segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: Os Vencedores do 83º Academy Awards

Parabéns, Natalie Portman. O oscar é seu!

Confira a lista de vencedores da 83. edicao do Academy Awards.
No próximo post, comentários sobre a premiação. Aguardem!

Best picture

"127 Hours"
"Black Swan"
"The Fighter"
"Inception"
"The Kids Are All Right"
"The King's Speech" - VENCEDOR
"The Social Network"
"Toy Story 3"
"True Grit"
"Winter's Bone"

Lead actor

Javier Bardem, "Biutiful"
Jeff Bridges, "True Grit"
Jesse Eisenberg, "The Social Network"
Colin Firth, "The King's Speech" - VENCEDOR
James Franco, "127 Hours"

Lead actress

Annette Bening, "The Kids Are All Right"
Nicole Kidman, "Rabbit Hole"
Jennifer Lawrence, "Winter's Bone"
Natalie Portman, "Black Swan" - VENCEDOR
Michelle Williams, "Blue Valentine"

Supporting actor

Christian Bale, "The Fighter" - VENCEDOR
John Hawkes,"Winter's Bone"
Jeremy Renner, "The Town"
Mark Ruffalo, "The Kids Are All Right"
Geoffrey Rush, "The King's Speech"

Supporting actress

Amy Adams, "The Fighter"
Helena Bonham Carter, "The King's Speech"
Melissa Leo, "The Fighter" - VENCEDOR
Hailee Steinfeld, "True Grit"
Jacki Weaver, "Animal Kingdom"

Best director

Darren Aronofsky, "Black Swan"
David Fincher, "The Social Network"
Tom Hooper, "The King's Speech" - VENCEDOR
David O. Russell, "The Fighter"
Joel and Ethan Coen, "True Grit"

Best animated feature

"How to Train Your Dragon"
"The Illusionist"
"Toy Story 3" - VENCEDOR

Best foreign-language film

"Biutiful" (Mexico)
"Dogtooth" (Greece)
"In a Better World" (Denmark) - VENCEDOR
"Incendies" (Canada)
"Outside the Law" (Algeria)

Screenplay (original)

"Another Year," written by Mike Leigh
"The Fighter," written by Scott Silver, Paul Tamasy and Eric Johnson. Story by Keith Dorrington, Paul Tamasy and Eric Johnson
"Inception," written by Christopher Nolan
"The Kids Are All Right," written by Lisa Cholodenko and Stuart Blumberg
"The King's Speech," screenplay by David Seidler - VENCEDOR

Screenplay (adapted)

"127 Hours," screenplay by Danny Boyle and Simon Beaufoy
"The Social Network," screenplay by Aaron Sorkin - VENCEDOR
"Toy Story 3," screenplay by Michael Arndt. Story by John Lasseter, Andrew Stanton and Lee Unkrich
"True Grit," written for the screen by Joel and Ethan Coen
"Winter's Bone," adapted for the screen by Debra Granik and Anne Rosellini

Music (original score)

"How to Train Your Dragon," John Powell
"Inception," Hans Zimmer
"The King's Speech," Alexandre Desplat
"127 Hours," A.R. Rahman
"The Social Network," Trent Reznor and Atticus Ross - VENCEDOR

Best music (original song)

"Coming Home" from "Country Strong," music and lyrics by Tom Douglas, Troy Verges and Hillary Lindsey
"I See the Light" from "Tangled," music by Alan Menken, lyrics by Glenn Slater
"If I Rise" from "127 Hours," music by A.R. Rahman and lyrics by Dido and Rollo Armstrong
"We Belong Together" from "Toy Story 3," music and lyrics by Randy Newman - VENCEDOR

Art direction

"Alice in Wonderland," production design: Robert Stromberg; set decoration: Karen O'Hara - VENCEDOR
"Harry Potter and the Deathly Hallows -- Part 1," production design: Stuart Craig; set decoration: Stephenie McMillan
"Inception" production design: Guy Hendrix Dyas; set decoration: Larry Dias and Doug Mowat
"The King's Speech" production design: Eve Stewart; set decoration: Judy Farr
"True Grit" production design: Jess Gonchor; set decoration: Nancy Haigh

Cinematography

"Black Swan," Matthew Libatique
"Inception," Wally Pfister - VENCEDOR
"The King's Speech," Danny Cohen
"The Social Network," Jeff Cronenweth
"True Grit," Roger Deakins

Costume design

"Alice in Wonderland," Colleen Atwood - VENCEDOR
"I Am Love," Antonella Cannarozzi
"The King's Speech," Jenny Beavan
"The Tempest," Sandy Powell
"True Grit" Mary Zophres

Best documentary (feature)

"Exit Through the Gift Shop," Banksy and Jaimie D'Cruz
"Gasland," Josh Fox and Trish Adlesic
"Inside Job," Charles Ferguson and Audrey Marrs - VENCEDOR
"Restrepo," Tim Hetherington and Sebastian Junger
"Waste Land," Lucy Walker and Angus Aynsley

Best documentary (short subject)

"Killing in the Name,"

"Poster Girl,"

"Strangers No More," Karen Goodman and Kirk Simon - VENCEDOR
"Sun Come Up," Jennifer Redfearn and Tim Metzger
"The Warriors of Qiugang," Ruby Yang and Thomas Lennon

Film editing

"Black Swan," Andrew Weisblum
"The Fighter," Pamela Martin
"The King's Speech," Tariq Anwar
"127 Hours," Jon Harris
"The Social Network," Angus Wall and Kirk Baxter - VENCEDOR

Makeup

"Barney's Version," Adrien Morot
"The Way Back," Edouard F. Henriques, Gregory Funk and Yolanda Toussieng
"The Wolfman," Rick Baker and Dave Elsey - VENCEDOR

Best short film (animated)

"Day & Night," Teddy Newton
"The Gruffalo," Jakob Schuh and Max Lang
"Let's Pollute," Geefwee Boedoe
"The Lost Thing," Shaun Tan and Andrew Ruhemann - VENCEDOR
"Madagascar, carnet de voyage," Bastien Dubois

Best short film (live action)

"The Confession," Tanel Toom
"The Crush," Michael Creagh
"God of Love," Luke Matheny - VENCEDOR
"Na Wewe," Ivan Goldschmidt
"Wish 143," Ian Barnes and Samantha Waite

Sound editing

"Inception," Richard King - VENCEDOR
"Toy Story 3," Tom Myers and Michael Silvers
"Tron: Legacy," Gwendolyn Yates Whittle and Addison Teague
"True Grit," Skip Lievsay and Craig Berkey
"Unstoppable," Mark P. Stoeckinger

Sound mixing

"Inception," Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo and Ed Novick - VENCEDOR
"The King's Speech," Paul Hamblin, Martin Jensen and John Midgley
"Salt," Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan and William Sarokin
"The Social Network," Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick and Mark Weingarten
"True Grit," Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff and Peter F. Kurland

Visual effects

"Alice in Wonderland," Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas and Sean Phillips
"Harry Potter and the Deathly Hallows -- Part 1," Tim Burke, John Richardson, Christian Manz and Nicolas Aithadi
"Hereafter," Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski and Joe Farrell
"Inception," Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley and Peter Bebb - VENCEDOR

Iron Man 2," Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright and Daniel Sudick

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: Apostas para o 83º Academy Awards

Os belos James Franco e Anne Hathaway apresentam o Oscar hoje às 22: 00 pela TNT, direto do Kodak Theatre de Los Angeles.


Dia de Oscar, é dia de Festa, por mais eu tenha uma relação de amor e ódio pela Academia, classicista e lobista. Dessa vez, fizeram a besteira do século na premiação: deixaram Christopher Nolan, o esplêndido cineasta da obra prima A Origem (Inception, 2010) de fora da categoria de melhor diretor. Por outro lado, não esqueceram de indicar ótimos filmes à acirrada competição do melhor prêmio da noite, o de melhor filme. Dentre os favoritos do bolão cinematográfico, destacam-se O Discurso do Rei, de Tom Hoooper, A Rede Social , de David Fincher, Cisne Negro de Darren Aronofsky e o meu queridinho A Origem. De maneira geral, o balanço do ano foi positivo na categoria mestra. Temos Bravura Indômita, o clássico western pelo olhar apurado dos Irmãos Coen, Toy Story 3, a emocionante despedida de Woody, Lightyear e Cia, a volta de Danny Boyle com a vibe dramática 127 horas e um James Franco brilhante, o drama de um casal de lésbicas, interpretadas por Annete Benning e Julianne Moore às voltas com a educação dos filhos em Minhas mãe e meu pai, o arrebatador suspense Inverno da Alma que corre na contramão das previsíveis indicações de drama pela Academia e o emocionante O Vencedor, com uma atuação fantástica de Christian Bale. Como podem ver, há lugar para tudo até mesmo entre os convencionais da Academia que, ao emplacarem 10 indicados na categoria melhor filme, popularizam a premiação para todos os gostos cinéfilos possíveis.



Na seara das apostas, posto abaixo quem eu quero que ganhe, quem vai ganhar e as raras mas possíveis surpresas. Desejo a todos uma ótima noite de Oscar e não esqueçam que a Maratona Oscar 2011 no MaDame Lumière continuará nessa semana, afinal, há tempo para tudo na vida de uma MaDame ocupada como eu. Há tempo para assistir filmes e tempo para escrever sobre eles debaixo desse céu lindo e estrelado da sétima Arte.



Melhor filme

Quero que ganhe: A Origem (Inception)
Vai ganhar: O Discurso do Rei (The King's Speech)
Surpresa: A Rede Social (The Social Network)
Melhor ator principal
Quero que ganhe: Colin Firth, O Discurso do Rei
Vai ganhar: Colin Firth, O Discurso do Rei
Surpresa: James Franco, 127 horas
Melhor atriz principal
Quero que ganhe: Natalie Portman, Cisne Negro
Vai ganhar: Natalie Portman, Cisne Negro
Surpresa: Jennifer Lawrence, Inverno da Alma
Melhor ator coadjuvante
Quero que ganhe: Christian Bale, O Vencedor
Vai ganhar: Christiane Bale, O Vencedor
Surpresa: Geoffrey Rush, O Discurso do Rei
Melhor atriz coadjuvante
Quero que ganhe: Melissa Leo, O Vencedor
Vai ganhar: Hailee Steinfield, Bravura Indômita
Surpresa: Helena Bonham Carter, O Discurso do Rei
Melhor Diretor
Quero que ganhe: David Fincher, A Rede Social
Vai ganhar: David Fincher, A Rede Social
Surpresa: Tom Hooper, O Discurso do Rei
Melhor Animação
Quero que ganhe: Toy Story 3
Vai ganhar: Toy Story 3
Surpresa: Como treinar o seu dragão
Melhor filme estrangeiro
Quero que ganhe: Em um mundo melhor (In a better world)
Vai ganhar : Em um mundo melhor (In a better world)
Surpresa: Biutiful
Melhor roteiro original
Quero que ganhe: A Origem
Vai ganhar: O Discurso do Rei
Surpresa: A Origem
Melhor roteiro adaptado
Quero que ganhe: A rede Social
Vai ganhar : A rede Social
Surpresa: Toy Story 3
Melhor trilha sonora original
Quero que ganhe: A Origem, Hans Zimmer
Vai ganhar: O Discurso do Rei, Alexandre Desplat
Surpresa: A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor canção original
Quero que ganhe: If I rise,127 horas
Vai ganhar : I See the Light, Enrolados
Surpresa: We belong together, Toy Story 3
Melhor direção de arte
Quero que ganhe : O Discurso do Rei
Vai ganhar: O Discurso do Rei
Surpresa: Alice no país das maravilhas
Melhor fotografia
Quero que ganhe: Bravura Indômita, Roger Deakins
Vai ganhar: Bravura Indômita, Roger Deakins
Surpresa: O Discurso do Rei, Danny Cohen
Melhor Figurino
Quero que ganhe: Alice no País das Maravilhas
Vai ganhar: Alice no país das Maravilhas
Surpresa: O Discurso do Rei
Melhor montagem
Quero que ganhe: A rede social
Vai ganhar: A rede social
Surpresa: O Vencedor
Melhor Maquiagem
Quero que ganhe: The Way back
Vai ganhar: O Lobisomen
Surpresa: The Way back
Melhor som
Quero que ganhe: A Origem
Vai ganhar: A Origem
Surpresa: Toy Story 3
Melhor mixagem de som
Quero que ganhe: A origem
Vai ganhar: A Origem
Surpresa: Bravura Indômita
Melhores Efeitos visuais
Quero que ganhe: A Origem
Vai ganhar: A Origem
Supresa: Harry Potter e as Relíquias da morte - parte 1

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: Bravura Indômita (True Grit) - 2010


"Você tem que pagar por tudo nesse mundo, de uma forma ou de outra. Não há nada livre, exceto a graça de Deus".


Ao assinarem o roteiro e a direção do contemporâneo remake de Bravura Indômita, faroeste protagonizado por John Wayne em 1969,
os irmãos Coen não fizeram somente mais um filme objetivo, fluído e divertido, mas realizaram uma excelente homenagem a esse clássico e ao gênero western, entregando ao público um filme oxigenado com o frescor e bom humor que somente Joel e Ethan Coen poderiam trazer à sétima Arte. Nessa bela refilmagem, os cineastas se mantém fiéis à literária obra prima de Charles Portis, realizam mais uma sublime parceria com o diretor de fotografia Roger Deakins (de Onde os fracos não têm vez) e contam com um atrativo elenco: Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Broslin e a novata emergente Hailee Steinfield, revelação do Oscar ao ser indicada à melhor atriz coadjuvante com apenas 15 anos de idade.


O viés da história é um material ideal que serve como um playground para os irmãos Coen. Tem violência, drama, humor negro, punição, justiça e vingança e uma poesia rústica que, nos olhares dos diretores e de uma esplêndida fotografia, fazem de Bravura Indômita uma moderna reinterpretação do clássico dirigido por Henry Hathaway. A história gira em torno de Mattie Ross (Steinfield), uma garota de 14 anos que perdeu seu pai, assassinado por Tom Chaney (Josh Broslin) que meteu-lhe uma bala na cabeça, roubou alguns dólares e um cavalo. Sendo uma menina de personalidade decidida e madura, Mattie quer justiça e está disposta a vingar a morte do seu pai. Contrata Rooster Cogburn (Jeff Bridges), um xerife alcóolatra e decadente conhecido por ter 'True Grit' correndo nas veias. No começo, ele não quer trabalhar para a garota e, muito menos, deixá-la acompanhá-lo na jornada de vingança por terras perigosas, logo mais, aceita a bagatela de 2 moedas de ouro como recompensa pela missão, e partem para punir Chaney, com a ajuda do falastrão e corajoso Texas Ranger La Boeuf (Matt Damon).



Bravura Indômita teve um resultado surpreendente nas bilheterias considerando que é um western, um gênero para o qual muita gente torce o nariz e vira a cara. Dirigir um faroeste em um contexto atual de blockbusters facilmente descartáveis já é um ato de bravura indômita dos Coen mas também é uma atitude de quem sabe trabalhar com esse tipo de argumento e tem mais autonomia para escolher os seus projetos. Mais coragem é realizar o remake de uma lenda como John Wayne, que venceu o Oscar de melhor ator por essa performance. John Wayne é John Wayne, no entanto Jeff Bridges também é Jeff Bridges e não fez John Wayne se retorcer no túmulo de vergonha; está de novo na competição pelo Oscar de melhor ator principal, após ganhar no ano passado o prêmio por Coração Louco.






A película é um excepcional trabalho estético, um exercício de fazer Cinema a partir de imagens fílmicas que dispensam as palavras. A sequência na qual Cogburn carrega Mattie no colo é um exemplo fascinante do poder da imagem. Instantaneamente, a direção dos Coen e a primorosa fotografia de Deakins salvam o remake muito mais do que as atuações que, diga-se de passagem, são boas mas não são espetaculares. A técnica não deixa a emoção em segundo plano, no entanto é a técnica que prevalece, muito consciente. A verdadeira beleza de True Grit é adentrar o espelho que é a estética fotográfica na tela. É bem provável que o filme não teria o mesmo efeito se Deakins não estivesse no comando da direção de fotografia e não tivesse tanta proximidade aos Coen. Observamos suas texturas e cores, somos transferidos para aquele mundo distante, rústico e aventureiro, de homens bêbados e sujos e garotas solitárias e destemidas, compartilhamos da mesma jornada, torcemos pela justiça de uma orfã de pai, simpatizamos por um beberrão de um olho só, nos emocionamos com a indomável superação de Cogburn, cavalgando pela soturna atmosfera que parece não ter fim. A fita desperta emoções a partir dos antagonismos: ele é um misto de realismo e surrealismo, de não ficção e ficção, de vingança pelo preço de duas moedas de ouro e de brincadeira de velho oeste. Só há uma emoção que transita entre os dois pólos: que a punição venha a qualquer custo
.



Avaliação MaDame Lumière





Chances para o Oscar:
Merece ganhar o Oscar de Melhor Fotografia para Roger Deakins,categoria que tem mais mérito e oportunidade de ganhar.

Título original: True Grit
Origem: USA
Gênero: Faroeste, Western
Duração: 110 min
Diretor: Joel and Ethan Coen
Roteirista(s): Joel and Ethan Coen
Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Broslin, Hailee Steinfield

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: A Rede Social (The Social Network) - 2010






O boom das mídias sociais é um dos fenômenos mais emergentes da internet nos últimos anos e um dos episódios mais polêmicos desse crescimento tecnológico foi a criação da rede social Facebook pelo jovem Mark Zuckerberg, um nerd da computação que criou uma das mais populares ferramentas de comunicação do momento. A grande ironia da criação x o criador é que no Facebook podemos adicionar, colecionar e manter contato com vários amigos reais e virtuais e Mark é conhecido como o atual bilionário da tecnologia que não tem perfil para as relações humanas. Tal comportamento é surpreendente para um gênio do desenvolvimento de software? Nem um pouco, afinal, há vários caras da tecnologia que interagem melhor com um mainframe do que com pessoas, portanto, é compreensível que Mark tenha criado o Facebook não apenas por uma idéia inovadora em codificar um novo site e impulsionado por um ato criativo após levar um fora da ex-namorada, mas provavelmente para cobrir uma lacuna de si mesmo, mergulhado no seu solitário e cibernético mundinho, ávido por testemunhar e controlar a ferramenta que milhões de usuários fazem amigos na internet.






O gênio David Fincher retorna à cena do Cinema para dirigir A Rede Social, baseado no livro Bilionários por Acaso, A criação do Facebook de Ben Mezrich, e cria uma linguagem cinematográfica intensa, veloz, ultradinâmica que elevou substancialmente a qualidade do seu trabalho e reputação perante a crítica e os apreciadores de uma excepcional sétima Arte. No longa, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) tem background universitário de primeira linha, a de Harvard. Após ser dispensado pela namorada, volta ao isolamento do seu quarto e cria um site de comparação entre garotas que provoca um sucesso estrondoso no campus. Tal episódio chama a atenção dos irmãos Winklevoss (Armie Hammer), que desejam desenvolver um site inovador, o HarvardConnection. Mark passa a trabalhar com eles, e mais tarde, é acusado de roubar a idéia de criação do Facebook. Mark se envolve em dois processos judiciais: um dos Winklevoss e outro do seu (ex) amigo, o Brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) que acaba entrando em um briga feia com ele após a entrada na empresa do influente Sean Parker (Justin Timberlake), fundador do Napster e co-fundador do Facebook. Dizem as fontes biográficas que Sean desestruturou o relacionamento dos ex-amigos e exerceu forte influência no fundador do Facebook, tal que ele se tornou um dos presidentes e acionistas da empresa até ser afastado por posse de drogas. Eisenberg, Garfield e Timberlake realizam um ótimo trabalho, cada um personificando bem a contribuição de cada personagem para dar dinâmica ao conflito, além de comporem os diferentes tipos da juventude de uma geração Web. 2.0, que pode ficar milionária de uma dia para o outro ao lançar uma grande idéia tecnológica. No destaque principal, Eisenberg se fecha no mundo Mark Zuckenberg com uma intepretação bem responsável e centrada.





Vencedor de prêmios importantes do Cinema como o Globo de Ouro, National Society of Film Critics, etc, A Rede Social caiu bastante nas apostas de melhor filme para o Oscar 2011 após o favoritismo de O Discurso do Rei (The King's Speech), fato que não o desmerece como forte candidato. É um filme bem realizado pela forma como é dirigido e por um roteiro inteligente de Aaron Sorkin que possibilita perceber como esses conflitos são fragéis e deixam a incógnita: Quem é Mark Zuckerberg e como foram esses bastidores na vida real? O filme não toma partido de ninguém, deixando o 'mito' Facebook como uma curiosidade. No mínimo, Mark é um empreendedor peculiar que tem o mistério de sua racional discrição e parece não ter perdido o controle da situação em nenhum momento enquanto ganhava alguns inimigos. Sua genialidade e senso de oportunidade são evidentes. A direção de David Fincher é um espetáculo técnico à parte e tem um excepcional ritmo que dita uma linguagem cinematográfica impactante, dinâmica e tensa na experiência cinematográfica do público. Não há como não assistir A Rede Social e ser impactado por uma nova forma de comunicar o Cinema, de contar uma história em uma narrativa que mescla depoimentos de processos judiciais, criação de Facebook e o processo conflitivo entre os envolvidos. Nesse aspecto, uma verdade deve ser dita: O criador de A Rede Social é David Fincher, somente um diretor do nível dele poderia criar uma ágil linguagem como se fosse um código único na História do Cinema Moderno.


Avaliação MaDame Lumière




Chances para o Oscar:
Forte competidor para o prêmio de melhor direção e roteiro adaptado. Se vai ganhar o Oscar de Melhor Filme? Só se o "Rei" deixar!



Título original: The Social Network
Origem: USA
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Diretor: David Fincher
Roteirista(s): Aaron Sorkin
Elenco:Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, etc.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: O Vencedor (The Fighter) - 2010




Dos finalistas à melhor filme no Oscar 2011, há vários dramas, o que evidencia que esse é um dos gêneros favoritos da Academia para premiação. Se for um drama de superação, é melhor ainda pois são esses a fazem chorar lágrimas de crocodilo. Indicado a 7 categorias do Awards, O Vencedor, dirigido por David O. Russell repete mais um drama esportivo do boxe assim como o indicado ao Oscar em 2005, Menina de Ouro de Clint Eastwood, no entanto, há alguns diferenciais nele: apresentar um dos melhores elencos coadjuvantes de 2010, com 3 indicações ao Oscar : Christian Bale, Melissa Leo e Amy Adams, uma direção muito bem acertada e um viés narrativo que está além do boxe e entra na arena das relações familiares. Micky Ward (Mark Wahlberg) é um promissor boxeador, filho de Alice Ward (Melissa Leo) e irmão mais novo do ex-lutador e viciado em crack Dicky Eklund (Christian Bale). Alice é a manager da casa, uma mãe que não dá ouvidos a Micky, protege e idolatra Dicky e tolera todas as suas irresponsabilidades. Dicky é treinador e ídolo de Micky e se vangloria por ter derrotado o lendário Sugar Ray Leonard no passado, porém por trás de seu esquelético físico, bom humor e ego, há o claro rastro de um fracassado que não soube lidar com uma promissora carreira e não se importa com sua drogatícia autodestruição.





Embora a história de um boxeador problemático, apaixonado pelo esporte, em busca de realização profissional e advindo de família humilde não seja uma novidade em filmes sobre esse esporte, O Vencedor supera as expectativas por ter uma pegada cômico-dramática, a qual se dá muito em função do excepcional trabalho de Christian Bale e Melissa Leo. Ambos conseguem através de seus personagens, respectivamente, um viciado lesado e uma mãe autoritária, tecer outros complexos problemas de uma família como as drogas, a violência, a falta de dinheiro, a cobrança na carreira e a dominadora influência familiar sobre as escolhas de um indivíduo. Muito mais do que um drama esportivo, O Vencedor é um drama familiar que mimetiza o quanto ela é o alicerce mais imperfeito que existe e é exatamente sua imperfeição que a torna tão perfeita, realista, dramática e humana, afinal, o ser humano é falho mas reconhecer tal vulnerabilidade ensina-o a superar suas deficiências, ajudar a si e ao próximo.


O filme já é vencedor por si só por causa da magistral direção de Russell que o torna muito agradável de assistir com uma smart narrativa cinematográfica e uma trilha sonora de bom gosto com gigantes do rock n' roll como Rolling Stones, Aerosmith e Led Zeppellin. É o tom certo do cineasta que nocautea qualquer olhar banal sobre o filme, mesmo que a fórmula boxe e superação não seja nada inédita. Bem apoiado pelo roteiro de Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson, uma interessante edição de Pamela Martin e um elenco competente que eleva muito a qualidade da película, o cineasta dá oportunidade para que saíbamos o ponto de vista de cada personagem sem, necessariamente, defendermos um ou o outro. O realismo na mise-en-scene é o que vale, basta considerar o exemplo de Charlene (Amy Adams), namorada de Micky. Ao lado dele, ela é uma mulher que o incentiva no boxe e não tolera a forma como Dicky e Alice sufocam Micky. Ela se comporta a ponto de exercer o típico e tênue controle de namoradas que não suportam nem mesmo a mãe dominadora do namorado; mas ao mesmo tempo, Charlene não se dá conta de que também é dominadora ao impor e defender determinadas condições na carreira de Micky. Ela não tenta "baixar a guarda" e conquistar a família de Micky. Ela não investe em suas próprias conquistas mesmo que seja a outsider que chega em cena para catalisar as mudanças colocando Micky para acordar para uma nova realidade. Outro momento belíssimo é o trabalho de câmera e musical na cena de Christian Bale e Melissa Leo cantando I started a joke de Bee Gees. É tocante na linguagem visual combinada à uma canção que assume uma função de espelho no drama: "Eu comecei uma piada que fez o mundo inteiro chorar" . A cena é muito comovente no realismo dramático de uma mãe que não sabe lidar com o vício do filho e que continua em um estado de negação.




Assim como o espectador mais atento percebe tal imperfeição humana, ele percebe que não há necessidade de julgamentos porque o umbigo do outro pode ser o meu, o seu e de qualquer pessoa. O importante é remodelar os relacionamentos interpessoais, inclusive os familiares e dar ao homem a liberdade de suas próprias escolhas, dá-lhes o devido apoio de seguir o seu sonho, ser reconhecido e amado pelo que ele é. Essa é a grande luta de Micky, o de sair da sombra de seu irmão, das condições impostas por sua mãe e namorada e , no final, conciliar todas essas diferenças para o bem de todos e de si mesmo. Essa espontaneidade de aproximar e distanciar as personagens e seus dramas faz da direção de Russell um retrato da vida que pode ser a de qualquer um de nós. No meio dessa desestruturada família da cidadezinha de Lowell é que o espectador percebe o quão vital é que todos se dêem bem e que, no final da jornada, as conquistas estejam lá, com todos juntos celebrando o momento da vitória.




MaDame Lumière




Chances para o Oscar:
Das categorias para as quais foi indicado, deve ganhar as de melhor ator e melhor atriz coadjuvantes com os bem premiados na temporada, Christian Bale e Melissa Leo.




Título original: The Fighter
Origem: USA
Gênero: Drama
Duração: 123 min
Diretor: David O. Russell
Roteirista(s): Scott Silver,Paul Tamasy, Eric Johnson
Elenco: Mark Wahlberg, Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo, etc.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Maratona Oscar 2011: 127 Horas (127 Hours) - 2010






Enfretamos situações limites quase todos os dias em uma das naturezas mais selvagens, a humana. Mas como enfrentar sozinho e enclausurado uma situação limite após cair em uma fenda rochosa no Grande Canyon? Como enfrentar o próprio limite, sem água,sem comida, sem qualquer ajuda, lutando pela sobrevivência em meio às lembranças de amores, amigos e familiares? Danny Boyle, premiado diretor de Quem quer ser milionário e o roteirista Simon Beaufoy fecham mais uma parceria de sucesso e colocam energia à essa questão no novo longa-metragem 127 horas, inspirado em surpreendente história verídica do alpinista Aron Ralston. Em Abril de 2003, após partir em uma daquelas viagens radicais e solitárias nas quais não se avisa a ninguém aonde se vai, Aron caiu em um Canyon e teve o braço imobilizado por uma rocha por 5 dias. Parece um episódio inusitado ver um experiente aventureiro em esportes radicais ter a falta de sorte de cair em um buraco, no entanto, aconteceu e 127 horas está aí para provar que essa é uma grande história de superação. Interpretado formidavelmente pelo talentoso ator James Franco, que foi indicado ao Oscar 2011 por essa bela atuação, Aron é herói verídico de um jornada claustrofóbica e dramática, porém contagiante, divertida e delirante.







Com uma direção que tem cara, jeito e vícios de Danny Boyle, 127 horas é um filme que se divide como um longa-metragem de 2 homens só, ou seja, de um lado ele é de Boyle, olhando para o próprio umbigo e entregando uma direção centrada em si mesmo com uma variedade de adjetivações: enérgica, contemplativa, intimista, realista, sentimentalista, ressaltada por grandes manobras comerciais que vão de Pepsi a Gatorade, enfática no uso de trilha sonora e que recorta a tela. Do outro lado, o filme é de James Franco do começo ao fim, carismático, bem humorado e até mesmo apoiado pela sua própria câmera, o que cria uma metalinguagem cinematográfica em cena. Para fugir do clima de aprisonamento e da chatice que seria filmar um homem preso em um buraco, Boyle abusa do detalhismo de objetos e das belíssimas paisagens dos Canyons e harmoniza as cenas com os amorosos devaneios do alpinista em momentos de desespero, solidão, melancolia, humor e superação. James Franco dá vida e muita simpatia a um Aron que, certamente, dá vontade de conhecer pessoalmente.






É inevitável não elogiar 127 horas pelas suas virtudes conciliantes: É um filme claustrofóbico mas enérgico, vivo, bonito. Outra razão de elogiá-lo é muito simples: É uma película difícil de se dirigir porque exige um pouco mais de energia, seja no esforço criativo, seja no detalhismo ao conduzir o olhar em uma única pessoa que está quase imóvel e sem saída. Boyle poderia ter explorado melhor James Franco, mas mesmo assim, o emergente ator carrega o filme nas costas. É importante enfatizar que um filme como 127 horas exige um ator bem preparado, concentrado e, ao mesmo tempo, muito à vontade para criar essa relação emocionante com o público. Mais uma vez, James Franco faz valer o porquê mereceu sua indicação a Oscar de melhor ator. Ele é pura simpatia e envolvimento com o papel e, ainda que a competição na categoria esteja acirrada, ele poderia ganhar esse Oscar.



À princípio, imaginar mais um filme como Enterrado Vivo no qual a personagem sofre as consequências de estar imobilizado pode parecer maçante e desagradável, porém esses filmes têm surpreendido positivamente. É nessa situação claustrofóbica que o alpinista teve tempo de pensar na sua vida, nos seus relacionamentos, comportamentos e no tempo que se dedica às pessoas. O tempo e o que se faz e se fez com ele é relevante. Preso à uma situação limite, Aron tem tempo para beber água, tempo para tomar o banho de sol, tempo para receber a visita de um pássaro, tempo para gravar uma mensagem à família. Aron tem o tempo para refletir que não teve tempo de falar com sua mãe, com a ex-namorada, com o chefe, etc. Ele tem tempo para concluir que não deixou bilhete algum, de dizer 'Eu te amo'. Só falta mais tempo para sobreviver! Situações limites nas quais a morte quer beijar e arrancar-nos a carne é um bom exemplo de como lembranças vêem à tona, e com elas, palavras de perdão, saudades e amor que não foram ditas, pela falta de tempo ou o que seja. Com tudo isso, Boyle e Beaufoy exploram os flashbacks, as memórias, os devaneios e as imagens dos Canyons com os delírios de Aron ganham vida para se concluir que viver é importante, sobreviver e voltar para a casa é muito mais. Para Aron, é bem provável que o viver radicalmente não queria dizer que ele viveu tudo que ele precisava. Ele é um aventureiro, adepto de esportes radicais, um ser livre, mas será que realmente ele convivia com as pessoas que ele amava? Fica a reflexão para as próximas 127 horas.






Chances para o Oscar:
Das categorias para as quais foi indicado, tem mais chances para melhor Ator, melhor edição e melhor canção original. É provável que não ganhe nenhuma delas por conta dos concorrentes pesados à frente.




Avaliação MaDame Lumière 4 estrelas

domingo, 13 de fevereiro de 2011

BAFTA 2011: Os vencedores do Oscar Britânico

Cerimônia do BAFTA 2011 em sua 64ª edição
em 13 de Fevereiro no Royal Opera London

Confira os vencedores, dentre os quais, a consagração de
O Discurso do Rei
, ganhador das principais categorias
de elenco e melhor filme.



MELHOR FILME

Cisne Negro
A Origem
O Discurso do Rei - Vencedor
A Rede Social
Bravura Indômita


MELHOR FILME BRITÂNICO

127 Horas
Another Year
Four Lions
O Discurso do Rei - Vencedor
Made In Dagenham


MELHOR DIRETOR

Danny Boyle (127 Horas)
Darren Aronofsky (Cisne Negro)
Christopher Nolan (A Origem)
Tom Hooper (O Discurso do Rei)
David Fincher (A Rede Social) - Vencedor


MELHOR ESTREIA DE UM DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO
Clio Barnard e Tracy O'riordan (The Arbor)
Banksy e Jaimie D'cruz (Exit Through The Gift Shop)
Chris Morris (Four Lions) - Vencedor
Gareth Edwards (Monsters)
Nick Whitfield (Skeletons)



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Mark Heyman, Andres Heinz e John McLaughlin (Cisne Negro)
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson (O Vencedor)
Christopher Nolan (A Origem)
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg (Minhas Mães e Meu Pai)
David Seidler (O Discurso do Rei) - Vencedor

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Danny Boyle e Simon Beaufoy (127 Horas)
Rasmus Heisterberg e Nikolaj Arcel (Os Homens que Não Amavam As Mulheres)
Aaron Sorkin (A Rede Social) - Vencedor
Michael Arndt (Toy Story 3)
Ethan Coen e Joel Coen (Bravura Indômita)


MELHOR FILME NÃO-FALADO EM INGLÊS
Biutiful
Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Vencedor
Io Sono L'amore
De Homens e Deuses
O Segredo dos Seus Olhos

MELHOR ANIMAÇÃO

Meu Malvado Favorito
Como Treinar o Seu Dragão
Toy Story 3 - Vencedor


MELHOR ATOR
Javier Bardem (Biutiful)
Jeff Bridges (Bravura Indômita)
Jesse Eisenberg (A Rede Social)
Colin Firth (O Discurso do Rei) - Vencedor
James Franco (127 Horas)


MELHOR ATRIZ

Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai)
Julianne Moore (Minhas Mães e Meu Pai)
Natalie Portman (Cisne Negro) - Vencedor
Noomi Rapace (Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
Hailee Steinfeld (Bravura Indômita)


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Christian Bale (O Vencedor)
Andrew Garfield (A Rede Social)
Pete Postlethwaite (Atração Perigosa)
Mark Ruffalo (Minhas Mães e Meu Pai)
Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) - Vencedor


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Amy Adams (O Vencedor)
Helena Bonham Carter (O Discurso do Rei) - Vencedor
Barbara Hershey (Cisne Negro)
Lesley Manville (Another Year)
Miranda Richardson (Made In Dagenham)


MELHOR TRILHA SONORA

A. R. Rahman (127 Horas)
Danny Elfman (Alice no País das Maravilhas)
John Powell (Como Treinar o Seu Dragão)
Hans Zimmer (A Origem)
Alexander Desplat (O Discurso do Rei) - Vencedor

MELHOR FOTOGRAFIA

Anthony Dod Mantle e Enrique Chediak (127 Horas)
Matthew Libatique (Cisne Negro)
Wally Pfister (A Origem)
Danny Cohen (O Discurso do Rei)
Roger Deakins (Bravura Indômita) - Vencedor


MELHOR MONTAGEM

Jon Harris (127 Horas)
Andrew Weisblum (Cisne Negro)
Lee Smith (A Origem)
Tariq Anwar (O Discurso do Rei)
Angus Wall e Kirk Baxter (A Rede Social) - Vencedor


MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Robert Stromberg e Karen O'hara (Alice no País das Maravilhas) - Vencedor
Therese Deprez e Tora Peterson (Cisne Negro)
Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Doug Mowat (A Origem)
Eve Stewart e Judy Farr (O Discurso do Rei)
Jess Gonchor e Nancy Haigh (Bravura Indômita)


MELHOR FIGURINO

Colleen Atwood (Alice no País das Maravilhas) - Vencedor
Amy Westcott (Cisne Negro)
Jenny Beavan (O Discurso do Rei)
Louise Stjernsward (Made In Dagenham)
Mary Zophres (Bravura Indômita)


MELHOR EDIÇÃO DE SOM

127 Horas
Cisne Negro
A Origem - Vencedor
O Discurso do Rei
Bravura Indômita


MELHORES EFEITOS VISUAIS

Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
A Origem - Vencedor
Alice no País das Maravilhas
Toy Story 3


MELHOR MAQUIAGEM
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
O Discurso do Rei
Made In Dagenham
Alice no País das Maravilhas - Vencedor


MELHOR CURTA

Connect
Lin
Rite
Turning
Until the River Runs Red - Vencedor


MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
The Eagleman Stag - Vencedor
Matter Fisher
Thursday


MELHOR ESTRELA EM ASCENSÃO

Gemma Arterton
Andrew Garfield
Tom Hardy - Vencedor
Aaron Johnson
Emma Stone

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MaDame Retrospectiva - Top 10 Melhores Filmes - 2010




10 - Abutres, Carancho
Direção de Pablo Trapero

"Ao usar o viés temático de uma corrupta máfia Argentina que se apodera das indenizações de acidentes de trânsito e incorporar ao roteiro uma história de amor, Abutres é mais um ótimo filme do país latinoamericano que sabe contar e entrelaçar histórias no Cinema sem esquivar-se de uma realista direção e uma identidade própria que abraça questões universais."



9 - O Profeta, The Prophet
Direção de Jacques Audiard

"Embora um longa-metragem que deveria ter uma projeção menos extensa, O Profeta é uma excelente obra cinematográfica em sintonia com os conflitos sócio-políticos encarados por imigrantes na França e em outros países europeus. Ao transformar o lugar de marginalidade do imigrante em lugar de respeitável liderança, ele projeta a profecia que está acima de diferenças étnico-religiosas."





8 - O Escritor Fantasma, The Ghost Writer
Direção de Roman Polanski

"Um thriller que ganha em harmonia e ritmo fílmicos, tensão psicológica e senso de humor ao ser muito bem conduzido com uma clara asssinatura de Polanski. Apesar de ter excelentes trilha sonora e elenco, O Escritor Fantasma é muito mais um primor técnico de quem sabe dar aula de Cinema na direção, o que engradece inteiramente sua qualidade cinematográfica. O filme é Roman Polanski , estiloso do começo ao fim, e com o deleite do suspense de referências Hitchcockianas."






7 - A Fita Branca, Das Weisse Band
Direção de Michael Haneke

"Esteticamente irretocável e claramente pertubador, A Fita Branca delega ao público a análise e reflexão da maldade do ser humano. Ao construir um cenário com elementos essenciais para uma educação do mal : crianças, rigor e crueldade, o filme enfoca a concepção e gestão do mal. O longa-metragem é uma contundente obra prima que cria uma atmosfera incômoda e, ao mesmo tempo, de atrativa beleza fotográfica. "





6 - Direito de Amar, A Single Man
Direção de Tom Ford

"Na ótima estreia do estilista e empresário Tom Ford na direção, Direito de Amar tem três qualidades principais que o colocam no hall da excelência cinematográfica: a magnífica entrega intepretativa de Colin Firth, o formidável senso estético do diretor e o poderoso argumento da solidão de um homem que perdeu o seu grande amor. O longa-metragem respira e transpira uma intensa solidão e não banaliza e nem vulgariza tal sentimento, pelo contrário, tem a marca da elegância Tom Fordiana até no mais inevitável sofrimento."






5 - A ilha do Medo, The Shutter Island
Direção de Martin Scorsese

"Um dos maiores medos é o da aceitação da própria loucura, e em Ilha do Medo o público é conduzido às doentes mentes humanas que habitam um manicômio em um roteiro que relata uma trama detetivesca e cria uma atmosfera de suspense. O filme se sustenta com o primoroso trabalho de câmera de Martin Scorsese que sabe usar outros elementos como a trilha sonora e a direção de arte para intensificar a labiríntica e tensa jornada à loucura."




4 - Amor sem escalas, Up in the Air
Direção de Jason Reitman

"Amor sem escalas foi brindado com ótimos roteiro, direção e elenco que são muito bem combinados e encaixados como um Cinema contemporâneo e de reflexões coletiva e pessoal, desta forma, o filme é fluído, direto ao ponto e muito eficaz. O argumento é muito interessante ao amarrar o contexto global de crises ecônomicas, o contexto corporativo das demissões e o contexto pessoal de um homem de negócios que vive para o próprio emprego, o resultado é uma viagem com destino ao ser humano e o que, afinal, ele tem feito da vida."





3 - A Rede Social, The Social Network
Direção de David Fincher

"A Rede Social é pura linguagem cinematográfica, a do competente David Fincher, que dirigiu coerentemente (e surpreendentemente) um longa-metragem com a velocidade da internet e suas redes sociais. Seu primor técnico é inegável. O olhar do cineasta é apurado e bem articulado mas, ao mesmo tempo,ele dá um ritmo impressionante à fita, um tom de liberdade como deve ser uma ferramenta de comunicação. No mais, o roteiro traz poderosas camadas de conflitos interpessoais na criação do Facebook."





2 - O Segredo dos seus olhos, El Secreto de sus ojos
Direção de Juan José Campanella

"O Cinema Argentino em melhor estilo se chama Juan José Campanella, em mais uma parceria com um dos seus atores favoritos, Ricardo Darín, em constante boa forma interpretativa, ele é patrimônio do Cinema LatinoAmericano.O Segredo dos seus olhos é um primoroso trabalho de coesão cinematográfica, não somente em elenco, direção, roteiro, trilha sonora e mas principalmente em dramas amorosos que esbarram em perdas e silêncios, através dos tempos e dos olhares. Definitivamente, é uma emocionante aula de Cinema, ou melhor, uma ode ao Cinema."





1 - A Origem, Inception
Direção de Christopher Nolan

"A Origem é mais que um filme. É uma idéia. É a inserção de uma nova possibilidade de viver o sonho do potencial da criatividade e emoção humanas no Cinema. É a visão de um cineasta que reúne virtudes como elegância, inteligência, inovação e profundidade psicológica para contar uma história diferenciada, capaz de causar ressonâncias psíquicas pós sessões. Inception é pura arte real e surreal, técnica e emotiva. Está no topo não só pelas suas virtudes técnicas e argumentativas, mas por um roteiro original, uma narrativa estruturada para dar sentido à uma idéia visionária e dramas pessoais desenvolvidos no campo dos sonhos. O sonho agora é uma realidade, ela se chama A Origem! "



Menções honrosas às animações Toy Story 3 e Como treinar o seu dragão e ao Orgulho do Cinema Nacional, Tropa de Elite 2
que não entraram neste top 10, mas certamente merecem estar entre os melhores filmes lançados no Brasil em 2010.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

MaDame Retrospectiva - Top 10 Filmes Revelação - 2010


"As revelações do ano são filmes que eu não tinha grandes expectativas de assistir,mas que me surpreenderam bastante como um ótimo entretenimento. São as gratas supresas cinematográficas "






10 - Zumbilândia

"Nunca fui muito fã de filmes de zumbis, mas este trash funny movie tem uma ótima energia e sinergia no elenco, principalmente com o carisma nerd de Jesse Einseberg e o humor piadista de Woody Harrelson. Muito mais que um filme de zumbis, um filme sobre amizade em uma jornada pela sobrevivência."





9 - Machete

"Sou mais Tarantinesca do que Rodriguesca, e não sou tão adicta a filmes violentos, porém a mistura humor, violência, sedução, ação e heroísmo em Machete é pura adrenalina na veia cinéfila, além do nascimento de um herói latinoamericano que é 'feio pra caramba mas tem machete e não envia torpedos'."





8 - As melhores coisas do mundo

"Uma das melhores coisas do mundo é relembrar a minha juventude e perceber que os dramas adolescentes são dramas que encontram ressonância na vida adulta. Este longa-metragem é espontaneamente jovial e refrescante sem ser raso. Ele não escapa das verdades que os adultos também lidam, porque os relacionamentos da escola, família, amigos, etc estão lá juntamente com a nostalgia das melhores coisas do mundo."






7 - Kick Ass Quebrando tudo


"Um filme adaptado dos quadrinhos que virou uma sensação na minha primeira sessão. A resposta imediata foi: "Quero sair por aí chutando o traseiro de gente perversa pois eu também sou uma heroína". De personalidade cool, o longa metragem tem trilha sonora contagiante, um senso de humor divertido, uma hit Girl poderosa, um Kick Ass que é um herói comum como todos nós, além de momentos emocionantes de uma relação pai e filha."





6 - Mary e Max - uma amizade diferente

"É uma daquelas animações bem adultas e melancólicas que põe o dedo nas feridas da alma humana. Aquelas que são mantidas escondidas na solidão do quarto vazio, disfarçadas pela vida neurótica. Aqui elas são desabafadas através de uma bela amizade e, embora seja um processo doloroso, ele também é transformador. É um filme que dialogou comigo, na mais bela espontaneidade e lúcida aceitação."





5 - Coração Louco

"Mesmo que Jeff Bridges ganhou o Oscar 2010 de melhor ator principal por esta atuação, Coração Louco não estava no meu radar. Após assistí-lo, percebi que seria loucura não assistir a este Coração poético que expressa a alma do bom Cinema. A música fala pelo ator, o ator fala pelo filme e, assim, eles se agregam em uma fascinante história sobre a solidão e a redenção de um homem fracassado."






4 - O mensageiro


"Filmes que usam o contexto da guerra nunca me apeteceram muito a ponto de se tornarem os meus favoritos, mas este aqui tem uma mensagem diferente que está acima dos desdobramentos psíquicos de homens que a serviram. Ele expõe a dor dos que ficam em casa aguardando a volta dos seus entes queridos e de como este processo também afeta a vida dos mensageiros com velhos fantasmas da guerra. É um longa metragem que me fez refletir sobre a dor da perda, afinal, também perdemos um pouco de nós nas nossas guerras com o mundo e com nós mesmos."






3 - Como treinar o seu dragão


"Uma animação comovente e bem elaborada que encanta e emociona pela aventura, pela amizade, pelo amor e, principalmente, pela lealdade que tem sido tão rara na humanidade. Definitivamente, uma das minhas melhores gratas surpresas cinematográficas porque se torna muito mais do que uma mera animação, ela abre o olhar para mudarmos o nosso próprio olhar sobre os outros. Abaixo preconceitos e julgamentos equivocados, sempre há uma beleza interior além das aparências, sempre há a chance para uma conexão."






2 - Tropa de Elite 2


" Surpreendeu-me a cada cena a ponto de eu dizer: Parabéns Padilha, que direção e roteiro! Que olhar e fluidez fílmica! Que elenco! Não há dúvidas que ele é um admirável diretor desde o primeiro filme, mas em Tropa de Elite 2, ele se supera. O contexto sócio-político da película dialoga com as minhas queixas e preocupações de cidadã Brasileira e, com isso, o filme é vivo, engajado, contemporâneo. Devo dizer que meu deleite cinéfilo é notar que tudo foi escancarado e as máscaras caíram."





1 - Copia Fiel

"Um filme tão fluído e envolvente que me levou a observar uma discussão de relação que nem eu mesmo tenho certeza se o relacionamento é original ou uma cópia fiel, mas isso pouco importa porque Copia Fiel é uma autêntica jornada a uma DR que foge do convencional e mergulha no que naturalmente vêm à tona. É como aquelas raras conversas que consigo ter com raras pessoas. Nisso reside a beleza deste longa-metragem na qual o tempo existe em sua mais perfeita atemporalidade e, com ele, coexisto em sintonia com o diálogo deste casal."

Vencedores - SAG Awards 2011

"A premiação do SAG revela mais uma vez ser mais objetiva, coerente, fluída e reveladora do que a do Globo de Ouro, a começar porque não colocou A rede Social, queridinho dos críticos americanos no pedestal. Dentre os vencedores do Cinema, destaque especial para o atrativo elenco de O Discurso do Rei, filme que também abocanhou a estatueta de melhor ator principal ao competente e continuamente emergente Colin Firth, que já merecia prêmios desde sua esplêndida atuação em Direito de Amar. Agora, esperemos o Oscar do ano!"



Cinema


Melhor ator coadjuvante
Christian Bale - O Vencedor
John Hawkes - Inverno da Alma
Jeremy Renner - Atração Perigosa
Mark Ruffalo - Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush - O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams - O Vencedor
Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei
Mila Kunis - Cisne Negro
Melissa Leo - O Vencedor
Hailee Steinfeld - Bravura Indômita

Melhor ator protagonista
Jeff Bridges - Bravura Indômita
Robert Duvall - Get Low
Jesse Eisenberg - A Rede Social
Colin Firth - O Discurso do Rei
James Franco - 127 Horas

Melhor atriz protagonista
Anette Bening - Minhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman - Rabbit Hole
Jennifer Lawrence - Inverno da Alma
Natalie Portman - Cisne Negro
Hilary Swank - Conviction

Melhor elenco
Cisne Negro
O Vencedor
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
A Rede Social

Melhor elenco de dublês
Zona Verde
A Origem
Robin Hood



Televisão

Melhor elenco em série de TV (drama)
Boardwalk Empire
The Closer
Dexter
The Good Wife
Mad Men

Melhor elenco em série de TV (comédia)
30 Rock
Glee
Hot in Cleveland
Modern Family
The Office

Melhor ator em série dramática
Steve Buscemi - Boardwalk Empire
Bryan Cranston - Breaking Bad
Michael C. Hall - Dexter
Jon Hamm - Mad Men
Hugh Laurie - House

Melhor atriz em série dramática
Glenn Close - Damages
Mariska Hargitay - Law & Order: SVU
Julianna Margulies - The Good Wife
Elisabeth Moss - Mad Men
Kyra Sedgwick - The Closer

Melhor ator em série cômica
Alec Baldwin - 30 Rock
Ty Burrell - Modern Family
Steve Carell - The Office
Chris Colfer - Glee
Ed O'Neill - Modern Family

Melhor atriz em série cômica
Edie Falco - Nurse Jackie
Tina Fey - 30 Rock
Jane Lynch - Glee
Sofia Vergara - Modern Family
Betty White - Hot in Cleveland

Melhor ator em minissérie ou telefilme
John Goodman - You Don't Know Jack
Al Pacino - You Don't Know Jack
Dennis Quaid - The Special Relationship
Edgar Ramirez - Carlos
Patrick Stewart - Macbeth

Melhor atriz em minissérie ou telefilme
Claire Danes - Temple Grandin
Catherine O'Hara - Temple Grandin
Julia Ormond - Temple Grandin
Winona Ryder - When Love in Not Enough: The Lois Wilson Story
Susan Sarandon - You Don't Know Jack

Melhor elenco de dublês em série de TV
Burn Notice
CSI: NY
Dexter
Southland
True Blood

Prêmio especial pela carreira
Ernest Borgnine