segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Entre Lençóis - 2008


Assistir Entre Lençóis após 9 1/2 semanas de amor pode ser altamente broxante. Juro-lhes que eu quase abandonei "entre lençóis" e fui me divertir entre meus lençóis (risos) e, durante boa parte do filme, fiquei a pensar que o roteirista Rene Belmonte deveria ter adotado a tática de Adrian Lyne, ou seja, colocar o casal para transar de forma mais espontânea e erótica ao invés de enchê-los com diálogos cansativos e patéticos dignos de um roteiro mal mensurado, enjaulados em um quarto de motel horroroso, sem estética e com uma fotografia pobre. O filme brasileiro baseado no original latino "Entre Sabanas" do mesmo diretor Gustavo Nieto Roa e estrelado pelos belos Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira é um teste de resistência ao mais otimista dos cinéfilos ao expor um casal desconhecido que após se conhecer na balada, vai direto ao motel e, entre algumas trepadinhas básicas e algumas conversas que soam como forçadas e complexas demais para o "one night stand", os protagonistas chegam a fantasiar que ficariam juntos. Sem dúvidas, eu deveria ter sabido que meus lençóis seriam muito mais divertidos, principalmente após dar uma de voyeur contemplando o bumbum de Mr. Gianecchini.



A propósito, Reynaldo Gianecchini é Roberto que antes de conhecer Paula (Paola Oliveira) acabou de terminar uma relação de 3 anos com Cris. Paula vai se casar no dia seguinte com Marcos, logo entre o fim de uma relação e a consolidação de outra, estão Roberto e Paula tendo uma festinha privê no motel VIP, famoso no Rio de Janeiro. No começo do filme, a transa promete: beijos selvagens, pegadas fortes e o tesão a mil por hora. Corpos nus belíssimos e o carisma dos atores, o grande apelo para a audiência nacional, parece funcionar, no entanto após uns 20 minutos de filme, o roteiro se torna um desafio para aguentar os outros 76 minutos de duração do filme .Entre transas e briguinhas rápidas e infantis, Roberto e Paula começam a trocar confidências que vão desde brincar de momento "intimidade" até começar a fantasiar que estão apaixonados, indicando que deveriam ficar juntos após a noite de sexo. Neste ponto, o filme peca, não somente pelo diálogo em si, o que seria produtivo se ele não fosse tão extenso e artificial, mas pelo inusitado explorado nesta noite com um roteiro arrastado que tenta sobreviver a qualquer custo até mesmo com devaneios românticos. Além disso colocar Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira em um quarto de hotel trancafiados a quatro chaves é um grande desafio aos atores que, embora o tenham segurado com competência, ainda assim deixou-me sem um pingo de paciência com relação à fotografia mal feita, quase claustrofóbica, fora que há momentos cômicos no filme que me fizeram rir, rir e rir, de forma negra.



Vejamos algumas pérolas dignas a serem incluídas na sessão Madame Lumière pede socorro durante o filme(e reforço que não é que eu não seja romântica e um pouco psicologicamente poliana, mas pelo amor de Deus, lembrem-se que isso é uma transa casual entre desconhecidos cujo roteiro é empurrado às últimas até acabar o filme. Eu prefiro acreditar que, de forma factível, atitudes movidas por paixão como esta acontecem a partir, no mínimo, da segunda transa ou terceira transa e/ou encontros):

- Paula e Roberto confessam que estão se "envolvendo", pelas minhas contas, antes do quarto gozo.
- Roberto faz uma surpresa romântica para Paula e deixa o quarto cheio de rosas desde o chão até a cama.
(surreal demais para uma transa pós balada... o que a falta de um enredo pode causar a um filme!)
- Em uma romântica cena, ambos vão ver o amanhecer na sacada do quarto e, de repente, o celular de Roberto toca, toca e toca insistentemente. Ele fica com cara de mané sem atendê-lo porque é a Cris quem está lhe chamando e permanece olhando para Paula que se irrita e pede para ele colocar no vibra-call. (quanto constrangimento desnecessário!)
- Após ler a mensagem de Cris(a mulher de Roberto) no celular dele, Paula faz um drama de que ficou com medo de perdê-lo, de entregar os sentimentos dela de "bandeja" e ficar sem Roberto. Ela diz que precisava sentir nele esta "firmeza" e ele responde "Você também não acha que isso é difícil para mim"? (pasmem! eles estão delirando em um show privativo de fantasias românticas pós coito).
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Paula diz para eles ligarem para Marcos e Cris e dizerem toda a verdade a eles, começando a relação tudo do zero. (risos... ela vai se casar mesmo?, afinal Roberto tem menos a perder do que ela, segura seu Marquito, querida!)
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Roberto diz que Paula é a mulher mais sensacional do mundo e que ele não tem raiva de mais ninguém (???) após conhecê-la, por isso não pode tratar Cris de qualquer jeito e, emenda: "Você acha justo partir o coração de Marcos assim também"? (momento "vamos relativizar as coisas" e matar um pouco mais o filme)
- Roberto diz: "Agora para sempre será só nós dois". ( Eu quero o corpinho e a loucura do Gianecchini)
- Após definirem que a fantasia é a única coisa que sobrará desta longa noite, mais uma transa rápida e romantizada entre as pétalas de rosas. (inesquecível, não? para esquecer o filme de vez e lembrar que as rosas são eternas...risos)




Sinceramente, agora tirando o trigo do meio do joio, penso que Gustavo Nieto Roa e Rene Belmonte tiveram uma boa intenção com o filme, recriando este cenário entre lençóis de dois amantes desconhecidos que desfrutam o prazer e colocam à prova seus próprios sentimentos afetivos, neste sentido, não tiro o mérito da intenção da fita, mas ao invés de apreender o interesse e a satisfação da audiência com uma sensual performance e um diálogo mais equilibrado, Entre Lençóis acaba empurrando a si mesmo como se não houvesse mais opção nem mesmo para a ação e os diálogos das personagens. A culpa é mais do roteiro que se torna ainda pior com o cenário e, neste ponto, deveriam ter sido melhor trabalhados de forma a não serem tão exaustivos.


Em alguns momentos do filme, Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira já não tinham mais posições para mostrar outros focos de seus corpos nus, usados de forma apelativa, muito menos assunto interessante para conversar logo começaram a fantasiar a relação e, ainda que eu seja mais "pé no chão e muito esclarecida" com relação a sexo casual me preservando como uma mulher romântica, estou segura de que o filme forçou demasiado este romantismo enganoso com evocativas fantasias de que poderiam ficar juntos e de que estavam sentindo um "algo a mais". N
ão acho impossível que eles pudessem ficar juntos, mas não seria uma decisão que chegaria a ser tomada seriamente em uma madrugada em um quarto de motel pós fervor baladeiro, a relação poderia evoluir em outro segmento de ações caso este fosse o intuito do roteiro, logo para Roberto e Paula este roteiro foi forçado demais e se tivessem tomado umas biritas, transado como coelhos e rido como palhaços o filme poderia ser menos trágico. Convém comentar que, como ocorrido no filme, muitas vezes o sexo bom faz a gente fantasiar que aquela noite louca de sexo casual pode se desenvolver para algo mais profundo, o sexo é tão bom que pensamos que estamos nos apaixonando ou, no mínimo, a vida afetiva está tão confusa em meio à insegurança e aos conflitos que o vazio da alma e do corpo é preenchido com o fogo que recarrega as esperanças em uma incrível noite de sexo que pode ser transfromado em um potencial amor. Apesar de considerar o filme abaixo da média, penso que este seja o ponto desta produção cinematográfica, uma intimidade entre lençóis que se converte em questionamentos sobre o próprio curso das vidas de Roberto e Paula. Um curso que não mudará de curso após uma perene fantasia entre ambos e muito menos de lençóis.

Avaliação Madame Lumière


Título original: Entre Lençois
Origem: Brasil
Gênero: Drama, Romance
Duração: 96 min
Diretor(a):
Gustavo Nieto Roa

Roteirista(s): Rene Belmonte
Elenco:
Reynaldo Gianecchini, Paola Oliveira

domingo, 27 de dezembro de 2009

9 1/2 Semanas de Amor ( Nine 1/2 Weeks) - 1986



Nesta última semana fui tomada por um sentimento saudosista de alguns filmes nos anos 80 e 90, aqueles filmes que foram lançados quando eu era jovem e imatura demais para captar a mensagem do enredo. De fato, eu era ainda uma criança em um corpo que já começava a arredondar suas curvas, então como eu poderia entender de filmes com temas mais adultos, por mais que eu já era uma pré-adolescente emancipada? Eu até os compreendia um pouco com minha precoce malícia cinéfila mas não havia mergulhado profundamente nestas pulsões tão íntimas que do inconsciente se tornam tão conscientes. Dentre estes filmes, se destacam os dirigidos por Adrian Lyne e sua mente sexual não pornográfica, capaz de ser usada para dirigir filmes que despertam os desejos mais deliciosamente obscuros nos corpos e nas almas dos amantes, dentre eles: Atração Fatal, 9 1/2 Semanas de Amor e Proposta Indecente, além de outros mais como Lolita e Infidelidade, estes dois últimos mais recentes.






9 1/2 Semanas de Amor foi o primeiro deles pelo qual eu estava empolgadíssima a desvendá-lo minuciosamente. Já não me lembrava de absolutamente nada no enredo, a não ser que Kim Bassinger e Mickey Rourke tinham uma química e uma atração sexuais acima da média dos casais do Cinema, que eles haviam sido os amantes cult, cool e libidinoso da década de 80 realizando várias fantasias que foram reproduzidas por homens e mulheres em todo o mundo e que Mickey Rourke foi um dos primeiros atores a me fazer desejar ser uma atriz de cinema, ou melhor, ser Kim Bassinger sendo vendada para sentir somente o toque dele e ser excitada por aqueles olhos fascinantes mirando o meu corpinho.




Nesta produção cinematográfica, Kim Bassinger é Elizabeth, uma mulher recém separada que trabalha em uma galeria de arte e que é mais introspectiva, aparentando não colocar em prática sua cativante beleza. Ela encontra John (Mickey Rourke), um homem sensual, lindo e misterioso em um dia e situação cotidianos enquanto ela comprava alimentos em uma loja. Naquele momento, os olhares se cruzam, pelo menos, fica nítido que ela achou ele um tesão (veja o olhar de Kim Bassinger, perfeitamente sexy e um dos melhores flertes do cinema). Em um outro momento, eles se encontram por acaso e começam a sair, já dando os primeiros sinais de intimidade como a famosa cena que ela sente prazer com os olhos vendados e as gotas de cubo de gelo percorrendo o seu corpo esguio com destaque para os seus lábios carnudos e seu belo par de seios. Qual mulher não queria ser ela com aqueles olhos sensuais bem marcados, revirando de um lado para o outro com às loucuras libidinosas de John a levando às alturas do gozo? A madame queria.



A partir daí, a dócil Elizabeth mergulha nas fantasias conduzidas por John que, aliás, é um sádico na maneira mais positiva que possa haver: daquela forma mais disfarçada e elegante na qual se sabe que tem requintes cruéis de sadismo mas que fazem a mulher gozar entrando no lado "cachorrinha" dela . Praticamente, Elizabeth é uma submissa que cai no jogo sexual deste intrigante homem que cumpre a fantasia de boa parte das mulheres: o estranho belo homem bem sucedido que liberta a mulher em seus desejos mais intensos e eróticos, sem chance para falsos moralismos e promessas de compromissos. Contanto que a mulher não se apaixone (como foi o caso de Elizabeth), John é absolutamente o homem que toda a mulher deveria encontrar uma vez na vida em uma jornada sexual que ponha em prática todo o tesão enrustido que só pode ser libertado com um bom condutor. Ele é um canalha doente, mas um canalha bonito, quente e delicioso e a intimidade que ele propõe a Elizabeth faz com que a vida apática dela se tornasse mais conflituosa mas também mais divertida, afinal tudo tem um preço nesta vida.





O filme, embora nulo em enredo, foi bem construído na minha opinião para o que ele se propõe a fazer e Adrian Lyne é o melhor diretor em expor a alma erótica dos casais em filmes que não são etiquetados como eróticos. Basta lembrar de casais como Michael Douglas e Glenn Close em Atração Fatal e Diane Lane e Olivier Martinez em Infidelidade e temas como o adultério que se misturam ao prazer . Eu gosto desta capacidade que ele tem de entrar abertamente nos desejos femininos que muitas vezes são podados em filmes e como estes desejos sexuais são tão íntimos da alma feminina, como eles podem ser tão (in)sanos quando são concretizados, alcançando uma cura e libertação que também traz sofrimento. Esta sexualidade e sensualidade em suas produções atiçam o desejo da platéia que simplesmente não deseja prestar atenção aos diálogos, a idéia é fazer o que o público quer: contemplar o sexo permitido nas salas de cinema convencionais e que está guardado no depósito da alma erotizada. Na minha opinião, isso é recorrente nos principais filmes de Adrian Lyne, a tensão sexual que é desdobrada em outras questões do universo dos amantes como o adultério, a loucura, a dúvida, o amor, a violência psicológica,etc e que acabam sendo um espelho de nossos inquietantes conflitos afetivos.



9 1/2 Semanas de Amor é mais um microcosmo das relações afetivas com a assinatura de Lyne no qual as palavras não são necessárias, só o sexo e o prazer e a realização dos mesmos sem qualquer imposição de regras. Fantasias clássicas são realizadas como transar em um beco e na cozinha, ser vendada dando espaço a inúmeras sensações, ser tocada por uma mulher enquanto o homem é um voyeur, se masturbar em um lugar inusitado tendo os pensamentos tomados e atiçados por um homem, fazer um strip tease ao som de uma sexy música, etc. Por tudo isso é que Elizabeth e John praticamente não têm diálogos porque o relacionamento está fadado ao fracasso, porque não interessa ter um enredo baseado em discutir a relação e construir um alicerce para o futuro afetivo. John já estava acostumado a pôr em prática os seus joguinhos sexuais, mas Elizabeth entrou como uma ingênua mulher que cede ao prazer ( e quem não cederia ao jovem Mickey Rourke antes de se destruir com as cirurgias plásticas mal sucedidas?), com isso, ela se divide entre as delícias do amor e do sexo e a via crucis de estar com um homem que "não é dela", mas que, por um inesquecível e curto período estará "dentro dela".

Avaliação Madame Lumière





As melhores canções desta trilha sonora inesquecível


MusicPlaylist
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Título Original: Nine 1/2 Weeks
Origem:
Estados Unidos
Gênero(s):
Drama
Duração:
112 min
Diretor(a):
Adrian Lyne

Roteirista(s): Adrian Lyne
Elenco:
Mickey Rourke, Kim Basinger, Margaret Whitton, David Margulies, Christine Baranski, Karen Young , William De Acutis, Dwight Weist, Roderick Cook, Victor Truro, Justine Johnston, Cintia Cruz, Kim Chan, Lee Lai Sing, Rudolph Willrich

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Amor pede passagem ( Management ) - 2008




O Amor pede passagem é a nova comédia romântica estrelada por Jennifer Aniston e Steve Zahn e dirigida pelo quase estreante Stephen Belber. Fielmente fazendo jus ao gênero comédia romântica, o enredo gira em torno do encontro de Mike (Steve Zahn) e Sue (Jennifer Aniston) seguindo de um desencontro antes de um novo reencontro, assim como o amor o é para os mais afortunados. Embora não haja grandes surpresas aqui, o filme é mais contido em comparação aos seus concorrentes. Não há momentos hilários e muito apaixonados que tanto fascinam os corações românticos, logo a primeira impressão que tive é que O Amor pede passagem é uma história baseada no amadurecimento do amor e dos protagonistas, o que a torna um pouco mais "profunda" ainda que perca seu conteúdo cômico.



Mike é um jovem que vive em Kingman, uma cidade no interior do Arizona, totalmente tranquila e, também chata para se adequar à coerência do filme e ao personagem de Steve Zahn que, embora um homem muito bacana, simples e divertido, é imaturo soando no início como um imbecil. Ele vive com os pais no hotel da família, pratica yoga e não tem todos aqueles atrativos de um jovem sedutor. Certo dia ele conhece Sue, uma executiva que vende quadros a empresas que se hospeda no hotel durante uma viagem de negócios. Inevitavelmente, Mike se sente muito atraído por ela e a visita no período noturno, oferecendo bebidas por conta da casa, sem ao menos saber flertar mas fazendo o carinhoso esforço de agradá-la. Para a sorte dele, sua estratégia funciona. Pinta uma atração entre ambos após Sue deixá-lo colocar a mão no traseiro dela (ótimo!) e, então, no dia seguinte eles transam (sim, somente no dia seguinte... risos). Logo mais, seguindo o ditado reestruturado: "transa de verão nem de negócios sobe no avião", Sue vai embora para Maryland, cidade onde mora e trabalha deixando Mike apaixonado.

Alinhar ao centro
O espontâneo e "fofo" Mike se vê perdidamente louco por ela, viaja para Maryland com o último tostão que tem investido em uma passagem só de ida e lá reencontra Sue, no entanto, seguindo aquela lógica feminina que antagonicamente é confusa, Sue se diverte muito com ele, se sente atraída pelo jeitinho caipira e romântico de Mike mas não quer nada sério ainda que o tenha revisitado em Kingman em uma das vezes. Acaba voltando para o ex- namorado Jango, um ex-punk e milionário empresário de iogurtes interpretado por Woody Harrelson com o qual junta os trapos para depois casar.



Neste enredo que costuma ser comum em algumas histórias afetivas, Mike e Sue são dois solitários, dois opostos que têm uma "aura atrativa" bem próxima por terem um tipo de complementaridade entre ambos. Embora ela seja uma executiva altruísta e ele seja um apaixonado que "não tenha onde cair morto", ela vem de uma família desestruturada e só tem a mãe com a qual tem uma relação distante. Ele acaba perdendo a mãe e tem um pai que não gosta de pessoas, logo tanto Mike quanto Sue acabam tendo uma afinidade por terem bons corações que vêem uma companhia um no outro. A diferença reside que Sue não se vê morando em uma cidadezinha pacata e muito menos com Mike e, para levar seus sonhos altruístas de ajudar moradores sem teto, ela acaba se aliando a Jango que a faz administrar um fundo beneficiário de atividades socialmente responsáveis. Por outro lado, Mike é um meninão que, no começo, deixava aflorar nenhum tipo de objetivo na vida, era um homem que seguia seus instintos apaixonados e atravessava estados atrás de Sue a tal ponto de ir atrás de seu amor em Washington onde ela havia ido morar com seu namorado após reatar o relacionamento. Definitivamente, Mike tinha carisma mas estava fora do padrão de homem de uma mulher executiva e que pensa no futuro.




Por isso, Amor pede passagem é como pedir passagem ao amor, tirando estes obstáculos baseados em conceitos pré-concebidos que colocamos na cabeça, principalmente as mulheres exigentes. Mike acaba se apaixonando da forma que toda mulher quer ser amada, com um toque de insanidade, de tirar o homem do sério a tratando como uma deusa, como a única mulher que interessa na face da terra, no entanto, preocupados em nossos objetivos profissionais e visionários acabamos sendo seletivos com o tipo de amor que queremos nos apaixonar, acabamos fazendo sacrifícios e esquecemos de nós mesmos, esquecemos de ter uma vida mais espontânea e lembramos sempre de pensar muito antes de viver. Há uma parte do filme que, considero a mais bonita e reveladora, quando Mike diz para Sue algo assim : "Você se preocupa em salvar as pessoas do mundo exceto a você mesma".

É isso... o amor tem que pedir passagem para que não morramos um pouco mais, mas ele só abrirá passagem se permitamos que ele opere.

Avaliação Madame Lumière



Título Original: Management
Origem:
Estados Unidos

Gênero(s):
Comédia Romântica
Duração:
94 min
Diretor(a):
Stephen Belber

Roteirista(s): Stephen Belber
Elenco:
Jennifer Aniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, James Hiroyuki Liao, Woody Harrelson, Katie O'Grady, Yolanda Suarez, Kevin Heffernan, Don Burns, Kimberly Howard, Collin Crowley, Gilberto Martin del Campo, Mark Boone Junior, Garfield Wedderburn

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Sequestro do Metrô 123 ( The Talking of Pelham 123 ) - 2009


Antes de começar a contar-lhes minha experiência cinéfila com O Sequestro do Metrô 123 , dirigido por Tony Scott e estrelado por outros dois titãs: Denzel Washington e John Travolta, eu preciso desabafar: - Eu não assisti ainda o original com 1974. Por conta disso, entrei em contato com a produção mais recente na melhor forma que um louco por cinema pode entrar: sem nenhum pré-conceito sobre o filme. Entrei na trama consideravelmente pura! No entanto, de forma antagônica (e confesso que sou bastante dual em algumas situações), minha expectativa existia e tinha um rastro de exigência bem apurado por causa de Tony Scott (que tem no seu background filmes como Top Gun-Asas Indomáveis, Inimigo do Estado e Chamas da Vingança) e Denzel Washington (um dos poucos atores que admiro de forma completa por conta de uma ótima equilibrada performance em inesquecíveis filmes como Filadélfia, Duelo de Titãs, Dia de Treinamento, Um ato de coragem, O Gângster, Sob o Domínio do mal, Chamas da Vingança. etc.). Ufa!




O filme é uma refilmagem de "O Sequestro do Metrô" de 1974 que foi protagonizado por Walter Matthau e Robert Shaw que, respectivamente, agora são representados por Denzel Washington e John Travolta . A trama é focada no sequestro de um trem do mêtro por bandidos que mantém reféns a bordo e pedem um resgate milionário para libertá-los. No filme do inglês Tony Scott, o líder dos bandidos é Ryder (John Travolta) e, do outro lado, Garber (Denzel Washington) é o funcionário rebaixado do mêtro que após ser acusado de receber propinas em uma negociação de trens acaba sendo controlador do tráfego do metrô. Por um lance do destino e uma pressão do contexto, Garber se torna o negociador deste sequestro e a única pessoa com a qual Garber aceita conversar para libertar os inocentes passageiros.





O
thriller gira em torno desta negociação e não há emocionantes e exagerados momentos de ação, por isso, filmes com Tony Scott seguem a própria estética dele, por sinal muito técnica, que acaba exigindo bem mais do elenco principal e dos diálogos o que, felizmente, Denzel e Tony fizeram bem. Não fiquei surpresa em não ver aquela correria básica em cena, porque eu conheço o trabalho de Tony Scott e, de forma muito evidente, ele faz exatamente em cena o que ele fez com Deja Vu, Jogos de Espiões e tantos outros, principalmente em Deja Vu cujo lance da câmera parecia mais uma sensação de Deja Vu diante dos meus olhos. Neste ponto, não nego que, embora ache Tony Scott um competente diretor, acho que ele me cansa com este jeito "britânico" de ser muito corretamente técnico e estético (e, saibam que meu olhar é muito estético e com grande sensibilidade artística mas eu ainda valorizo a espontaneidade de uma direção). Há horas que percebo que falta isso nele ao dirigir a cena e deixar a sequência mais natural, mais fluída e não tão dependente da técnica. Pior ainda é pensar que ele não consegue largar este vício entre um filme ou outro que, sob este aspecto, acabam estressando os olhares cinéfilos que conhecem o trabalho dele e sua fixação por seu próprio estilo.



Tony Scott adora focos direcionados, entre um quadro e outro, mais imediatos em alguns momentos e em outros não mas que, na estética geral, dá uma idéia bem fixa de como ele é meticulosamente organizado na forma de dirigir, como se ele manipulasse a câmera de forma a pintar a própria tela com os seus milimétricos e variados focos. Neste ponto, ele tem o gosto apurado, mas isso pode cansar os cinéfilos mais atentos que absorvem os estilos de grandes diretores. Tony adora uma câmera que dá uma tensão ao suspense sem fazer barulho de carros explodindo e homens atirando uns nos outros, sem usar estes recursos como "muleta", o que acho ótimo, contanto que a tensão tenha "vida" na vida do espectador durante e após o filme e, honestamente, não senti vida em O Sequestro do Mêtro 123, principalmente considerando quão tenso deveria ser um sequestro. Embora assuma que não é um filme péssimo e, felizmente, os protagonistas o salvam, penso que quando um diretor decide refilmar um grande clássico, ele tem que saber muito bem como superá-lo a fim de não fazer um filme "fácil de esquecer". Tony Scott se esqueceu deste importante pequeno detalhe.




Das duas atuações, embora John Travolta esteja ótimo como um viciado jogador da bolsa de valores e bandidão focado em obter o milionário resgate e fazer pressão psicológica nos outros, Denzel Washington tem o personagem que julgo mais interessante para tirar um aprendizado do filme. Ele, sendo acusado por obter propinas da empresa, se vê em uma situação humilhante que é ser rebaixado no cargo e ainda lidar com as piadinhas de um intolerante colega de trabalho. Agora, estando em sua posição "subalterna", ironicamente, ele vira o centro da trama, ou seja, dele também dependem as vidas de vários reféns, principalmente quando Ryder o obriga a entrar nos trilhos do metrô para levar o pagamento, já antecipando que Garber é de suma importância para dirigir o trem da fuga cujo manobrista foi morto.

O interessante no enredo (e seu melhor momento) é que, antes deste acontecimento, Ryder (
que está com acesso à internet), descobre que Garber está sendo acusado de corrupção, então ele acaba forçando Garber a contar a verdade na frente de todo mundo, inclusive da polícia, como se no meio da negociação houvesse um rápido e decisivo tribunal cujo réu é Garber. Garber acaba confessando que recebeu propinas para ajudar na eduçação dos filhos e o mocinho vira bandido confesso despertando na audiência aquele conflito complicado que é a relativização da culpa, ou seja, Garber cometeu um ato ilegal por um "humano e paterno" motivo mas é potencialmente o herói da história. O máximo do filme é que Garber consegue se redimir com o próprio Estado de Nova York , através do seu comprometimento em favor da justiça, afinal, ele é a única pessoa que tem acesso a Ryder, uma oportunidade de fazer justiça e não se igualar à bandidagem.

Avaliação Madame Lumière

Título Original: The Talking of Pelham 123
Origem:
Estados Unidos
, Inglaterra
Gênero(s):
Suspense, Ação
Duração:
106 min
Diretor(a):
Tony Scott

Roteirista(s): Brian Helgeland, John Godey
Elenco:
Denzel Washington, John Travolta, Luis Guzmán, Victor Gojcaj, John Turturro, James Gandolfini, Michael Rispoli, Ramon Rodriguez , Saidah Arrika Ekulona, John Benjamin Hickey, Alex Kaluzhsky, Gbenga Akinnagbe, Katherine Sigismund, Jake Richard Siciliano, Gary Basaraba

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Novidades no Amor ( The Rebound ) - 2009


Novidades do Amor é a nova comédia romântica com Catherine Zeta-Jones que também tem no currículo um filme deste gênero que me apeteceu bastante que é Sem Reservas (No Reservations) com Aaron Eckhart no qual eles fazem um casal de chefs de cozinha que se apaixonam. Embora não ache Catherine engraçada, confesso que ela tem carisma em cena, incrivelmente tendo um humor totalmente fora do padrão que me soa como um "humor contido, mais sério, mais maduro", por isso costumo gostar dela neste gênero e acho que ela dá um charme à comédia exatamente por ter este perfil diferenciado. Mais uma vez, Novidades do Amor comprova isso.



No enredo, Catherine Zeta-Jones é Sandy, uma mulher de 40 anos que descobre a traição do marido, decide se separar e morar com os filhos em um pequeno apartamento na cidade grande. A partir daí, ela começa a fazer tudo que não fazia há anos: trabalho fora de casa, academia, encontro às cegas e principalmente ser dona do próprio nariz. Neste processo de mudança, ela conhece Aram (Justin Bartha), um jovem de 25 anos que se torna a babá de seus dois filhos. Embora jovem e sem um emprego que reluz aos olhos, Aram é tudo o que uma mulher quer na vida. Além de amar as crianças de Sandy, ele é carinhoso, atencioso, bondoso, amável e vários perfeitos predicativos que parecem surreais à minha triste realidade afetiva (risos). Obviamente, Sandy e Aram acabam se apaixonando e, com isso, Sandy começa a ter a neura clássica de algumas mulheres em idade da loba, ou seja, achar que está velha demais para um cara 15 anos mais novo. Após ter engravidado e sabido que a gravidez foi gerada nas trompas, impossibilitando a continuidade da mesma, Sandy decide romper o relacionamento com Aram. Eles ficam 5 anos distantes um do outro. Ela é promovida. Ele faz uma excursão em vários países do mundo e, para exaltar o romantismo que há no coração de cada cinéfilo, tudo indica que eles ficam juntos neste reencontro.



Gostei do filme por duas razões: A primeira é porque gostei da química do casal, em especial, Aram que, mesmo com a dócil cara de bobinho que tem, ele é bastante fiel e responsável e trata os filhos de Sandy como se ele fosse o pai delas. Isso não tem preço e é muito sexy! A segunda é porque, considerando o que vi no filme (e não só no mundo afora), há mulheres que sofrem tanto no casamento com maridos calhordas como o de Sandy que, quando se separam, a auto-estima delas vai lá para o dedão do pé ou no mais profundo do subterrâneo, logo Sandy acaba por ser um tipo de "diva' para estas mulheres jodidas e até para as que, como eu, acreditam que existem homens como Aram ainda que sejam raros. Sandy acaba vivenciando tudo o que uma mulher na situação dela deseja. Ela é valorizada e amad
a, mesmo tendo 40 anos e dois filhos para criar e praticamente dá a volta por cima, sendo bem sucedida afetivamente e profissionalmente. Não são todos os homens que querem este tipo de responsabilidade de lidar com filhos alheios e com mulher bem melhor posicionada no âmbito profissional com relação a eles.



Por conta deste cenário é que Aram é uma destas espécies Homo Sapiens que trazem novidades para o amor porque o "novo" no homem é exatamente o "tradicional" que a mulher busca. Queremos gentlemen que são leais no amor e, espontaneamente, demonstrem esta dádiva de ser assim, por isso, o final do filme é incrível porque, mesmo após anos e anos distantes, eles se encontram e o sentimento é praticamente o mesmo, além disso, ambos estão exatamente 5 anos mais velhos e a diferença de idade continua a mesma, totalmente se perpetuando assim como o amor que desejamos e que não faz acepção nem de idade, assim como o amor que atravessa o tempo.


Avaliação Madame Lumière


Título Original: Rebound
Origem:
Estados Unidos

Gênero(s):
Comédia Romântica

Duração:
97 min

Diretor(a):
Bart Freundlich

Roteirista(s): Bart Freundlich
Elenco:
Catherine Zeta-Jones, Justin Bartha, Steve Antonucci, Marc Alan Austen, Paul Basile, Robert Bizik, Andrew S. Bradley, Daniel Burress, Megan Byrne, Alana Cadiz, Eliza Callahan, Jordan Carlos, Gary Cherkassky, Andrew Cherry, Jake Cherry

R.I.P Brittany Murphy


A jovem atriz de 32 anos, Brittany Murphy, faleceu este domingo após uma parada cardíaca. Mesmo com os esforços para reanimá-la, não foi possível salvar sua vida. Murphy é conhecida por filmes como Recém casados no qual atua com o ex-namorado Ashton Kutcher, Patricinhas de Beverly Hills com Alicia Silverstone, Garota Interrompida com Angelina Jolie e Winona Ryder e um dos últimos filmes que ela participou, Sin City.

Não se sabe muito sobre as causas oficiais da morte. Há especulações que ela tomava remédios controlados e, nesta ocasião, tomou um remédio para gripe (pasmem!). Eu recebo a notícia com grande pesar porque a achava engraçada e maluquinha, uma garota com tantos sonhos como todas(os) nós e, aparentemente, tinha esta energia mais expansiva.

Em termos de cinema, eu gostava dela nas comédias, principalmente em Recém casados e a Agenda Secreta do meu namorado , por isso acho lamentável uma atriz tão jovem e talentosa perder a vida tão cedo, ainda estou chocada. Brittany, Madame Lumière deseja que você descanse em paz, é tudo o que consigo dizer agora.

Clique aqui para ver a filmografia da atriz.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tá chovendo hambúrguer ( Cloudy With a Chance of Meatballs) - 2009


Assistir Tá chovendo hambúrguer faz adequar-me mais e mais àquela cena típica de gulosos em frente à tela de cinema: a cada aparição de comida no filme, mais comida boca adentro e, eu, que estou em uma fase "gulosa" ultimamente, tenho vontade de entrar neste filme e ser uma habitante da cidade das sardinhas mesmo que eu prefira atum. A nova animação da Sony Pictures, dirigida pelos recém batizados Phil Lord e Chris Miller, conquista não só pelas toneladas de comidas apetitosas em cena, mas principalmente pelo personagem de Flint Lockwood, um cientista nerd surtado e solitário que, desde a infância, sempre quis fazer a diferença na ciência e para a humanidade, no entanto sempre foi um fracassado com experimentos igualmente fracassados. Flint, cuja mãe falecida que mais o apoiava em seus projetos científicos, também não é levado à sério pelo pai, um tradicional pescador.



Um belo dia, Flint, cansado de ver os habitantes locais desta cidade pesqueira vivendo só de sardinha faz com que chova uma tonelada de hambúrguers enviando à estratosfera uma máquina que produz comida . Estando lá a máquina, ela pode ser operada à distância no laboratório de Finn e produzir centenas de cardápios inimagináveis. Esta proeza do jovem cientista de conseguir uma inusitada e milagrosa chuva "alimentar" cria uma grande alegria na população, desperta os interesses financeiros do inescrupuloso e ambicioso prefeito da cidade e faz com que Flint, antes esquecido, seja valorizado na cidade. A vida dele muda rapidamente assim como passar no fast food e fazer uma "boquinha".



Embora o enredo não seja tão humorístico a ponto de fazer eu ter dor de barriga de tanto rir, o considero adorável porque é uma idéia original em animações, além disso a forma que o filme foi produzido em cena é bem diferente, também visualmente, do estilo de outras produções de animação mais clássicas como as dos estúdios da Disney e das exponencialmente tecnológicas da Pixar. Logo, há uma "certa modéstia" na animação que não invalida o efeito incrivelmente fantástico e realístico de comidas aparecendo em todos os focos de cena possíveis. Além disso, em termos de enredo qualitativo, Flint é um jovem cientista, ignorado e/ou tolerado e totalmente enquadrado no estereótipo de nerds, ou seja, ele vive uma vida mais reclusa em seu laboratório e, mesmo que não conviva com uma turma de amigos e uma namorada e não seja querido por todos, ironicamente, ele quer fazer o bem por todos e, consequentemente, a si mesmo como qualquer jovem bondoso e sonhador.



Flint é contratado pelo prefeito da cidade para criar vários cardápios e projetar uma nova cidade " A boca cheia" que ganharia a atenção do mundo com seu parque de sorvete, sua piscina de cheddar e tantas outras delícias mirabolantemente implementadas na infraestrutura da cidade, com isso, a cidade receberia a projeção da mídia e uma leva de turistas. Neste contexto, há uma relevante mudança comportamental em Flint e, muito mais no prefeito, ambos, mesmo em graus diferentes de gravidade, se tornam ambiciosos como ter uma gula exagerada por notoriedade e prosperidade, este é um ponto interessante no comportamento de Flint que, de tão cego, acaba brigando com o pai e com a potencial namorada (a jovem jornalista metereologista Sam) .

Flint, sendo um pouco mais ingênuo, acaba caindo na pressão do prefeito e, não se dando conta de que o sucesso da cidade representava o fracasso do seu pai que aparece em cena tristonho e com seu negócio de sardinhas falido. Além disso, uma catástrofe está prestes a acontecer, a máquina tem um limite para sintetizar alimentos sem que os mesmos sofram mutações. Este limite é atingido e comida gigante começa a cair do céu, pondo em risco a segurança de toda a humanidade. Com isso, felizmente Flint cai na real e luta para reverter a situação. Ele ganha um final feliz com um pai mais próximo e uma nova namorada também nerd.



Basicamente, Tá chovendo hambúrguer tem uma lição de moral que, não necessariamente, é levantar bandeiras contra cadeias de fast foods e qualquer espécie de junkie food e pregar o "diga não ao fat hambúrguer" às crianças. Eu o vejo de uma forma mais profunda que atinge uma crítica a qualquer tipo de indústria e indivíduo cuja ganância é elevada a um egocêntrico fora do comum, preocupados somente com uma gula "pessoal" que não é por comida, mas por poder e por conquistas, ainda que isso possa colocar em risco o homem, a cidade e a natureza. É o que vimos mais no comportamento do prefeito mas também em Flint, em uma parte do filme que marca seu comportamento alterado e focado no seu "ego", o lançando a este incontrolável desejo de produzir comida sem qualquer prévio discernimento com relação a limites. Embora Flint seja jovem, esta "ingênua ganância" pode ocorrer com qualquer um de nós, levados a atingir uma meta, muitas vezes na melhor das intenções, o ser humano abre uma exceção ali , outra acolá e , quando percebe o que fez de errado, o preço é muito alto. Chovem problemas e a alma carece de ensolaradas soluções.


Avaliação Madame Lumière


Título Original: Cloudy With a Chance of Meatballs
Origem: Estados Unidos
Gênero(s): Animação, Família, Infantil
Duração: 90 min
Diretor(a): Phil Lord, Chris Miller
Roteirista(s): Judi Barrett, Ron Barrett, Phil Lord, Chris Miller
Elenco: Bill Hader, Anna Faris, James Caan, Andy Samberg, Bruce Campbell, Mr. T, Bobb'e J. Thompson, Benjamin Bratt, Neil Patrick Harris, Al Roker, Lauren Graham, Will Forte, Max Neuwirth, Peter Siragusa, Angela Shelton.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Era do Gelo 3 ( Ice Age: Dawn of Dinosaurs ) - 2009


A excepcional animação A Era do Gelo 3, dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha, continua agradando adultos, jovens e crianças e reforçado o quanto as animações atuais, com seus altos investimentos em tecnologia e imensurável criatividade humana, continuam cada vez mais performáticas em realismo nas telas de Cinema. Além de ter superado mais uma vez em sucesso de bilheteria no Brasil, a Era do Gelo 3 está com personagens novos e o enredo mais focado nos valores de amizade e família como lealdade, soliedariedade, amor e união, com Manny, Ellie, Scrat, Diego e Sid melhor desenvolvidos.



Desta vez, os mamutes Manny e Ellie terão uma filha, o tigre Diego vivenciará um impasse entre deixar ou não a convivência com os amigos, Sid encontrará uma família adotando filhos de dinossauros e Scrat, incansavelmente em busca de sua noz, encontrará um amor. Quanto aos personagens novos, destaque especial para os dinossauros e seu mundo diferente que, se apresentará, mais intenso, mais perigoso, mais emocionante trazendo novas imagens coloridas e vivas à Era do Gelo e um personagem insanamente hilário , a doninha caçadora de dinossauros Buck - um tipo de "Indiana Jones da Era do Gelo".


A Era do Gelo 3 é diversão garantida e, em um mundo contemporâneo, no qual as crianças perderam bastante a magia do "ser autenticamente infantil", o filme equilibra o ser criança e o aprender valores que serão base para a vida adulta. Além da beleza e da vivacidade cênica, principalmente em exibição 3 D, a Era do Gelo mostra neste enredo que os velhos amigos Manny, Sid e Diego estão com suas vidas bem diferentes do que o início da aventura glacial. Manny está com a família crescendo, logo o maluco Sid também percebe a necessidade de ter uma família e acaba se aventurando em adotar dinossauros cujos ovos ele encontrou por casualidade. A partir daí, ele se mete em uma confusão com a mãe genética dos dinossaurinhos e é levado à terra deles, cheia de perigo e fortes emoções. Os leais amigos Diego, Manny e Ellie partem em viagem para salvar Sid e, a partir daí, há um desdobramento no enredo que são as aventuras cheias de ação, nas quais a doninha Buck é peça-chave pois ela é como um guia impetuoso nesta terra desconhecida, além de ter uma dual fascinação pelo terrível e temido dinossauro mal, uma ameaça à paz dos nossos amigos.



Durante o filme, esta amizade cheia de humor e carisma e os esforços de cada um deles em favor do outro tornam a Era do Gelo uma das animações ideais para ensinar crianças, jovens e adultos a serem pessoas melhores, mais leais, mais amigas, enfatizando que somos muito responsáveis pelo nosso lar, pela nossa família e pelas nossas amizades. É importante reforçar que no enredo cada um encontra o seu lar. No caso de Manny, Sid, Ellie e Diego, o lar é a Era do Gelo; no de Buck e os dinossauros, o lar é permanecer na terra dos Dinossauros; no de Scrat, o lar está mais restrito a abraçar a sua volúvel noz e tentar ficar com ela, ao invés de seguir as ordens de uma esposa autoritária. Finalmente, o filme me revela tal reflexão.




A Era do Gelo 3 tem cenas imperdíveis com Scrat e suas duas amadas ( a noz e seu novo amor) que, paralelamente, às aventuras de Manny, Ellie, Sid e Diego, são um deleite visual aos cinéfilos com garantia de boas risadas e aquele encantamento pelo qual somos absorvidos e que nos fazem esquecer qualquer dor e falta de otimismo em um mundo melhor. A vantagem das animações é que elas conseguem ser mais lúdicas do que a própria ficção convencional de outros gêneros do cinema, recuperando aquele realismo fantástico presente na Literatura Infantil e que tem o intuito de ensinar às crianças determinados valores reais em um cenário imaginário . Profundamente, o filme, através de uma outra Era, um outro mundo paralelo, nos ensina a não perder a esperança de que, após perigosas aventuras em situações adversas em nosso mundo, sempre vale a pena lutar por aqueles que amamos, principalmente o nosso lar.


Avaliação Madame Lumière



Título Original: Ice Age: Dawn of Dinosaurs
Origem: Estados Unidos
Gênero(s): Animação, Família, Infantil
Duração: 94 min
Diretor(a): Carlos Saldanha, Mike Thurmeier
Roteirista(s):
Elenco: Simon Pegg, Seann William Scott, John Leguizamo, Josh Peck, Denis Leary, Queen Latifah, Ray Romano, Joey King, Atticus Shaffer, Chris Wedge, Eunice Cho, Karen Disher, Jason Fricchione