domingo, 27 de novembro de 2011

O Palhaço (2011)



Sob a direção de Selton Mello, O Palhaço é uma bela jornada de inspiração Felliniana que ao criar a ilusão cinematográfica do circo, sua trupe itinerante e aparições humorísticas em cidades do interior Brasileiro, trazem ao público um emocionante misto de magia circense com a melancolia de um jovem palhaço. Valdemar (Paulo José) e Benjamin (Selton Mello) são pai e filho, donos do Circo Esperança e formam a dupla de palhaços Puro Sangue e Pangaré. Viajam com sua divertida e excêntrica família circense, fabulosa em evocar a simplicidade, o humor e o amor do circo com poucos tostões no bolso. O elenco coadjuvante que representa os variados tipos: mágico, anão, bailarina, etc encanta com destaque para o Delegado Justo (Moacyr Franco), Paulo José e participações muito especiais de Ferrugem, Jorge Loredo e da carismática atriz-mirim Larissa Manoela, que interpreta a sonhadora e encantadora Guilhermina.




Além da fascinante fotografia assinada por Adrian Teijido, cadenciada em nuances solares e coloridas, a força imagética do filme também está combinada com uma excelente direção de arte de Claudio Amaral Peixoto e figurino de Kika Lopes que misturam uma estética mais regional, interiorana e popular com o excêntrico visual de artistas maquiados e vestidos como parte de um mundo mágico, surreal. Embalado pela bela trilha sonora do músico e produtor Plínio Profeta, O Palhaço tem a sonoridade popular Brasileira com a musicalidade instrumental que interage intimamente com o drama cômico. As texturas fotográficas têm um realismo vibrante e até mesmo, sinestésico, como a imagem das ondas de calor que exalam do asfalto, o suor palpável na pele da bailarina, o olhar contemplativo e sonhador da criança para o picadeiro. O espectador é levado a contemplar um visual mais provinciano, em contato com o público bem popular que comparece às apresentações para dar boas risadas. Este público assume um significado especial ao aproximar mais o Brasil e o circo, cada espectador e O Palhaço.




Selton Mello surpreende como realizador. Sua maturidade como artista é evidente e mais completa: ele roteiriza, dirige, atua e traz a carga reflexiva, melancólica e cômica de um palhaço. O apelo do diretor não é somente de apuro estético e de orquestração fílmica, Selton é bem apoiado pela equipe qualificada que rendeu prêmios ao filme e pelo ótimo roteiro elaborado em parceria com Marcelo Vindicatto. Ao enquadrar em closes a planos mais abertos, ora imagens do popular, ora de paisagens interioranas, seu olhar transformado em diretor de um “circo cinematográfico” é digno de aplausos. Exemplo disso é a relação fílmica que se estabelece entre o público e o palco formado pelos próprios integrantes do elenco: o plano do Delegado Justo conversando com a trupe após uma ocorrência de briga em bar, quando a trupe procura e dialoga com Beto/Deto Papagaio (Tonico Pereira) ou quando Benjamin Pangaré acompanha a conversa de Nei (Jorge Loredo) bem humorada de em uma mesa de bar. A trupe se torna plateia, os outros são palhaços e o Cinema é o grande palco; porém como na vida, nem tudo é riso, surge na narrativa um triste questionamento verbalizado pelo melancólico palhaço Pangaré: “Eu faço o povo rir, mas quem vai me fazer rir?”.





A partir dessa interrogação, o protagonista e a narrativa são bem desenvolvidos para demonstrar que o palhaço está em crise, que há mais tristeza cômica que alegria exacerbada, muito mais perguntas do que respostas, que depois dos gracejos e trejeitos no palco, Pangaré nem mesmo tem certeza se aquele é o seu lugar. O silêncio, a introspecção e a voz entoada para “dentro” na excelente atuação de Selton Mello caracterizam este palhaço que perde o viço e a vontade de entreter o público, fato que é fundamental para tornar o personagem uma incógnita dele mesmo, que sensibiliza e cria um processo de identificação com a platéia, afinal, pelo menos uma vez na vida, alguém teve vontade de viajar mundo afora e encontrar a si mesmo, ou riu com vontade de chorar, na mais verdadeira e humana das emoções. Com essa temática, o filme tem um clima e ritmo mais lentos, uma atmosfera de fábula com uma dose de realidade, que estabelecem uma comunicação com o público de que a jornada é mais dramática do que cômica, mais introspectiva do que extrovertida.




Tal problemática existencial é muito bem estilizada por Selton Mello através de seu personagem, de performático talento e carisma. Para criar um sentido bem maior às escolhas de Pangaré, alguns elementos cenográficos são inseridos como uma certidão de nascimento, velha e amassada, e ventiladores que surgem em diversas cenas. A inclusão do ventilador, elemento do sonho e desejo, é muito interessante e essencial para materializar um propósito e criar mais poesia na narrativa, a da busca por algo que se deseja e que deve ser conquistada. O ventilador não é somente a promessa do frescor do corpo físico, ele gira como um mundo de novas possibilidades, como a hélice de um avião que leva a descobrir outros lugares e novas experiências. Pangaré deseja comprar um ventilador, mas não tem nem carteira de identidade, CPF e comprovante de residência que possibilitem esta compra. O palhaço se torna um cidadão do mundo sem RG, um viajante que entra na vida das pessoas e, logo mais, tem que abandoná-las, um sonhador que parte em busca de uma realidade fora do mundo circense que lhe traga o autoconhecimento e a experiência, que lhe dê a oportunidade de encontrar qual é o seu lugar neste mundo, obter uma identidade na universalidade de sua vocação.




De maneira geral, o filme é muito bom porque o palhaço vem para contestar a ordem de sua própria existência e nos levar à reflexão, logo não é mais um filme de simples entretenimento, mas uma jornada de autodescoberta facilmente aplicada a cada um de nós. Em sua harmonia de roteiro, fotografia, direção e atuação, a força do filme está em se comunicar com o público, que é o desejo de Selton Mello. Ele queria um filme para emocionar e está conseguindo os resultados de suas expectativas, tanto que a recepção do mesmo no Festival de Paulínia foi muito positiva, ganhando os prêmios de melhor ator coadjuvante, direção, roteiro e figurino. Certamente as emoções afloram quando o Cinema é espelho de nossas próprias problemáticas. O Palhaço acerta ao criar uma beleza refinada e ao mesmo tempo capaz de se comunicar com a massa através de um assunto tão mágico como o circo e tão universal como a melancolia que abate o ser humano em variados ciclos de sua vida. Guiado por seu instinto e psicologicamente dividido por duas forças que o impulsionaram para baixo e para cima, o palhaço é uma figura de contestação e de reflexão, aqui não é diferente, como já dizia Fellini. Pangaré tem carisma assim como tinha a Gelsomina (a atriz-palhaço Giulietta Masina) em Estrada da Vida. Ambos têm a singularidade de encantar pessoas com simplicidade, com um estilo caricato tão único em um palhaço, capaz de mimetizar a alegria, a tristeza, o cômico, o trágico que é intrínseco ao ser humano e expressar aquele sentimento em suspenso, com dúvidas e questionamentos, com uma inadaptabilidade a algumas circunstâncias. O Clowning, a Arte de performar, viver e ser um palhaço, tem como excelência o riso como reflexão de outras dores da existência. O Clowning de O Palhaço provê uma reflexão ativa, uma mensagem tocante e de potencial transformação.




O Palhaço é um drama cômico genuinamente sincero e leve, uma homenagem ao circo e a seus artistas; nisso reside o seu real valor: o de ser um filme de coração e alma que tem o tom autoral de Selton Mello, o bom humor Brasileiro, o reconhecimento da Arte Circense do país de tantos palhaços como Benjamin de Oliveira e Valdemar Seyssel “o Arrelia” e ser comercialmente atrativo para o Cinema Nacional. Ele é recomendado por não ter exageros sentimentalistas e, ainda assim, ser cativante, emocionante. Com ele, Selton Mello transformou 90 minutos de projeção em um filme mímesis do palhaço que traz riso e esperança e, como dizia o cineasta Italiano Fellini, também faz bem à saúde.


Avaliação MaDame Lumière


Filme: O Palhaço País/ Ano: Brasil (2011)

Direção: Selton Mello

Roteiro: Selton Mello e Marcelo Vindicatto / Produção: Vânia Catani

Elenco: Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoel, Gisele Motta, Teuda Bara, Álamo Facó, Cadu Fávero, Erom Cordeiro, Moacyr Franco, Tonico Pereira, Ferrugem, Jorge Loredo, etc.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mostra 2011: O dia em que ele chegar (Book Chon bang hyang/ The day he arrives) - 2011




Com roteiro e direção do coreano Hong Sang-soo, O dia em que ele chegar é o retorno do diretor aos hábitos do Cinema-Metalinguagem de filmes como Oki e Woman on the beach, no qual suas histórias falam de diretores que ora filmam, ora deixam de filmar. O que poderia soar aborrecedor, repetitivo e subjetivo demais na sua filmografia, neste seu último trabalho, apresentado no Festival de Cannes de 2011, não é. O longa é uma leve proposta, melancólica e bem humorada de um protagonista diretor totalmente ocioso. Relata sobre o ex-cineasta, Yoo Seong-jun (Yu Jun-sang) que viaja à Seul para encontrar um amigo crítico de Cinema. Sua estadia na cidade é de caminhadas pelo bairro de Bukchon, bebedeiras e muita conversa jogada fora. Ele encontra estudantes de Cinema, sua ex-namorada, novos flertes e toma clássicas biritas como o makgeolli (vinho de arroz) em um bar de Insadong. Tendo se aposentado, o ex-cineasta vive o anonimato de não ter nada para fazer e de não ter chegado à lugar algum, além de evidenciar na narrativa que não resolveu nada na vida, tanto de ordem afetiva como o relacionamento mal resolvido com sua ex, Kyungjin (Kim Bok-yung) como também de ordem profissional como os poucos filmes os quais ele nem comenta a respeito.




É um filme bom e peculiar, baseado em conversas descontraídas, simples, engraçadas e tristes, e também em enquadramentos recorrentes. Por não exigir uma profundidade de atenção à narrativa e na reflexão sobre a mesma, ele se torna mais leve, envolvente e, por incrível que pareça, desperta a curiosidade para descobrir qual é o propósito de Hong, principalmente com o dejà vu que é orquestrado pelo diretor com o seu montador Hahm Sung-won, no qual há repetições de planos semelhantes como o encontro de Yoo na rua com a mesma jovem atriz e com os mesmos estudantes de cinema, a conversa na mesma mesa do bar entre amigos, o mesmo local para o qual Yoo se dirige a fim de tomar um fôlego pós-bebida e fumar um cigarro, o beijo e a noite de sexo com Yejeon (Kim Bok-jung), a dona do bar, que se parece com sua ex Kyungjin e é interpretada mesma atriz, as mensagens SMS no celular de Yoo enviadas pela ex-amada, as falas de amor de Yejeon e Kyungjin que assemelham e se repetem e que não provocam efeito algum no cineasta, que aparenta aversão a compromissos amorosos.





O expectador é conduzido a acompanhar as andanças de Yoo e, de forma bem circular, voltar às cenas semelhantes com o bate papo regado à bebida, as paqueras com as bonitas garotas, a sensação de que ele não tem nada para contar sobre sua carreira cinematográfica na provinciana Daegu. Definitivamente, parece ter parado no tempo! E a pergunta que fica é: Quem era o diretor Yoo Seong-yun? Não se sabe, as conversas tem pessoas do meio cinematográfico: um crítico, uma professora, um ator, porém se fala de qualquer coisa que não seja profundamente falar sobre cinema. Esta escolha do diretor roteirista também demonstra que esta é a vida de Yoo, de total inércia perante sua carreira. O Cinema, a grande Arte de contar histórias, já não faz parte do dia a dia dele, ele já não sabe mais contar nada sobre ele e nem sobre os outros, o que pode ser potencialmente comum quando um diretor pendura a câmera. No geral, o recurso narrativo da repetição é uma das melhores virtudes da fita, pois estiliza e formaliza em cena o quanto emocionalmente este diretor tem um bloqueio existencial e é patetico até mesmo para lidar com as mulheres, levando-as para a cama, fazendo com que se apaixonem e verbalizem declarações de um amor que não é vivenciado, que mais parece uma promessa surreal, romântica ou de pós-coito. Yoo é incapaz de dar um rumo diferenciado à sua vida. Suas andanças materializam o completo ócio, em dias presentes que se repetem como reminiscências dos dias anteriores.





O belo tom imagético invernal, com a queda da neve, o beijo roubado no entardecer, o dia que logo se fará noite, ou se restringirá a uma mesa de bar em um ambiente fechado, sempre em preto em branco, contribui bastante para a sensível atmosfera do filme e, conjuntamente com a repetição, causam a impressão de um longa sem um tempo cronológico, que poderia ser inserido em qualquer momento, e se perpetuar como se não houvesse nem dia e nem noite, como se a relação tempo-espaço fosse ilimitada mesmo com a limitação narrativa em cenários tão recorrentes. No mais, fotografia e elenco mantêm o interesse do espectador pela fita: a incrível fotografia P&B de Kim Hyung-koo, elaborada com a beleza singular de uma nitidez capaz de extrair cores em branco e preto agrega um diferencial à sua qualidade e é inicialmente bem perceptível e impactante. Os atores representam bem, são agradáveis e estranhamente engraçados, como o crítico de Cinema Young-ho (Kim Sang-joong) e a professora de Cinema Boram (Song Sun-mi), charmosos e atrativos o suficiente para serem bons companheiros de alcool e de bate papo. Em cada novo gole e prosa, o expectador é impelido a gostar deles, concordar com frases cheias de verdade que falam de solidão, amor, sonho e qualquer coisa que combine com um pouco de embriaguez.


Avaliação MaDame na Mostra

4 estrelas

sábado, 5 de novembro de 2011

Mostra 2011: Maria my love (2011)



Quando a perda faz encontrar a si mesma



Se há um gênero que funciona muito bem com o Cinema Independente Americano, este é o drama. É uma boa oportunidade para que o expectador mergulhe em uma atmosfera fílmica de um cotidiano mais real, verossímil, catártico, desta forma, voltando o seu olhar para a contramão dos grandes blockbusters da fábrica de ilusões Hollywoodianas, e se conectando com os desafios emocionais tão inerentes ao ser humano. Maria my love é um destes filmes independentes que, na simplicidade de evocar um drama pessoal e familiar, aproxima-se do público através da história de Ana (Judy Marte), uma jovem garota que vive na Califórnia e tenta refazer sua vida após a morte da mãe. Tendo uma relação distante, mal-resolvida e de profunda mágoa com o pai, a princípio, resta-lhe somente a convivência com o novo namorado Ben (Brian Reiger) e com sua meia-irmã Grace (Lauren Fales), no entanto, mais tarde, ela decide embarcar em uma missão de ajudar à alguém, e conhece Maria (Karen Black), uma solitária senhora com problemas psicológicos que acaba por desafiar emocionalmente Ana.




Selecionado para o Tribeca Film Festival e vencedor do HBO's New York International Latino Film Festival, ambos de 2011, o longa dirigido por Jasmine McGlade Chazelle tem características de um independente com influências cenográficas e narrativas latinas em um cenário Americano: a atriz Judy Marte tem origem Dominicana e, portanto, cria esta relação da personagem com o meio em questão; o enredo se desenvolve em um bairro da periferia da Califórnia; alguns enquadramentos fotográficos são realizados com imagens revigorantes e coloridas, de efeito solar natural e com closes em flores da região que remetem à publicidade do cartaz; alguns detalhes que compõem o roteiro incluem música hip hop e referências à street dance, comuns nos subúrbios da comunidade Latina, e coexistem no drama importantes questões familiares como os conflitos e perdas que acometem os jovens. Maria my love é um filme mais intimista e pode ser a história de qualquer pessoa comum, logo, imageticamente, o filme reflete o cotidiano dramático de uma garota latina e uma maneira mais caseira e independente de fazer Cinema nos USA, tendo como um dos pontos desfavoráveis a qualidade da fotografia, cuja textura deixa um pouco a desejar.




O ponto mais favorável é a atuação conjunta de Judy Marte, mais centrada no drama da sua personagem com a ótima participação coadjuvante de Karen Black, que vem a agregar à narrativa o início da catarse necessária à Ana. O filme se apóia mais na atuação de Judy, filmada em diferentes closes e em pequenas situações de confronto, seja consigo mesma, seja com o namorado, a meia-irmã e Maria. Claramente, a responsabilidade maior é de Judy pela atuação de protagonista, que a realiza bem e sem muitos sentimentalismos, o que é positivo e coerente, considerando que o longa tem um estilo mais Indie, e Ana está em uma fase emotiva, porém tem uma personalidade racionalmente mais orgulhosa. Por outro lado, pela maior maturidade e experiência interpretativas e in(sano) papel, Karen Black dá ao longa o sabor dramático e cômico e, em menos tempo de fita, é a melhor atuação. Seu papel é interessante pois, por trás de sua intempestuosa loucura, é a pessoa que desafia e ajuda Ana a olhar para dentro de si e buscar um recomeço.




O longa somente se torna interessante, em termos mais reflexivos para a experiência cinematográfica, quando se compreende que uma complementa a outra em determinado avance da película. Ambas são solitárias mulheres que, de diferentes maneiras e com idades distintas, não se enquadram ao mundo. Ana está passando por uma fase de introspecção, de perda familiar e de si mesma, de tentativas de entender seus sentimentos, colocar os pés no chão e conviver melhor com as pessoas à sua volta. Maria é uma mulher de personalidade e convívio mais difíceis por conta do alterado psíquico que exige compreensão, tolerância e cuidados alheios. Nesta ensolarada Primavera que contrasta com as cinzentas emoções de Ana, sua jornada pode terminar em um florescer para a vida, assim como a flor símbolo do filme, porém para que isso ocorra, há um caminho de autoconhecimento para compreender suas limitações e a dos demais, ser tolerante com os erros e saber recomeçar mesmo com as ausências afetivas.


Avaliação MaDame na Mostra

3 estrelas

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mostra 2011: Os Filmes Vencedores da Crítica e do Público




Confira os vencedores da 35ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo, nas principais categorias participantes:


Troféu Bandeira Paulista

Melhor Filme: Respirar, de Karl Markovics

Melhor Documentário: Marathon Boy, de Gemma Atwal




Prêmio da Crítica

Melhor Filme: Era uma vez na Anatólia, de Nure Blige Ceylan

Prêmio Especial: Sábado Inocente, de Alexander Mindadze

Melhor Aquisição de Curta Metragem (Canal Brasil):
A casa da Vó Neide, de Caio Cavechini




Prêmio do Público

Melhor Ficção - Brasil:
Teus olhos meus, de Caio Soh

Melhor Ficção - Internacional:
Desapego, de Tony Kaye
Frango com ameixas, de Marjane Satrapi e Vicent Paronnaud

Melhor Documentário - Brasil
Raul - O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho
Vai, vai, 80 anos nas ruas, de Fernando Capuano

Melhor Documentário - Internacional
Batidas, rimas e vidas - As viagens de a Trible called Quest, de Michael Rapaport






Prêmio Itamaraty
(em reconhecimento às produções nacionais baixo orçamento)

Melhor Ficção:
Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios,
de Beto Brant e Renato Ciasca
R$ 45 mil




Melhor Documentário:
Raul - O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho
R$ 39 mil

Melhor curta-metragem:
Cine Camelô, de Clarissa Knoll

Prêmio da juventude
Uma incrível Aventura, de Debs Gardner-Paterson





Atom Egoyan


Homenagens especiais:

Prêmio Humanidade Leon Cakoff
Atom Egoyan
Mohsen Makmalbaf


Prêmio Itamaraty (pelo conjunto da obra)
Hector Babenco


MaDame Lumière parabeniza todos os vencedores por MostraR
um cinema de qualidade e vencedor!