação e nos herois para melhores prazeres.


Por que vale a rapidinha? Porque a família Velozes e Furiosos é unida e tem estilo. Independente do roteiro, dos carros, da grana, das porradas, a união é o que permeia a franquia e como essa família foi construída desde o primeiro filme.

Ficha técnica no ImdB

sábado, 1 de junho de 2013

MaDame Series Opina: Girls - 1ª Temporada

MaDame Series Opina
O momento fora de série
sobre Seriados de TV
por MaDame Lumière








Sobre Girls - 1ª Temporada Girls, TV show  da HBO criado em 2012, é produzido e coestrelado por Lena Dunham. A série é uma comédia dramática que conta os altos e baixos de quatro amigas na faixa dos 20 e poucos anos que vivem em Nova York: Hannah (Lena), Marnie ( Allison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), que também dividem as cenas com um excêntrico elenco masculino. Cada uma delas tem um estilo e problemáticas que mimetizam  as variadas situações vivenciadas por mulheres na transição para a vida adulta.

Opinião Geral:  Girls é uma grata surpresa para uma série de protagonistas femininas. Ao contrário de Sex and the city, mais fashionista e com uma abordagem mais 'mulherzinha' e idealizada, Girls está em um patamar mais dramédia e, portanto, é mais crua em seu tom cômico e traz um novo frescor. É hilária e tem um humor sarcástico que a aproxima de uma série mais realista e honesta com a mulher.  A autenticidade é o seu diferencial, ainda que rir do drama dói. Não importa a idade que a mulher tenha, certamente ela se identificará com cada drama que envolve relacionamentos, autoconhecimento e autoestima, carreira e mercado de trabalho. A série tem um humor negro no qual é possível rir da própria tragedia e de quão esquisita e neurótica é a vida moderna feita por cada um. Com roteiros curtos e eficazes, Lena transmite transmite mensagens realistas de que uma mulher continua uma garota em diferentes momentos da sua jornada .


Prós:  A atuação  dramática cômica de Lena Dunham, a honestidade e realismo da narrativa e  os roteiros enxutos que resumem e transmitem a dolorosa e hilária complexidade do amadurecimento de uma mulher.



Contras:   Embora o elenco central feminino seja bom e diverso, os personagens de Marnie, Jessa e Shoshanna não tem o mesmo nível de atuação e timing cômico como o de Lena, o que deixa visível a diferença entre elas. Certamente, sem Lena, Girls não teria o mesmo efeito.


Cena(s) imperdível(is):  Todas as cenas de sexo entre Hannah e Adam, quando Hannah descobre que o ex-namorado é  gay, quando Hannah perde os privilégios financeiros dos pais, quando Charlie revela o diário de Hannah à Marnie.


Por que você deve assistí-la?  Porque é honesta com o expectador e porque a vida de toda mulher é uma dramédia.



Até o próximo MaDame Series Opina
com outras grandes séries


Avaliação MaDame Lumière